Gripe A: sintomas e tratamento

Gripe A: sintomas e tratamento
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Com a chegada do tempo frio todos se preparam para enfrentar novas constipações e resfriados. No entanto, a maior preocupação da população é agora o vírus H1N1. Apesar de as autoridades sanitárias internacionais e nacionais enviarem mensagens para que as pessoas tenham calma, nunca é demais conhecer o que realmente pode esperar deste recente vírus da gripe.

Tenho gripe A?

A gripe A (H1N1) de 2009 foi uma pandemia causada por uma variante do Influenzavirus A de origem suína (subtipo H1N1). A origem da infecção é uma variante do vírus H1N1, com material genético proveniente de um vírus aviário, de dois vírus suínos e de um humano que sofreu uma mutação e deu um salto da espécie dos porcos para a espécie dos humanos. A 11 de Junho de 2009 a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou esta gripe como nível de alerta seis, ou seja, pandemia actualmente em curso que envolve a aparição de surtos comunitários.

Os seus sintomas são parecidos aos da gripe normal: febre de mais de 38ºC que aparece de repente, tosse, congestão e secreção nasal, espirros, dores musculares e de garganta, arrepios, fadiga e mal-estar geral. Em muitas pessoas também surgiram vómitos e diarreia. Por vezes produzem-se infecções bacterianas ao mesmo tempo que se desenvolve a doença ou depois de esta ter passado, o que pode dar origem a pneumonias, infecções de ouvidos ou sinusite.

Se a gripe A se torna mais agressiva é necessária uma atenção médica imediata. Alguns sintomas alertam para isso: dificuldades para respirar, dor ou pressão no peito ou abdómen, tonturas repentinas, confusão, vómitos constantes, lábios azulados, sinais de desidratação, convulsões e sonolência.

Dermatite atópica na infância: sintomas e tratamento!

Dermatite atópica na infância: sintomas e tratamento!

A prevalência da dermatite atópica é muito maior nas crianças que nos adultos, sobretudo devido à natureza evolutiva da mesma, segundo a qual muitas crianças com dermatite atópica estarão livres desta doença passados alguns meses ou anos. Assim, cerca de 60% dos casos aparecem antes dos 12 meses de idade e 30% ou mais entre os 12 meses e os 5 anos de idade. Calcula-se que a dermatite atópica afecta actualmente cerca de 20% da população infantil dos países desenvolvidos.

A partir do momento em que o vírus H1N1 penetra no organismo até que aparecem os primeiros sintomas da doença podem passar entre um a cinco dias. No caso da gripe comum o período de incubação é de vinte e quatro a quarenta e oito horas.

Tratamento

Perante o primeiro sintoma, a Organização Nacional de Saúde recomenda que se contacte por telefone os serviços hospitalares ou recorrer ao médico usando uma máscara. Através de diferentes perguntas avaliam o paciente e o seu nível de risco. Algumas regiões criaram linhas telefónicas que servem apenas para os casos de suspeita de gripe A. Apenas os casos graves devem ir ao hospital para evitar que se encha as urgências e o contágio entre os pacientes.

O tratamento contra a gripe A está dirigido aos sintomas e à infecção. Utilizam-se dois princípios activos: oseltamivir e zanamivir que se devem administrar nas primeiras 48 horas. Existem outros medicamentos que servem para aliviar o mal-estar geral: analgésicos e antitérmicos. Existem médicos que também prescrevem descongestionantes nasais e remédios contra a tosse. Nem todos os doentes com gripe A precisam de anti-virais. Pelo contrário, a maioria não precisa destes fármacos. Será o médico quem decide os casos nos quais é necessária a sua administração.

Os processos gripais podem ser acompanhados de infecções bacterianas. Dessa forma, algumas pessoas precisam de tomar antibióticos. Para além dos fármacos, deve-se beber muitos líquidos para evitar a desidratação (sumos com vitamina C, bebidas energéticas, água, sopas) e fazer repouso. O habitual é que a gripe evolua favoravelmente em dois ou quatro dias a partir dos primeiros sintomas, embora se possa continuar com tosse durante uma semana e com a sensação de cansaço durante várias semanas.

