Síndrome da morte súbita infantil

Síndrome da morte súbita infantil
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A morte repentina e inesperada de um bebé acarreta uma grande dor e sofrimento para os pais, sobretudo se à pergunta “Porquê?” não se pode dar resposta. Apesar das múltiplas investigações que têm sido realizadas para descobrir os motivos desta síndrome, o certo é que ainda não se sabe nada em concreto. Estudos recentes feitos por um grupo de médicos ingleses colocam a possibilidade do motivo estar directamente relacionado com uma infecção bacteriana, no entanto existe muito por investigar para se falar de uma causa. Até ao momento, a única coisa que se pode fazer é seguir uma série de recomendações para prevenir os riscos, como colocar o bebé a dormir de barriga para cima e nunca tapar a sua cabeça com os lençóis.

A síndrome da morte súbita

O síndrome da morte súbita do lactente (SMSL) define-se como a morte repentina e inesperada – o bebé passa de um estado aparente de bem-estar à morte em apenas uma hora – de um lactente aparentemente saudável e sobre o qual a autópsia não demonstra nenhuma causa. O falecimento acontece sempre enquanto o bebé dorme.

É a primeira causa de morte de crianças entre um a doze meses nos países ocidentais. De acordo com as últimas estatísticas, na Europa morrem por ano cerca de 5000 lactentes vitimas desta síndrome.

O SMSL é mais comum entre os 2 e os 5 meses de idade. Cerca de 80% das mortes ocorrem entre o primeiro e sexto mês. Entre os seis e os doze meses acontecem cerca de 15% das mortes. Já depois do primeiro ano de vida da criança apenas 5% das mortes.

Não é uma doença nova nem mais frequente do que há 50 anos, no entanto a redução da mortalidade infantil por outras causas fez com que esta se tornasse mais evidente. Por outro lado, até há muito pouco tempo, os bebés dormiam muito frequentemente na mesma cama dos pais e qualquer morte inesperada era atribuída à asfixia que inadvertidamente os pais poderiam provocar.

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Porque é que acontece?

Apesar das várias investigações que foram feias, as razões desta síndrome ainda não são claras. Actualmente alguns estudos têm vindo a permitir reduzir o número de casos, no entanto continua sem se conhecer os motivos que levam à morte de um bebé aparentemente saudável. As autópsias revelam que cerca de 60% das crianças falecidas por SMSL tinham infecções respiratórias banais, mas estas acabam por não justificar a causa do falecimento. A morte súbita afecta crianças alimentadas com leite materno como as que apenas tomam leite de fórmula.

Nem a posição nem outras circunstâncias que foram se demonstraram relacionadas com a morte súbita são a sua causa, que continua desconhecida e que provavelmente não é única. Pensa-se que apenas algumas crianças nascem com o risco de vir a sofrer este problema, quem sabe devido a alterações do sistema nervoso que regula a respiração e o funcionamento do coração. Uma vez que nada é certo, as medidas de prevenção devem ser aplicadas a todos os bebés.

Um trabalho publicado recentemente na revista científica “The Lancet” indica para a possibilidade de que a causa seja uma infecção bacteriana. Uma equipa do Hospital Infantil Great Ormond Street e o Instituto de Saúde Infantil de Londres seleccionaram 507 autópsias praticadas a menores de um ano que tinham falecido entre 1996 e 2005 no citado hospital. Depois da necropsia, estabeleceu-se a causa da morte em 128 casos (56 por infecção bacteriana e 72 devido a outros motivos). Os outros 379 falecimentos não se conseguiram explicar.

Em 470 casos colheram-se amostras para procurar microorganismos: cerca de 73% deu positivo para algum organismo. Os autores encontraram níveis elevados de bactérias – como a S. Aureus e E-coli – em crianças cuja morte súbita e inesperada não se podiam explicar em comparação com aqueles cujo falecimento de devia a causas não infecciosas. Estas bactérias podem causar septicemia (uma infecção generalizada no sangue) sem que exista um foco evidente.

No entanto, apesar da presença destas bactérias ser maior entre os falecidos sem motivo conhecido, também foram detectadas noutros casos. Desta forma, é impossível determinar que a infecção bacteriana seja a única causa da morte súbita, embora este estudo possa vir a ser o princípio de uma série de investigações que acabem por chegar à causa final. Um dos obstáculos para realizar a dita afirmação é a ausência de evidências claras de infecção, apesar de ser possível que estes micróbios contribuam de alguma maneira para o falecimento repentino.

Os investigadores afirmam que agora devem investigar os mecanismos que subjazem a estes casos. Para isso devem ter como base uma nova ciência, as técnicas de proteómica que permitem reconhecer proteínas bacterianas nos fluidos humanos. Para os autores do estudo “é óbvio que esse é o novo passo que a investigação da morte súbita infantil deve seguir”.

Factores de risco

Deve-se prestar atenção a três grupos de lactentes:

- Prematuros e de baixo peso à nascença, sobretudo aqueles que apresentam apneias ou pausas prolongadas sem respirar, e a outros com displasia bronco pulmonar.

- Lactentes que apresentam uma apneia de causa desconhecida ou um episódio aparentemente letal (sensação se falta de respiração, alterações de cor, pele pálida, perda de tono muscular ou força, etc.).

- Irmãos ou gémeos que tenham sido vítimas desta síndrome.

No entanto, não se comprovou que sejam factores de risco situações como: a composição dos colchões, o refluxo gastro esofágico, alterações neurológicas, falta de oxigénio antes de nascer, a alimentação materna durante a gravidez, as vacinas nem doenças comuns como as respiratórias, diarreias ou vómitos.

Como prevenir a morte súbita

Existem uma série de recomendações que os pais devem seguir para proteger as crianças desta síndrome:

- Dormir de barriga para cima. Todas as crianças deveriam dormir nesta posição pelo menos até aos 6 meses e sem almofadas que possam sufoca-los enquanto dormem. Apesar disto, não se deve forçar a posição se o bebé der a volta espontaneamente. Os reflexos de um lactente saudável impedem que se engasgue com o leite que possa deitar fora ao estar de barriga para cima. No entanto, as crianças com refluxo gastro esofágico patológico devem dormir de lado ou de barriga para baixo para não asfixiarem com o seu próprio vómito.

- Evitar os ambientes com fumo, antes e depois do nascimento. Se a mãe fumar durante a gestação e do primeiro ano de vida do bebé, o risco da síndrome aumenta cerca de 4.09 vezes.

- Não cobrir a cabeça do bebé enquanto dorme. Os estudos demonstram que entre 16 a 22% das crianças falecidas por morte súbita têm a cabeça tapada com a roupa da cama. É conveniente que os pés do bebé toquem no limite do berço, assim tem menos possibilidades de mexer-se debaixo dos lençóis.

- Usar chucha. Algumas investigações sugerem que reduz a incidência do SMSL, embora não esteja 100% comprovado.

- Evitar a hipotermia e a hipertermia. Outros estudos mostram que as crianças que estão sobreaquecidas ou frias têm maior risco de SMSL. A posição de barriga para baixo minimiza a perda de calor pelo que a temperatura pode aumentar em excesso. Deve manter o quarto do bebé a uma temperatura de 20 a 22 graus.

 

 

Fonte: “The Lancet”



Fecha de actualización: 01-09-2008

Redacción: Irene García

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