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Problemas de desenvolvimento

Problemas de desenvolvimento

Como pode saber se o seu bebé tem um atraso motor? Já pensou que o seu bebé é "um pouco preguiçoso"? Reparou que os colegas de turma do seu bebé aprendem a andar mais depressa do que o seu filho? Acha que o seu bebé tem dificuldade em aprender a engatinhar ou a andar?

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Crianças disléxicas

Crianças disléxicas

Dos 25% da população que tem dificuldades na aprendizagem, uma pequena percentagem padece de dislexia. Os métodos de ensino da leitura-escrita e o não tratar as áreas psicopedagógicas necessárias podem provocar em qualquer criança uma dificuldade de aprendizagem. No caso da dislexia, esta situação pode agravar mais o problema.

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Em muitas ocasiões, embora as crianças nasçam sem qualquer problema diagnosticado e durante os primeiros meses elas se desenvolveram no nível motor sem problema, chega um certo momento em que parece que elas estagnaram e que por si mesmas não são capazes de continuar um desenvolvimento motor adequado. Isso é conhecido como atraso psicomotor.

 

Como podemos detectá-lo no nosso bebé?

Há anos que está a ser estudado o desenvolvimento motor da criança por meses e graças a isso podemos tomar como referência certas competências motoras que são fundamentais para detectar se existe algum atraso motor:

- 3-4 meses: a criança deve ter adquirido um controlo cefálico estável. A posição da cabeça deve ser alinhada com o resto do corpo (simétrica).

- 6-7 meses: a criança pode permanecer sentada sem apoio. Ele começa a manipular nesta posição sem perder o seu equilíbrio.

- 8-11 meses: a criança começa a mover-se pelo espaço rastejando e explorando. No final deste período, ele começa a agarrar-se ao mobiliário e levanta-se.

- 12-14 meses: a criança começa a andar de lado e a andar independentemente. Por vezes algumas crianças começam a andar mais tarde, no entanto não se deve preocupar e deve dar-lhes mais tempo desde que a criança seja capaz de se mover pelo espaço gatinhando nesta idade.

No caso de bebés prematuros, é importante ter em conta a idade corrigida e não a idade cronológica.

 

Dicas para estimular o desenvolvimento do seu bebé

É importante colocar o nosso bebé na barriga a maior parte do tempo em que ele está acordado. É muito provável que no início vejamos que ele tenha dificuldade em estar nesta posição, uma vez que a força da gravidade o obriga a fazer um esforço para levantar a cabeça. No entanto, temos de insistir porque pouco a pouco ele vai conseguindo manter a calma. Nesta posição, o bebé aprenderá a controlar a sua cabeça, fortalecendo os músculos do pescoço e das costas. Se observarmos que os braços do bebé estão inclinados para trás, vamos ajudá-lo a apoiar-se bem, vamos movê-los para a frente para que o ombro e o cotovelo estejam em linha. Desta forma, o bebé será apoiado e levantará a cabeça.

Esta posição não tem de ser tida em conta à hora de dormir, quando posicionaremos o bebé como indicado pelo pediatra.

- Quando o bebé estiver de costas, vamos pegá-lo em ambos braços e puxá-lo na nossa direcção, levantando-o um pouco da superfície para que o bebé tenha de levantar a cabeça. Ao fazer este exercício, estamos a ajudar a fortalecer os músculos do pescoço que permitirão controlar a cabeça.

- Podemos também ajudá-lo a executar a "viragem", ou seja, a passagem de estar para cima a estar para baixo. Para conseguir, por exemplo, a viragem para o lado direito, colocaremos a criança de costas e flexionaremos a perna esquerda ao mesmo tempo que a levamos para o lado direito, gerando assim o movimento até que ele acabe na posição de face para baixo. Este movimento é como fazer o que é coloquialmente chamado "a croquete" ou “bolinho de bacalhau”.

- Para ajudar o bebé a sentar-se, fá-lo-emos quando a criança estiver para baixo. Vamos colocá-lo desta posição para o lado; daqui pegamos-lhe no braço e puxamo-lo até ele acabar por se sentar. Quando ele estiver sentado, colocaremos brinquedos de lado para ele os apanhe. Desta forma, ajudá-lo-emos a fazer cargas numa anca e noutra.

- Ajudá-lo-emos a passar de sentado para a boca por baixo da seguinte forma: quando ele estiver sentado, vamos ficar atrás dele, pegar nos seus dois braços e colocá-los ao nível do rosto, e depois virá-lo de cabeça para baixo. Esta mudança postural permitir-lhe-á ir buscar brinquedos que tenham sido movidos, evitando que passe todo o seu tempo sentado sem saber como mudar a sua postura.