Para além de extremar as medidas de higiene, a pessoa que contrai o vírus H1N1 deve isolar-se na sua casa durante uma semana e não receber visitas. Dessa forma, não pode ir trabalhar nem às aulas. Se for obrigado a sair, por exemplo para ir ao médico, deve utilizar uma máscara. Deve fazer o mesmo quando estiver a partilhar as zonas comuns da casa. Tem de estar num quarto separado e fechado, usar uma casa de banho diferente que deve ser desinfectada todos os dias.

Há que manter desinfectadas as superfícies dos móveis, da casa de banho, da cozinha … e ventilar diariamente as zonas comuns. A roupa da cama, tolhas e utensílios de comida do doente não é preciso lavar separadamente, no entanto ninguém deve usá-los se não foram lavados primeiro com detergente.

As pessoas que vivem com um doente de gripe A devem perguntar ao médico se é necessário seguir algum tipo de tratamento. Dessa forma, deve-se utilizar uma máscara quando este se aproxima ou quando sair de casa. Uma vez usada, a máscara deve ser deitada fora e deve lavar bem as mãos. Quando se leva um bebé doente ao colo, o queixo da criança deve estar virado para o ombro para que não tussa directamente para a sua cara.

Medidas de prevenção

- Evitar o contacto directo com as pessoas doentes ou que tenham febre ou tosse.

- Lavar as mãos com água tíbia e sabão entre 10 a 20 segundos de maneira frequente.

- Lavar também entre os dedos e, por último, o pulso.

- Pode-se usar álcool em gel ou liquido para desinfectar.

- Tratar de não tocar na boca, nariz e/ou olhos.

- Dormir bem, comer alimentos nutritivos, beber líquidos abundantemente e manter-se fisicamente activo.

- Ventilar a casa um bom bocado todos os dias.

- Tapar a boca e o nariz ao espirrar ou tossir com um lenço de papel.

- Usar máscaras, lembrando-se sempre que têm um determinado tempo de uso.

Campanha de vacinação?

De acordo com especialistas os grupos mais vulneráveis são: crianças com menos de cinco anos, mulheres grávidas e adultos com doenças crónicas (respiratórias, cardiovasculares, imunodepressão, diabetes, etc.).

Considera-se que a doença pode-se tornar mais agressiva em pessoas com mais de 60 anos, já que embora não sejam as que mais se infectam são os pacientes com mais perigo de apresentarem complicações ao contraírem o vírus.

E se estou grávida?

A morte de Dalilah, uma jovem marroquina de 20 anos que morrei estando grávida de 28 semanas (à qual se provocou o parto para se salvar o bebé embora posteriormente este tenha falecido por uma negligência médica), fez saltar todos os medos entre as grávidas. Posteriormente, outra mulher doente de gripe A e grávida de 6 semanas perdeu o bebé que esperava, o que fez aumentar a preocupação entre o colectivo.

No Reino Unido várias associações lançaram mensagens alarmistas: pediram para as mulheres não engravidarem e para que as que já estivessem grávidas não viajassem.

Embora seja certo que se trata de um grupo de risco porque as mulheres têm as defesas mais baixas, seguindo as medidas de prevenção e estando alerta perante qualquer indício da doença não tem porque se grave.

No entanto, embora quando se trata da gripe comum ou de um resfriado não se provou que afecte o bebé, no caso da gripe A ainda não está determinado que não passe a barreira placentária. De facto, recentemente conheceu-se na Tailândia o primeiro caso de um recém-nascido com gripe A, doença que contraiu quando ainda se encontrava no útero da sua mãe.

Por outro lado, os medicamentos que estão a ser utilizados para tratar as pessoas infectadas com a gripe estão classificados na categoria C durante a gravidez. A categoria C indica que não foram realizados estudos suficientes para determinar que são inofensivos nas mulheres grávidas.  Segundo o Centro de Controlo de Doenças dos Estados Unidos, embora dois deles tenham causado danos administrados em doses muito altas em animais, não se conhecem efeitos adversos nas mulheres que tiveram que tomar oseltamivir ou zanamivir durante a gravidez ou nos seus bebés.

Em qualquer caso, será o medico quem determinará se os benefícios de utilizar estes medicamentos são maiores que os possíveis riscos.


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