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Sangrar durante a gravidez

Sangrar durante a gravidez

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A maioria das mulheres experimenta um leve sangramento vaginal nas primeiras semanas de gestação que pode não ter nenhuma importância, já que o útero está muito irrigado durante esta etapa e sangra com facilidade. No entanto, se é abundante, de cor intensa e se vem acompanhado de outros sintomas, pode indicar um problema maior.

Principais causas

É importante saber distinguir as perdas ligeiras de sangue das hemorragias provocadas por um motivo mais grave. As primeiras são um sangramento ligeiro, parecido ao que se pode ter quando começa o período ou quando termina. Podem ser de cor rosa, vermelho e até castanho (como a cor de sangue seco). No entanto, as hemorragias são mais abundantes e de cor vermelha intensa.

Em muitas ocasiões ocorre por um traumatismo ou esforço realizado pela futura mãe, visto que o útero está muito irrigado durante esta etapa e um movimento exagerado ou uma pancada pode produzir o que se conhece como perdas ou hemorragias vaginais. De facto, uma em cada cinco mulheres sangra nas primeiras semanas sem que isto provoque nenhum dano no feto nem no desenvolvimento da gestação.

Os tipos de perdas às quais nos referimos podem diferenciar-se segundo a cor (se é claro significa sangramento activo; se é castanho, é sangue que saiu há algum tempo dos vasos); segundo a sua quantidade (se a perda é pequena e intermitente pode indicar uma ferida: se é mais abundante, será outra patologia); segundo a sua duração (pode ser um sangramento ocasional ou durar mais de cinco dias, como no caso da placenta prévia); e segundo os seus sintomas associados (dor abdominal, náuseas, vómitos, etc.).

- Sangramento de implantação. Quando o óvulo fecundado está a aderir à parede do útero, é possível que tenha ligeiras perdas de sangue durante um ou dois dias, já que se produz a ruptura de algumas veias e artérias que irrigam normalmente o endometrio. Este é um processo que começa seis ou sete dias depois da fertilização, quando provavelmente ainda nem sabe que está grávida. Em muitas ocasiões não é mais que uma gota de sangue, embora noutras possa chegar a confundir-se com uma menstruação ligeira. A cor pode ser vermelha escura ou castanha. Pode durar vários dias, mas nunca mais de cinco. Não é grave, simplesmente é mais um sintoma de uma gravidez que começa. No caso de se uma perda abundante, sangue vermelho ou acompanhar-se de dor, deve ir imediatamente ao médico.

- Aborto espontâneo. As perdas de sangue ou a hemorragia podem constituir um primeiro sintoma de aborto espontâneo, especialmente se vêm acompanhadas de dor abdominal, similares às que pode ter durante a menstruação. Uma quarta parte das mulheres grávidas tem leves perdas ou hemorragia no inicio da gravidez, e cerca de metade destas mulheres sofrem um aborto espontâneo. Para confirmar que nada grave acontece, convém ir ao médico para que este realize uma série de exames, entre eles uma ecografia. Se esta mostrar que os batimentos do coração do seu bebé são normais entre a 7ª e a 11ª semana, as probabilidades de que a sua gravidez continue de forma normal são mais de 90%. Para assegurar-se, o médico irá recomendar-lhe repouso pelo menos até à 12ª semana.

- Alterações hormonais. Embora o ciclo ovulatório se interrompa durante estes nove meses, continuará a ter alterações hormonais similares nos momentos nos quais costumava ovular, alterações que podem dar lugar a pequenos sangramentos similares aos de uma hemorragia menstrual.

- Gravidez ectópica. Por vezes o embrião desenvolve-se num lugar diferente ao útero, como na trompa de Falópio, na cavidade abdominal, etc. Este tipo de gravidez nunca é viável, pelo que a única solução é extrair o embrião. Neste caso tem uma forte dor abdominal, perdas de sangue, náuseas e debilidade.

- Relações sexuais. Durante as primeiras semanas de gravidez é frequente que depois das relações sexuais o extremo do colo uterino sangre um pouco. Há que dizê-lo ao seu médico, mas normalmente não tem maiores complicações.

- Gravidez molar. Se a placenta cresce de forma anormal durante os primeiros meses converte-se numa massa de quistos que se parece a um cacho de uvas brancas. O embrião não se chega a formar ou forma-se mal e não pode sobreviver. Neste caso, a hemorragia vaginal é normalmente de cor castanha escura, produz-se por volta da 10ª semana de gravidez e vem acompanhada de náuseas e vómitos de carácter grave, alta pressão arterial e cãibras abdominais.

- Traumatismo no colo uterino. Nas primeiras semanas é muito comum sangrar devido a um traumatismo provocado no colo uterino, que está muito congestivo devido à sua maior irrigação sanguínea e muitas vezes inflamado pela presença de germes vaginais, muito frequente nesta etapa da gravidez. Pela mesma razão, depois de um exame ginecológico, pode dar-se uma escassa hemorragia genital.

- Vasa prévia. Este tipo de hemorragia ocorre como consequência de uma alteração na formação dos vasos sanguíneos que irrigam a placenta. O sangue é vermelho claro e muito abundante, mas sem dor. É mais frequente a partir do segundo trimestre e requer a prática de uma cesariana.

- Pólipos no útero. A não ser que sejam muito grandes ou que impeçam o normal desenvolvimento do feto, pode não ser necessária nenhuma intervenção.

- Infecções. Durante a gravidez são muito comuns as infecções não relacionadas directamente com a gestação, como as vaginais (candidiase ou vaginose bacteriana) ou as infecções de transmissão sexual (como a tricomoniase, a gonorreia, a herpes, etc.), que podem provocar irritação ou inflamação no colo do útero, dando lugar a uma hemorragia.

- Problemas com a placenta ou parto prematuro. No segundo ou terceiro trimestre, a hemorragia ou as perdas podem ser sintomas de alguma complicação grave, como placenta prévia, desprendimento prematuro da placenta (quando a placenta se separa do útero), aborto espontâneo tardio ou parto prematuro.

- Expulsão do tampão mucoso. Se aparece uma pequena quantidade de mucosidade acompanhada de alguns fios de sangue depois da 37ª semana, o mais provável é que seja apenas um sintoma de que perdeu o tampão mucoso e de que o colo uterino está a começar a dilatar-se ou a abrir-se como preparação para o parto. Mesmo assim, fale com o seu ginecologista sobre qualquer hemorragia ou perdas de sangue nesta etapa.

O que deve fazer?

Embora a maioria das vezes não seja nada grave, é importante ir ao médico sempre que se tenha uma hemorragia vaginal durante a gravidez, por muito leve que seja e mesmo que não venha acompanhada de outros sintomas como dores abdominais. A prevenção é a única forma de evitar um aborto espontâneo e de tratar a tempo outros possíveis problemas.

Uma vez no hospital, irão realizar-lhe uma ecografia para confirmar que o feto está bem. Para além disso, o médico irá perguntar-lhe sobre a cor do sangue e sobre outros possíveis sintomas, antecedentes médicos, etc.

Se não for nada de grave, o tratamento mais comum é o mais simples e clássico - fazer repouso. É a primeira coisa que se deve fazer quando a perda for pequena. Nos casos de perdas persistentes e abundantes pode usar-se inibidores do útero, que irão relaxá-lo para que não haja contracções. Também se receita progesterona, uma hormona que tem como principal missão proteger a gestação e que é segregada de forma natural pela própria mãe.

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