Métodos anticoncepcionais durante a amamentação

Métodos anticoncepcionais durante a amamentação
Partillhar

Apesar de ser quase certo que durante os primeiros meses de dar peito é muito difícil ficar grávida, pode-se produzir um parto imprevisto embora ainda não esteja consciente de que lhe voltou o período. Por isso, se ainda não quer ter outro filho, o mais seguro é que procure um método anticonceptivo compatível com a amamentação.

De volta à normalidade

Depois de dar à luz o corpo deve recuperar das alterações sofridas durante 9 meses e regressar ao estado primitivo. O colo do útero e a vagina demoram cerca de 7 a 10 dias a voltar ao seu tamanho anterior, já outras partes do corpo tardam mais a voltar ao normal.

Para voltar a praticar relações sexuais deve-se esperar pelo menos 40 dias, embora nem todos os casos sejam iguais. Algumas mulheres levam mais tempo, inclusivo ao inicio pode-lhes causar dor. De acordo com Victoria Verdú , ginecologista, “depois da quarentena, habitualmente, o corpo recupera da agressão que o parto supõe e pode-se voltar a ter relações sexuais, apesar de poderem ser um pouco desconfortantes”.

Para Berta Martin, ginecologista, “ a premissa fundamental é que a mulher se sinta totalmente recuperada física e emocionalmente. Depois de um parto, quer seja vaginal ou por cesariana, a mulher apresenta um sangramento, em menor quantidade que a menstruação, e o canal cervical está aberto, o que favorece as possíveis infecções pélvicas. Por esse motivo, deveria abster-se de mater relações sexuais enquanto exista sangramento vaginal, o que pode chegar a durar mais de um mês. No plano emocional depois do parto a mulher pode experimentar uma inapetência total ou parcial perante o sexo, o que se pode explicar por muitos motivos: alterações hormonais bruscas, adaptação à nova situação familiar, cansaço provocado pelos cuidados do bebé, recuperação física mais demorada, etc.”.

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Nove em cada dez mães que amamentam não seguem uma dieta saudável

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O leite materno é o melhor para o bebé. Fornece nutrientes e adapta-se às necessidades do recém-nascido. Mas a composição do leite depende muito da alimentação da progenitora e, de acordo com uma pesquisa feita pela Universidade de Granada (UGR) na Andaluzia, 94% das mães que amamentam os seus filhos não seguem uma dieta adequada.

E quando é que se volta a ter a menstruação? “A fertilidade, ou seja, os ciclos ovulatórios recuperam-se aos 2-3 meses se não estiver a dar de mamar ao seu bebé. No entanto, se está a dar peito, o corpo produz uma hormona chamada prolactina que induz a produção láctea e que inibe a ovulação. Dessa forma, pode tardar um pouco mais de tempo até que se instaurem os ciclos normais na mulher. De todas as formas, é importante não esquecer que apesar de estar a dar peito existe a possibilidade de ovular e de ficar grávida, inclusivo se ainda não teve a primeira menstruação depois do parto”, explica a Dr. Verdú.

Quando a mulher deixa de amamentar, especifica Berta Martín, a ovulação produz-se 14 a 30 dias depois, aparecendo a menstruação no prazo de quatro a oito semanas depois de finalizar a amamentação.

Método da Amenorreia da Lactação (MAL)

Em diversas ocasiões ouvimos que a amamentação materna é um bom método anticonceptivo, mas que só é efectivo nos primeiros meses depois de dar à luz (quando o bebé se alimenta unicamente de leite materno). Em alguns casos este método anticonceptivo pode alargar-se até aos seis meses, mas só seria efectivo se desse peito a cada 3 horas durante as 24 horas do dia. Apesar de cumprir com este método, existem casos de gravidezes não planificadas. Dessa forma, o melhor é procurar outro método anticonceptivo mais seguro e fiável.

