Obesidade Infantil

Obesidade Infantil
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Classificada recentemente pela OMS como a doença mundial, a obesidade afecta muitas crianças. De acordo com um estudo recente, Espanha e a Grã-Bretanha encabeçam a lista de países europeus com maiores percentagens de obesidade. Nos últimos 15 anos a proporção de crianças com este problema cresceu cerca de 10%.

Uma questão de equilíbrio

A Dra. Elena Rupérez, especialista em nutrição e obesidade, afirma que a melhor forma de lutar contra esta doença, característica dos países desenvolvidos, é consciencializar os pais da importância que tem o facto de incutirem nos seus filhos hábitos alimentares saudáveis e uma dieta equilibrada. “A educação nutricional deve ser realizada desde a infância. A obesidade não é hereditária, o que é hereditário são os maus hábitos. Não é necessário ser-se um especialista em nutrição, simplesmente ter senso comum e lembrarmo-nos do que comiam as gerações anteriores”.

Anselmo García de Polavieja - Muralista de Pintura Infantil

Anselmo García de Polavieja - Muralista de Pintura Infantil

Muralista de Pintura Infantil

Apaixonado pelo desenho desde pequeno, há muitos anos que começou a direcionar a sua actividade na pintura mural para crianças, decorando com a sua arte hospitais, escolas e casas particulares. Com os seus desenhos cria um ambiente mais relaxante e alegre que ajuda no desenvolvimento da criança e a melhorar o seu estado anímico. "Trago alegria a todas as pessoas às quais altero o espaço no qual se vão desenvolver os seus filhos, tornando-o mais à sua medida, como espaço físico mas também emocionalmente".

Entre as causas do aumento desta doença, a Dra. Rupérez destaca as seguintes:

- Os petiscos constantes ao longo do dia: bolos industriais, pacotes de batatas fritas, refrescos, etc.

- Um excesso de comida plástica, fast-food.

- Cada vez existem mais crianças que não gostam de verduras. Os pais não as preparam porque os seus filhos não gostam e não têm tempo para os obrigar a comer.

- A falta de jogos ao ar livre e de exercício físico em geral, que diminui o gasto de energia das crianças de hoje.

- O hábito de ver televisão em excesso, jogar no computador e com jogos de vídeo, o que fomenta o aumento do sedentarismo.

Se existem problemas alimentares, geralmente e salvo algumas excepções, os pais são os últimos a dar-se conta. Aqui ficam algumas recomendações:

- Aumentar a ingestão de frutas e verduras; alimentos básicos da nossa dieta mediterrânea.

- Comer carnes e peixe grelhados, no forno, eliminando os fritos e a comida gordurenta.

- Comer massas, arroz e batatas uma vez por semana.

- Substituir os doces e os bolos industriais por fruta fresca.

- Substituir a televisão, os computadores e os jogos de vídeo por bicicletas e patins; evitar que as crianças se acomodem numa vida sedentária.

- Em geral, tentar que a família coma toda junta para assim transmitir hábitos alimentares saudáveis e equilibrados de pais para filhos.

Consequências da obesidade infantil:

A curto prazo

As consequências mais frequentes são as relacionadas com a socialização da criança. Desde idades muito novas, a criança com excesso de peso é tratada de maneira diferente pelos colegas.

A médio prazo

As alterações mais comuns são ortopédicas, respiratórias e cutâneas.

A longo prazo

Supõe um notável aumento do risco de obesidade na idade adulta. Aproximadamente 75% dos adolescentes obesos o serão também em adultos.


 


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