› 
Recém-nascido: aprenda qual é a alimentação indicada para o bebé!

Recém-nascido: aprenda qual é a alimentação indicada para o bebé!

Recém-nascido: aprenda qual é a alimentação indicada para o bebé!
comentarios0 comentarios
comparte

A principal preocupação dos pais (sobretudo nos primeiros anos de vida de um bebé) é que o seu filho se alimente e desenvolva adequadamente. Quando é que um recém-nascido deve comer? Como introduzir os alimentos sólidos? Como conseguir que coma de tudo (inclusive verduras e peixe)? Estas são algumas das dúvidas mais importantes que os pais têm. Mas embora pareça complicado, conseguir que o seu filho siga uma dieta saudável e variada não é assim tão difícil.

Introdução dos alimentos sólidos

Durante os primeiros 4 a 6 meses de vida a alimentação vai ser exclusivamente baseada no leite materno (a não ser que tal não seja possível). Sempre que se possa, é aconselhável que seja a própria mãe que dê de mamar à criança. Aparte do estreito vínculo afectivo que se produz, o leite materno é excelente no que diz respeito à composição, pois tem todos os nutrientes de que o bebé necessita. Para além disso, o leite materno irá proporcionar ao bebé as defesas necessárias para lutar contra as infecções, estará sempre a uma temperatura ideal e disponível em qualquer lado. Se não for possível dar peito ao bebé dar-se-á então leite adaptado desde o início.

No entanto, no fim desses meses o leite materno torna-se insuficiente. Deve-se passar então para o leite de continuação e, para além disso, deve-se ir introduzindo a pouco e pouco alimentos na dieta da criança. Isso terá de ser feito sempre de forma lenta e progressiva, pois o seu aparelho digestivo é um sistema ainda em formação e se tiver demasiada pressa em introduzir um alimento novo, poderia originar alergias alimentares no bebé que durariam toda a vida.

Será o pediatra a marcar o momento de introdução de novos alimentos e da ordem dos mesmos. No entanto, o mais habitual é começar com uma papa de cereais sem glúten por volta do 4º ou 6º mês e continuar com a papa de frutas posteriormente, com maçã, pera, laranja e banana. Muitos pediatras aconselham começar aos 4 ou 5 meses de idade com sumos de frutas se o lactente tem problemas de prisão de ventre.

Seguirá com a papa de verduras, feita as primeiras vezes com batata e cenoura, pois são doces e fazem com que o bebé se lembre do leite materno. Pode juntar abóbora, alho-francês ou feijão … e deve evitar as couves, as couves de bruxelas, espargos, nabos ou beterraba, por serem verduras de difícil digestão. Posteriormente deve juntar carne, começando com a carne de frango por ser mais ligeira e de textura mais suave. Nessa altura deve começar também a dar à criança cereais com glúten. Neste momento já pode dar pão e bolachas ao seu filho, não o faça antes.

Mais para a frente, aos 9-10 meses de idade, pode juntar peixe na sopa de verduras em substituição da carne. O iogurte por volta dos 10 meses, pois é um alimento muito nutritivo e de fácil digestão (sobretudo as formulas especiais do “primeiro iogurte”). Com o ovo deve começar a pouco e pouco, dando-lhe apenas meia gema cozida ao início, sendo a clara a última coisa a introduzir devido às suas prioridades alérgicas. E por último, aos 12-15 meses, já pode dar legumes ao seu filho, sempre muito bem cozidos para que a sua digestão seja mais simples.

Uma dieta saudável para toda a vida

O primeiro ano de vida é a etapa mais importante no futuro desenvolvimento da criança e a alimentação tem aqui um papel principal. É o único modo de assegurar um crescimento saudável e equilibrado das crianças desde o berço.

Uma boa alimentação é:

- A base necessária para um bom desenvolvimento físico, psíquico e social da criança.

- A primeira linha de defesa contra numerosas doenças infantis que podem deixar problemas nas crianças.

