A internet e a segurança dos mais pequenos

A internet e a segurança dos mais pequenos
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Não há dúvidas de que a Internet mudou o mundo, melhorou a comunicação, as relações sociais e a pesquisa de informação. Isto tudo de uma forma tão extraordinária que hoje a internet é uma ferramenta indispensável na nossa vida. É realmente útil quando é usada de forma correcta mas pode ser muito prejudicial para os mais vulneráveis: as crianças.

Actualmente é normal ver-se crianças com 3-4 anos a jogar num computador. Uma actividade que num primeiro momento pode não ter qualquer problema. No entanto, é necessário que os pais ensinem os filhos a usar a internet adequadamente para que estes não venham a correr riscos.

Primeiro é necessário prevenir

Um computador é uma porta aberta para um vasto mundo de oportunidades de aprendizagem, de entretenimento e de comunicação. Contudo, quando uma criança utiliza um equipamento destes, sem supervisão de um adulto, pode ter acesso a jogos violentos, a sites com conteúdos sexuais, pode receber imagens e informações inapropriadas para a sua idade ou conhecer pessoas com más intenções em chats de conversação. Tudo situações que podem criar um sentimento de dependência na criança e, mais tarde, quando os pais tentam negar o acesso à internet, pode gerar-se na criança um quadro de perturbação emocional.

De acordo com o Dr. Carlos A. Díaz Vázquez, membro da Associação Espanhola de Pediatria, as crianças com menos de 6-7 anos não devem navegar na internet sem o acompanhamento dos pais. Para além disso, é conveniente que num primeiro contacto com o computador os pais façam com a criança um trabalho de adaptação a uma nova realidade: uma forma original e eficaz de fazê-lo é explicar às crianças que a internet é como uma grande cidade onde há lugares nos quais não podem entrar e que há regras a respeitar como os sinais de trânsito.

A televisão e a infância

A televisão e a infância

Tanto a lei em vigor como a legislação europeia estabelecem a protecção da infância no que diz respeito aos conteúdos televisivos que podem prejudicar as crianças. Para além disso, existe mesmo um código de auto-regulação firmado pelas cadeias televisivas. Entre as 6 e as 22h, programação infantil?

Como prevenir?

O melhor conselho a dar aos pais é que, inicialmente, façam da navegação na internet um hábito compartilhado por toda a família. Os pais devem, acima de tudo, servir de modelo e usar as suas próprias experiências para ensinarem os filhos a usar esta nova tecnologia. As crianças são altamente maleáveis e precisam de assimilar na sua educação os bons hábitos dos mais velhos.

Conselhos para um uso correcto da internet pelas crianças e jovens:

- Apenas deixe que naveguem na internet se tiverem na companhia de um adulto.

- Não coloque um computador no quarto da criança. Se o fizer mantenha o aparelho para que seja visível para quem entra no quarto ou quem está de fora.

- É essencial que seja capaz de trabalhar com um computador, pelo menos ao mesmo nível que o seu filho, para ter a capacidade de controlar o que ele está a fazer.

- Utilize todas as ferramentas de protecção hoje em dia existentes para evitar o acesso a sites não apropriados a menores.

- Fale regularmente com o seu filho a respeito da navegação que ele realiza na internet de forma a perceber o que tem consultado.

- Diga-lhe para nunca dar informações pessoais em chats de conversação. Explique-lhe, sem alarmar, os riscos que podem surgir do facto de falar com estranhos.

- Evite que o seu filho esteja na internet (principalmente em chats de conversação) durante a noite.

- Navegue com as crianças na internet para que tenham confiança em si.

- Tente evitar, na medida do possível, que a criança tenha o seu próprio email e que só ela saiba a palavra-chave de acesso.

- Em conjunto com a criança construa ‘’regras de navegação’’ na internet. Será mais fácil do que dar ordens às crianças.

 

 

 

Fontes: Dr. Carlos A. Díaz Vázquez, Director de Recurso à Internet da Associação Espanhola de Pediatria; e Luis Martín, Director da Iniciativa de Segurança da Microsoft Ibérica.


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