Dermatite atópica na infância: sintomas e tratamento!

Dermatite atópica na infância: sintomas e tratamento!
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A prevalência da dermatite atópica é muito maior nas crianças que nos adultos, sobretudo devido à natureza evolutiva da mesma, segundo a qual muitas crianças com dermatite atópica estarão livres desta doença passados alguns meses ou anos. Assim, cerca de 60% dos casos aparecem antes dos 12 meses de idade e 30% ou mais entre os 12 meses e os 5 anos de idade. Calcula-se que a dermatite atópica afecta actualmente cerca de 20% da população infantil dos países desenvolvidos.

O que é a dermatite atópica?

Definir a dermatite atópica é uma tarefa difícil. Na sua essência pode-se dizer que é uma doença inflamatória e pruriginosa da pele, de predomínio na infância, que pode estar relacionada com uma história pessoal ou familiar de alergia.

A dermatite atópica é um processo muito frequente na infância. Estima-se que, na população em geral, entre 0,7 a 2,4% dos indivíduos têm ou tiveram alguma vez dermatite atópica.

Sintomas e evolução

O sintoma mais importante da dermatite é o prurido ou ardor. No que diz respeito às lesões cutâneas que podem aparecer na dermatite atópica, a maior parte dos pacientes sofre de áreas de endurecimento e descamação que, em certas zonas como os cotovelos ou os joelhos, engrossam originando lesões intensamente pruriginosas e duradouras.

A dermatite atópica não é uma doença estável mas sim que avança ao longo da vida atravessando diversas fases nas quais as manifestações cutâneas podem ser completamente diferentes entre umas etapas e outras. A doença pode começar, desaparecer, reaparecer ou estar ausente em alguma fase. É frequente que a dermatite atópica mostre uma tendência a desaparecer com o passar do tempo. No entanto, embora a doença possa desaparecer em qualquer uma das suas fases evolutivas, pode reaparecer em algum momento posterior da vida do indivíduo.

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A frase “a gravidez custa-te um dente” tem em si algo de verdadeiro, já que o aumento das hormonas e do fluxo sanguíneo durante a gravidez provocam desconforto nas gengivas, o que pode derivar numa gengivite ou até numa periodontite. Se esta doença não for tratada a tempo, pode mesmo causar um parto prematuro ou bebés de baixo peso à nascença.

A dermatite atópica pode associar-se a outras doenças atópicas como a asma, a renite e a conjuntivite alérgica entre outras alergias alimentares. Apesar da associação, apenas têm influência sobre a dermatite.

No que diz respeito aos numerosos e muito variados factores que podem influenciar a evolução da doença destacam-se:

- Factores benéficos: a influência positiva do Verão, a exposição solar ou o clima húmido e temperado.

- Factores prejudiciais: a influência negativa do stress e a exposição ao pó, lã, tecidos, pêlos ou outros alérgenos.

Não obstante, a evolução e o prognóstico da dermatite atópica são variáveis, com fases alternantes de melhorias e pioras. Muitos casos curam-se na fase do lactente ou aos 2 anos de idade, mas outros casos não melhoram até chegar a puberdade, existindo uma tendência de cura espontânea depois dos 20 anos. As fases de piora e de melhoria têm um marcado carácter estacional, com pioras durante a Primavera, Outono e Inverno, como já foi referido. Em alguns pacientes, a evolução da doença é contínua e, embora existam remissões, as lesões não chegam a desaparecer. Não existem provas de que nenhum tratamento reduza a duração da doença.

Tratamentos

Não existe nenhum meio de proporcionar uma cura definitiva da dermatite atópica e na maioria dos casos não é possível influenciar a evolução natural da doença. No entanto, são adequadas determinadas medidas higiénicas e gerais no seu tratamento. Assim, alguns médicos são partidários de uma hidratação activa e continua das lesões de dermatite atópica enquanto outros são menos partidários destas práticas para se centrarem especialmente nos tratamentos farmacológicos. 

Condições higiénicas

O mesmo acontece com as condições de higiene que os pacientes com dermatite atópica devem seguir. Assim, enquanto algumas escolas dermatológicas recomendam restringir o banho a uma ou duas vezes por semana, outras escolas permitem que as crianças com dermatite atópica tomem banho diariamente. Dado que não se podem estabelecer normas fixas e que existem opiniões totalmente contraditórias, é prudente actuar com sentido comum e perante a evidência de que cada paciente com dermatite atópica é diferente do que entrará na depois na consulta. 

Geralmente, os sabonetes e os champôs neutros e ácidos são os mais adequados, embora não existam estudos fiáveis que demonstrem que os hábitos de limpeza influência a evolução da doença. O tratamento local está encaminhado a combater a secura da pele e a inflamação. A secura da pele trata-se com banhos emolientes à base de aveia e de óleos minerais ou vegetais, aplicando-se depois do banho loções ou cremes hidratantes. No entanto, em muitos pacientes a hidratação da pele pode vir acompanhada de irritação, prurido e ardor, pelo que nestes casos aconselha-se a hidratação apenas da pele saudável ou nos períodos livres de doença.

Tratamento farmacológico

No que diz respeito ao tratamento farmacológico, a utilização de corticóides e dos modernos imunomodeladores tópicos (tacrólimus e pimecrólimus) deve ser sempre guiada e indicada pelo pediatra ou dermatologista. Embora a maior parte dos pacientes possa controlar-se adequadamente com medidas gerais de higiene, cuidados de hidratação e com um tratamento farmacológico tópico, existem alguns casos que requerem intervenções terapêuticas algo mais agressivas. Nestes casos deve recorrer-se a um médico com experiência na questão. Embora não exista actualmente uma cura definitiva para a dermatite atópica, existe sempre algum método através do qual podemos ajudar a melhorar a qualidade de vida do paciente atópico.

Roupa para crescerem saudáveis e ao natural

As crianças com dermatite têm a pele hipersensível e seca, pelo que há que ter especial cuidado na hora de escolher os tecidos, tanto da roupa como dos sapatos, almofadas, toalhas, etc. O melhor é optar por roupas 100% naturais como o algodão orgânico ou biológico, a seda, o linho, entre outros.



Fecha de actualización: 04-04-2006

Redacción: Irene García

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