- A primeira forma de deslocar-se é arrastando. Para o ajudar a conseguir isto, vamos primeiro motivá-lo com um brinquedo de que goste e colocá-lo a uma certa distância. Começaremos da posição de cabeça para baixo e dobraremos uma perna semelhante à "postura de sapo". Para o encorajar a avançar ao mesmo tempo que dobramos uma perna, vamos empurrá-lo para o lado do pescoço que dobrámos.

- Para encorajar o gatinhamento, colocamos a criança de quatro patas e balançamo-la para a frente e para trás a partir do traseiro. Ao realizar este movimento a criança experimenta a sensação de cargas nas mãos e nos joelhos.

- Para se levantar, comece a partir da posição de joelhos. Primeiro empurramos a criança da parte de trás do pescoço para a levantar. Depois movemo-lo ligeiramente para um lado para deslocar o peso de modo a que a criança possa puxar a outra perna para fora. A posição de partida para a posição de pé é conhecida como a "posição de cavalheiro". Uma vez nesta posição, a criança agarra-se a um móvel e nós empurramo-la para cima até que se levante.

- Antes de andar sozinha, a criança aprende a andar de lado. Encorajaremos isto quando a criança estiver de pé com as mãos no sofá ou na mesa e colocaremos os brinquedos a uma certa distância para o obrigar a dar passos laterais.

 

Alguns sinais que nos podem alertar

Para além de ter em conta os itens motores determinantes, há também outros sinais que nos podem alertar. Alguns deles podem ser os seguintes:

- Quando a criança fica zangada ou chora, observamos que fica tensa e empurra para trás, o que dificulta o seu controlo pelos pais. Podemos também observar que quando está de costas e a chorar empurra com a cabeça e os arcos

- Notamos que quando está deitado, é assimétrico. Esta assimetria pode dever-se quer ao facto de a cabeça permanecer sempre virada para um lado, quer ao facto de um braço se mover menos que o outro.

- Recusa insistente de estar na posição para baixo.

- Observamos que, a partir da idade de seis meses, estão apenas de costas, não se sentam e não mudam para a posição de face para baixo.

- Uma vez alcançada a posição sentada, a criança permanece nesta posição todo o tempo. Não faz quaisquer alterações posturais para se virar para baixo, nem se movimenta de um lado para o outro.

- Quando engatinha, puxa os dois braços mas não move as pernas.

- Quando se levanta, também não usa as pernas, apenas os braços. Observa-se que quando está de pé, apoia-se com os pés na ponta dos pés, assumindo um esforço para apoiar os pés de uma forma correcta.

- Se andar durante muito tempo e na ponta dos pés, tiver assimetrias ou coxear.

Nestes casos, tendo sempre em conta as fases de desenvolvimento correspondentes à idade da criança, é aconselhável consultar o pediatra e/ou o fisioterapeuta pediátrico.

 

Quem pode ajudar o meu filho?

Em primeiro lugar, é necessário ir ao pediatra para avaliar a criança e considerar se é necessário encaminhá-la para outro especialista, tal como o neurologista.

O neurologista é o profissional que avalia se o atraso psicomotor pode ser causado por uma causa genética, neurológica ou metabólica ou determina que não existe uma causa aparente.

O fisioterapeuta pediátrico é o profissional especializado no desenvolvimento motor que trata os atrasos psicomotores (independentemente de haver uma causa para eles) e a sua acção baseia-se em facilitar todas as sequências de desenvolvimento sensorimotor para que a criança cumpra correctamente todos os itens de desenvolvimento, ou seja, com uma postura e padrões de movimento mais regrados.

Estes tratamentos são sempre realizados de forma individualizada tendo em conta as particularidades de cada criança e com os pais presentes em cada sessão, a fim de receber as directrizes de tratamento e estimulação a realizar com os seus filhos em casa e de garantir o sucesso da evolução dos seus filhos.

O fisioterapeuta pediátrico também trata as perturbações que são atrasadas psicomotoriamente devido à prematuridade, paralisia cerebral, síndromes ou problemas ortopédicos, tais como luxações ou displasia do quadril que retardam o desenvolvimento motor normal.


 Paula Gómez De Castro Fisioterapeuta Pediátrica Aleka, Centro de Fisioterapia e Desenvolvimento da Criança www.centroaleka.com 91 3564653

Fecha de actualización: 01-12-2020

Redacción: Lola García-Amado

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