O MAL é um método anticonceptivo que se baseia na infertilidade natural do pós-parto que ocorre quando uma mulher está amenorreica e amamenta plenamente. A sucção efectuada pelo lactente inibe a produção das hormonas que são necessárias para a ovulação. Se não existe ovulação, não se pode ficar grávida.

Para levá-lo a cabo as mulheres têm que cumprir com três requisitos:

- Amamentação materna exclusiva ou quase exclusiva.

- Ausência de menstruação desde o parto.

- Passaram menos de seis meses depois do parto.

Para usar o MAL a mulher deve amamentar:

- Com frequência, cada vez que o bebé pede e sem horário.

- Imediatamente depois do parto.

- Sem biberões nem chucha.

- Sem deixar passar longos períodos de tempo entre uma alimentação e outra, de dia e de noite.

- Sem suplementos.

- Inclusivo quando a mãe ou o bebé estão doentes.

As vantagens deste método é que é bastante eficaz, fácil de usar, não interfere com o acto sexual, pode-se começar a usar imediatamente depois do parto, não tem efeitos secundários. Os inconvenientes, disposição nas 24 horas do dia para dar peito e, para além disso, não se pode prevenir o momento certo em que a menstruação voltará, pelo que a mulher pode ficar grávida apesar de estar a dar de mamar. Não é 100% seguro.

Quais são os melhores?

Depois de um parto, os médicos recomendam esperar pelo menos 6 meses para voltar a ficar grávida, um ano se o parto foi através de uma cesariana. Não obstante, é muito provável que queira esperar mais tempo entre uma criança e outra, isto para acostumar-se à rotina de cuidar de um bebé.

O momento do início anticonceptivo é importante porque o regresso da menstruação e da ovulação podem ser imprescindíveis nas mulheres que amamentam. “Os níveis de prolactina (hormona que permita a lactação) – explica Berta Martín – são muito elevados nas mulheres que amamentam, o que ocasiona a inibição da ovulação. Nestas mulheres a primeira menstruação pode aparecer quando terminam a amamentação, embora cerca de 20% a tenham ao longo dos primeiros três meses. É muito importante que as mulheres que dão peito tenham a ovulação nos primeiros meses depois do parto, mas isso não impede que possam ficar grávida, sobretudo quando a frequência das tomas se espaça. Por isso, todas as mulheres que estão a amamentar devem recorrer a outros métodos anticonceptivos mais eficazes e seguros”.

Se está a dar peito ao seu filho, os melhores métodos anticoncepcionais são os de barreira (preservativos) ou as pílulas que apenas contenham progesterona, visto que não afectam a quantidade e a qualidade do leite materno. Os anticoncepcionais orais (a pílula) contêm estrogénios e progesterona e não estão indicados no período de amamentação, pois os estrogénios podem passar para o leite e consequentemente para a criança.

A minipílula é um anticonceptivo similar à pílula convencional, mas apenas contém gestagénio (não estrogénio) e deve tomar-se diariamente à mesma hora, se se toma 3 horas mais tarde deve utilizar-se um método anticonceptivo adicional durante as 48 horas seguintes. A minipílula não afecta a quantidade nem a qualidade do leite materno.

Também existe a possibilidade de utilizar um dispositivo intra-uterino que se coloca dentro do útero a partir da quarta ou sexta semana pós-parto, destacando também dispositivos intra-uterinos que libertam progesterona com uma alta eficácia como método anticonceptivo. Este método tem poucas contra-indicações e dura até cinco anos, pelo que é um método ideal para aquelas mulheres que decidiram não ter mais descendentes a curto prazo.

O diafragma é algo mais delicado, pois para além de ter que usá-lo com cremes espermicidas para maior eficácia as alterações da vagina depois do parto fazem com seja necessário esperar que tudo volte ao normal para que o tamanho seja adequado ao novo estado.

Se não está a dar de mamar ao seu filho, pode tomar qualquer método anticoncepcional uma vez que já lhe voltou a menstruação e que o seu ginecologista disse que está tudo bem.



Fecha de actualización: 29-05-2008

Redacción: Irene García

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