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Enxaquecas infantis: aprenda a tratá-las!

Enxaquecas infantis: aprenda a tratá-las!

Enxaquecas infantis: aprenda a tratá-las!
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Nos últimos 10 anos observou-se um aumento de pacientes infantis que recorrem ao médico queixando-se de fortes enxaquecas. Ao ser uma doença cuja origem se desconhece, o seu tratamento nem sempre se torna fácil. Não obstante, a maioria das crianças responde bem aos fármacos e as suas dores desaparecem antes de terminar a puberdade.

O que são as enxaquecas?

 É um tipo de dor de cabeça usualmente muito intenso e que pode incapacitar a pessoa que sofre deste problema. É um transtorno de origem neurológica e genética, normalmente as pessoas que padecem deste problema têm antecedentes familiares com este mesmo problema. Embora nas crianças seja menos frequente, podem sofrer de enxaquecas a partir do ano de idade.

Os sintomas principais desta dolência são:

- Dores severas ou moderadas: alguns afectados apresentam dores num lado da cabeça, enquanto outras em ambos os lados.

- Dor palpitante ou intermitente na cabeça.

- Dor que piora com a actividade física.

- Dor que obstaculiza actividades quotidianas.

- Náuseas.

- Vómitos.

 - Sensibilidade à luz e ao som.

As enxaquecas infantis tendem a durar períodos mais curtos, mas a dor pode ser tão intensa que obriga a criança a estar quieta. Nas crianças a dor pode apresentar-se em ambos os hemisférios da cabeça e as auras visuais apresentam-se muito raramente. Os sintomas que predizem um ataque de enxaquecas em bebés, para além dos tradicionais, são bocejos, sonolência, esgotamento, irritabilidade, depressão, enjoo a alimentos doces e sede intensa.

A boa notícia é que a maioria dos medicamentos que funcionam para adultos podem-se aplicar em crianças, pelo que com uma consulta ao pediatra a criança pode livrar-se destas dores terríveis.

Porque se produzem?

As causas exactas das enxaquecas não se conhecem, por isso é uma doença difícil de tratar. Continua-se a investigar e procura-se novas estratégias para dar uma melhor qualidade de vida a quem padece delas.

Muitas teorias tentam explicar as causas das enxaquecas e fundamentalmente as suas manifestações associadas (aura). A teoria vascular propõe que as manifestações que acompanham a aura devem-se a uma contracção dos vasos sanguíneos intracerebrais. Outras hipóteses apontam para uma disfunção cerebral e por último fala-se de uma alteração nas substâncias chamadas neurotransmissores (serotonina). Evidentemente não existe uma opinião concordante sobre as possíveis causas, no entanto a teoria dos neurotransmissores seria a mais próxima da realidade já que as crises cedem com medicamentos que inibem estas substâncias.

Geralmente têm um bom prognóstico, é muito raro que enxaquecas que começam na infância reapareçam na idade adulta. Isto é muito importante já que alenta os papás e a criança paciente a realizar os tratamentos sabendo que acabará antes de finalizar a puberdade.

Aumento das enxaquecas infantis

Nos últimos anos aumentou em cerca de 20% as consultas ao pediatra por causa das enxaquecas infantis. Este aumento deve-se tanto a cefaleias tensionais (provocadas por um ritmo de vida mais stressante) como a enxaquecas de origem genética. Estas últimas podem-se precipitar por distintos factores, como uma má alimentação, falta de exercício físico ou de horas de sono. Por isso, os especialistas recomendam que as crianças durmam de 9 a 10 horas diárias. A enxaqueca pode afectar directamente a qualidade de vida da criança já que tem mais mau humor, participa menos nas actividades sociais e diminui o seu rendimento escolar.

Como tratá-las?

Na hora de decidir o tratamento há que ter em conta que os ataques podem durar à volta de duas ou três horas, pelo que os fármacos que se utilizam devem ser de rápida acção.

Para além disso, nem todos os medicamentos são efectivos nestes casos e muitos não se absorvem bem pelas náuseas, os vómitos e a relativa paralisia gástrica que se produz durante os ataques de enxaqueca. Vários estudos demonstraram que os mais efectivos são os paracetamóis e os ipobrufenos.

Para tratar este tipo de dor em algumas ocasiões é necessário modificar os hábitos de vida da criança. Passar muito tempo à frente da televisão ou do computador, comer pouco e mal ou a ingestão excessiva de certos alimentos (como o chocolate ou o queijo curado) também podem agravar o problema.  

Por isso, é importante ter um registo de quantos dias por semana lhe doem a cabeça, quanto tempo dura a dor, o que comeu nesse dia, se realizou alguma actividade especial … Averiguar os desencadeantes evita que se tenham que restringir alimentos ou actividades que afectam a criança em particular, já que estes são próprios para cada paciente, nem sequer todos os membros de uma família reagem da mesma maneira a determinados estímulos. Pode acontecer que uma pessoa que coma chocolate se sinta mal e o seu filho não.

Remédios naturais

Muitas vezes a dor é tão intensa que nenhum fármaco consegue acabar com ela. Para paliar os sintomas pode-se recorrer às seguintes medidas:

- Deite a criança numa cama num quarto completamente escuro e silencioso.

- Coloque-lhe uma toalha com água fria sobre a sua cabeça.

- Faça-lhe uma massagem no coro cabeludo utilizando muita pressão.

-Pressione as suas fontanelas.

- Tente que durma bem.

- Realize com ele técnicas de relaxamento. Quanto mais tranquilo estiver, menos dores sentirá. A prática de ginástica de relaxamento ajudará a criança nos momentos de crise a diminuir a tensão muscular que aumenta muito mais a dor.



 

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