Criar os meus filhos ... alguns conselhos para fazê-lo

Criar os meus filhos ... alguns conselhos para fazê-lo
Partillhar

Os recém-nascidos não precisam de usar nenhum calçado nos primeiros meses de vida, mas isto não quer dizer que se lhe apetece calçar-lhes uns sapatinhos ou umas pantufas, sobretudo nos primeiros 6 meses, não o possa fazer. O que é necessário é manter os pés da criança quentinhos, sobretudo no Inverno, com umas meias.

No entanto, quando é que é necessário começar a calçar-lhe sapatos e como é que têm de ser?

- O bebé tem que usar um calçado adequado ao começar a dar os primeiros passos.

- O calçado deve ser anatómico, ou seja, que leve uma palmilha dentro do sapato, a qual formará um arco longitudinal.

- Que seja sólido e estável na parte do calcanhar.

Todas estas características do calçado irão manter a estabilidade do pé ao caminhar, numa posição correcta e anatómica, e favorecem a criança no futuro.

É indiferente que escolha botas ou sandálias, o mais importante é que o calçado tenha contra-forte, já que se o pé não está estável pode provocar um desvio deste para dentro ou para fora.

É conveniente que a criança use sapatos anatómicos até aos 3 anos, porque nesta idade a criança já terá o arco longitudinal totalmente formado

No te puedes perder ...

Ensine-lhe valor do dinheiro

Desde pequeno deve ensinar ao seu filho que o dinheiro não cresce nas árvores, que há que trabalhar para ganhá-lo e que existe a necessidade de saber poupar. Mais tarde ou mais cedo os seus filhos necessitarão de manejar dinheiro para aprenderem o valor que ele tem. Assim, é uma boa ideia que lhes dê dinheiro para comprarem alguma coisa que querem ou que os obrigue a “ganhá-lo” de alguma maneira.

- Pode fixar uma quantidade fixa de mesada ou dar-lhes dinheiro todas as semanas. Pode ser maior ou menor de acordo com a idade. Quando as crianças são pequenas esta opção funciona muito bem: é simples e as crianças captam muito bem o seu valor. Por exemplo, aprendem que com 1 euro podem comprar muitos rebuçados e que por vezes têm de lhes dar troco nas lojas.

- Também pode, para incutir-lhes o hábito de poupar, guardar você o dinheiro e pagar-lhes os interesses que esse dinheiro vai gerando.

- Vá com os seus filhos às compras e mostre-lhes como escolher as melhores ofertas, a comparar preços e marcas … Também pode fazer uma lista com o necessário e uma média de quanto pode gastar. À medida que vão comprando, vão vendo se se ajusta ou não ao que podem gastar. Assim, as crianças verão quanto custa manter uma família.

- Para além de mostrar-lhes o valor do dinheiro, é importante a atitude que deve adoptar perante ele. O objectivo é que considere o dinheiro como algo que ajuda a viver decentemente e como algo que sobra. Se tem mais que o necessário, melhor, o prudente é poupar e não mal gastar. Para consegui-lo, não deve falar de dinheiro a todas as horas, seja discreta com as pessoas que têm mais ou menos que você, demonstre-lhes que se pode ser feliz com o justo, ensine-lhes também a darem-se ao luxo de vez em quando e desfrutarem e, sobretudo, a serem generosos e não estarem obcecados com a riqueza.

Como conseguir que se dêem bem?

Todos os pais desejam que os seus filhos se dêem bem, se entendam e que não briguem (pelo menos, não mais que o normal entre irmãos). Conseguir que se crie entre eles um vínculo muito especial que dure toda a vida é tarefa dos pais. Os amigos são excelentes, mas a família está acima de tudo. Existem umas quantas regras que irão ajudá-la a consegui-lo:

- Trate-os de forma diferente (sem ser injusto): todos os seus filhos são diferentes, têm gostos distintos, habilidades e debilidades distintas, preferências e reacções diferentes. A questão está em tratá-los de forma diferente, mas sem cair em injustiças e isto não é nada fácil fazê-lo.

- Não os compare: se o fizer só estará a criar rivalidades. Por vezes é inevitável dizer “É incrível como não podes fazer os trabalhos como o teu irmão!”, mas deve evitar esta atitude, tanto nas crianças como no resto da família. Cada pessoa tem os seus defeitos e as suas virtudes e compará-las não fará com que esses mesmos defeitos desapareçam.

- Não tenha um favorito: trate-os todos de igual forma, embora o mais velho seja mais carinhosos e responsável ou um deles se pareça mais consigo e o entenda melhor.

- Controle as brigas: a não ser que tenham muitos anos de diferença, não se vai livrar as brigas entre eles. No entanto, a maioria dos irmãos brigam e passados alguns segundos já está tudo bem. As brigas entre irmãos são saudáveis embora desesperantes e pesadas para si. Ensine os seus filhos a defenderem as suas opiniões falando e não brigando, mas sem você interferir. Incentive-os a brincarem juntos, a apoiarem-se, a explorarem os talentos de cada um … não deixe que se acusem, fale-lhes em colectividade. Acima de tudo, faça-lhes ver que são uma equipa.

Combater a grosseria

Dizer palavrões e portar-se grosseiramente pode provocar uma série de problemas entre os pais e os seus filhos. Quando as crianças começam a utilizar palavras feias os pais sentem-se envergonhados e escandalizados. A primeira coisa a fazer é averiguar onde e com que aprenderam essas palavras. Para eliminar esta linguagem do seu vocabulário deve:

- Deixar claro que não irá tolerar palavrões e que a linguagem inapropriada terá as suas consequências.

- Não se esqueça que por vezes as crianças precisam de muita ajuda para encontrarem as palavras adequadas para expressar o que sentem e pensam.

- Se as palavras persistem, proporcione-lhes alternativas ridículas e inofensivas.

- Não actue contra os palavrões desde o inicio. Comece por ignorá-las. No caso de esta táctica não resultar, poderá passar à acção.

- Não cruze os braços e aceite sem mais nem menos a linguagem dos seus filhos.

- Não diga você palavrões. A pouco e pouco as crianças vão ouvindo e pronunciando as palavras que você não quer que digam.


0 Comentários

Escreva o seu comentário

iniciar sessão inscrição
×


×
×
×
*/?>