Alergias Alimentares: que cuidados devo ter ao escolher os alimentos?

Alergias Alimentares: que cuidados devo ter ao escolher os alimentos?
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As alergias alimentares são reações alérgicas induzidas por alimentos e começam pouco depois da ingestão de comida causante das mesmas, muitas vezes ao fim de poucos minutos e sempre dentro das horas seguintes. O aparelho gastrointestinal e a pele são afetados habitualmente, desde o ardor na boca, língua e garganta até à dor abdominal, náuseas, vómitos e diarreia.

A lactação materna

Higiene bucal: cuidados a ter com os dentes de leite!

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Apesar do que a maioria dos pais pensa, os dentes de leite também podem sofrer cáries e outras doenças dentais. Por isso, uma higiene adequada é fundamental desde que nascem os primeiros dentes. Assim, é importante incutir o hábito de lavar os dentes nos seus filhos.

A lactação materna, devido às suas qualidades energéticas, plásticas e protetoras adaptadas à fisiologia do bebé, cobre todas as exigências do mesmo; mas é realmente a permanência da lactação durante o tempo adequado que evita o surgimento e alergias alimentares, uma vez que no primeiro ano do recém-nascido, há um risco de intolerância máximo que se manifesta na forma de vómitos, diarreias...

A introdução de alimentos não lácteos cada vez mais se faz antes, enquanto nas sociedades primitivas, só se fazia no final do primeiro ano de vida ou aos 2 ou 3 anos, demonstrando a responsabilidade deste adiantamento, pela aparição de maior incidência de alergias, devido à exposição a alimentos potencialmente alérgicos, sobretudo com a ingestão de cereais que têm uma grande capacidade alergénica.

Sobretudo no caso de famílias alérgicas, pode-se reduzir ou retardar a aparição de alergias nos seus lactantes, seguindo os conselhos anteriores, no caso que não possam alimentar-se no seio materno, ou que tenham que suplementar o leite, é aconselhável utilizar fórmulas de hidrolisados de proteínas específicos no lugar de fórmulas à base de soja ou leite, já que os hidrolisados de proteínas demonstraram ser menos sensibilizantes. A lactação materna pode ajudar a evitar certas alergias alimentares, mas as alergias não podem prevenir-se de maneira uniforme e definitiva.

Alergia ou intolerância?

É importante estabelecer a diferença com outro tipo de reações adversas a alimentos como é a intolerância alimentar, já que ambas têm a mesma sintomatologia, mas o mecanismo de Acão é diferente; por exemplo, a alergia produz-se através duma reação imunológica (de defesa) com produção de anticorpos contra uma proteína específica, na que só existe uma pequena quantidade da mesma, se origina a reação.

Por outro lado, na intolerância alimentar os mecanismos são diferente mas nunca imunológicos, isto é, o sistema imune não intervém na reação. Estes mecanismos podem ser enzimáticos como é o caso da intolerância à lactose; estas crianças não têm a enzima láctase e por isso não são capazes de digerir a lactose (açúcar do leite) provocando-lhes diarreias quando tomam leite ou derivados de lácteos.

Outros mecanismos que pode provocar intolerância são irritantes (comidas com especiarias, picantes), outros podem ser pelas propriedades farmacológicas do alimento (insônias causadas pela ingestão de cafeína). Em todos os casos de intolerâncias, as crianças podem ingerir uma pequena quantidade do alimento que a causa, desenvolvendo os sintomas só se o consomem em maior quantidade. Assim a criança com intolerância à lactose pode consumir pequenas quantidades de leite, iogurte (tem menos lactose que o leite) sem experimentar uma reação adversa, mas sim, se a mesma criança é alérgica às proteínas do leite experimentará os sintomas característicos depois de beber leite ou comer nata, queijo ou manteiga.

O que os pais devem fazer?

Os pais das crianças alérgicas ou intolerantes a algum alimento devem levar a criança ao seu pediatra, pois a maioria são reconhecidas e tratadas pelo pessoal de atenção primária. É importante que lhe façam uma avaliação clínica cuidadosa e das manifestações físicas, ao mesmo tempo provas cutâneas e lhe prescrevam, caso seja necessário, uma dieta restritiva já que o tratamento se basará na exclusão do alérgeno alimentário que a produz. É importante destacar que a maioria das crianças, com o passar dos anos deixará de apresentar alergias alimentares, mas, estas devem ser avaliadas periodicamente; evitando assim dietas restritivas não necessárias, associadas a deficiências nutricionais.

Alergias mais comuns

A frequência com que uma criança coma um alimento em particular, faz provavelmente que se torne alérgica a esse alimento. Por isso, os alimentos que produzem frequentemente alergias, dependem muito dos hábitos alimentares da população. Assim, os alimentos frequentemente implicados nas reações alérgicas das crianças são, pela seguinte ordem:

1. O leite de vaca
2. O ovo
3. O peixe

Isto é assim porque nas crianças, sobretudo os lactentes, o leite e os derivados lácteos constituem o alimento básico. O ovo e os alimentos que o contêm, também são utilizados com frequência na alimentação infantil e o peixe introduz-se muito cedo na alimentação das crianças, no nosso país. No entanto, noutros países como acontece nos Estados Unidos da América, onde se utiliza muito a manteiga de amendoim, esta é a terceira causa mais frequente de alergia, ou como em Itália, onde o trigo, pela frequência com que se come massa, constitui a terceira causa de alergia também.

 


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