- Uma boa alimentação e uma boa saúde estão directamente conectadas através da vida, mas a conexão é ainda mais vital durante a infância. É neste período que as crianças podem adquirir bons hábitos durante as refeições no que diz respeito ao sabor, à variedade …

Se a criança não é bem alimentada durante os primeiros anos de vida, isso pode ter um efeito profundo na sua saúde, assim como na sua habilidade para aprender, para comunicar, para pensar analiticamente, para socializar efectivamente e para se adaptar a novos ambientes e pessoas.

Na primeira etapa de vida da criança, o maior problema que os pais enfrentam é uma criança sem apetite. Dessa forma, terá de saber adaptar o nosso conceito de ração alimentar ao apetite e capacidade de cada um. Não deve sentir-se angustiada perante a ausência de apetite temporal do seu filho, pois esta pode ser devida a múltiplas causas: monotonia na alimentação da criança, problemas de dentição, ambiente pouco favorável no momento das refeições (pais nervosos, ruídos, atmosfera pesada …) ou simplesmente o tempo, já que os bebés são extremamente sensíveis às alterações climáticas.

Se a evolução do peso for satisfatória e se não existir nenhum estado de doença, devemos deixar que seja a própria criança a marcar o seu ritmo de refeições, segundo o seu apetite, sem você forçá-la a comer mais do que deseja. Não existe uma quantidade exacta de comida que uma criança deve consumir. Cada criança é um mundo e as suas necessidades são diferentes. Dessa forma, é a criança quem pode decidir, com exactidão, quando pode comer. E não deve nem pode obrigá-la a comer mais.

Outro dos grandes problemas actuais é a obesidade infantil. Segundo a OMS, a obesidade e o excesso de peso alcançaram traços de epidemia. Mais de mil milhões de adultos têm excesso de peso e deles pelo menos 300 milhões são obesos.

A obesidade tem a sua origem na infância e, em geral, está ligada aos hábitos alimentares que se adquirem em casa, sendo muito raro o número de obesidades metabólicas. As crianças pequenas podem ser muito gulosas e, para além disso, se tiverem muito apetite podem cair facilmente na obesidade. No início as mães ficam satisfeitas com o aspecto “roliço” dos filhos e como não lhes dão problemas na hora das refeições, constituem para elas um motivo de satisfação. No entanto, ao longo do tempo a criança irá desenvolver uma capacidade para comer muito grande e irá converter-se num futuro obeso.

De um ponto de vista psíquico, este facto tão pouco beneficia a criança, porque o seu próprio peso faz com que esta se torne sedentária e que acabe por recusar aquelas brincadeiras que suponham uma actividade e um esforço físico. Tudo isto são aspectos que levam a atitudes de descriminação por parte das crianças da sua idade. Por outro lado, pode mesmo chegar o momento em que o seu filho será objecto de burlas ou gozo, que irão convertê-lo numa criança tímida e retraída que acaba por se vingar na comida, já que esta passa a ser a sua única satisfação de consolo.

O que fazer? Não se esqueça que a forma de comer também é uma questão de hábito e que a mãe pode influenciar, e de facto influencia poderosamente na criação de bons hábitos de consumo nos seus filhos. A aquisição de hábitos alimentares saudáveis é definitiva na manutenção de um bom estado físico e mental ao longo da nossa vida.

Para evitar chegar a este extremo convém que os pais planifiquem as refeições cuidadosamente, nas quais o açúcar, as batatas, o pão, os doces, as gorduras não sejam excessivos mas que, acima de tudo, exista uma proporção correcta entre alimentos de menos conteúdo em calorias (frutas, verduras, carnes, peixes, ovos …) e de igual poder alimentar.

CONCLUSÃO:comer de tudo, controlar o peso da criança e não insistir continuamente para que coma.

Depois de ler este texto, outras pessoas leram:

0 Comentarios

Anônimo
Entrar na sua conta ou registre-se para comentar este artigo.