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O efeito dos jogos de video nas crianças

O efeito dos jogos de video nas crianças

Muito se tem falado sobre as crianças e os jogos de vídeo: se são bons ou maus para os mais pequenos, se viciam, se aumentam a violência e a intolerância … No entanto, estudos recentes referem que os jogos de vídeo podem ser benéficos para as crianças se forem adequados à idade e se existir um controle do tempo de uso.

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Benefícios dos jogos de vídeo

‘’Existem vários estudos que mostram que o uso de jogos de vídeo facilita o desenvolvimento das faculdades motoras e melhora a coordenação e os reflexos. Nos últimos anos produzimos jogos específicos de educação para crianças. O objectivo é justamente facilitar a aprendizagem e estimular a actividade sensorial e mental’’ refere José Herráez, director de comunicação da Disney Interactive.

Por exemplo, jogos de vídeo podem ajudar a desenvolver:

- O raciocínio, com jogos de estratégia.

- A orientação espacial. Os jogos 3D implicam adquirir um domínio importante de orientação no espaço, como os conhecidos jogos de plataforma ou de aventuras animadas.

- A capacidade de atenção. Os vídeo jogos podem promover, em doses razoáveis, a capacidade de concentração perante determinados estímulos. Contudo, se uma criança passar demasiado tempo a jogar pode ter exactamente o efeito oposto.

- A coordenação visual e motora. A criança aprende a coordenar aquilo que vê com aquilo que deve fazer.

- A resolver conflitos e tomar decisões. Diferentes vídeo jogos despertam a capacidade de resolver problemas quotidianos e a procura de respostas ou soluções possíveis.

‘’Viciados em consolas?’’ Apesar de tudo o uso excessivo de jogos de vídeo pode trazer riscos para o desenvolvimento social e mental das crianças:

- A exposição não controlada pode alterar o sistema nervoso provocando nervosismo e irritabilidade.

- Pode levar ao isolamento. A criança pode começar a interessar-se apenas por jogos sem prestar atenção às pessoas que a rodeiam ou sem interagir com crianças da sua idade. É cada vez mais frequente ver-se crianças a comer no restaurante com os pais e sempre de consola na mão. Não conversam nem interagem com as restantes pessoas que estão à mesa e acabam por dar mais importância ao mundo dos jogos do que ao mundo real.

- Limita o acesso a outros tipos de entretenimento como a leitura, jogos de tabuleiro, actividades ao ar livre, etc.

- Alguns jogos de vídeo, principalmente os mais violentos, transmitem valores diferentes dos que os pais querem incutir. Isto porque introduzem temas como agressividade, vingança e intolerância na vida das crianças.

Por tudo isto, José Herráez aconselha ‘’que os pais partilhem a experiência dos jogos de vídeo com os filhos e que não façam das consolas uma ferramenta para manter as crianças ocupadas enquanto se dedicam a outra coisa. É recomendável estabelecer regras para o uso dos vídeo jogos, como o tempo máximo de utilização diário, e respeitá-las em todas as ocasiões’’.

Dados preocupantes

Um estudo realizado em Espanha revela várias realidades preocupantes, algumas das quais estão na lista abaixo:

- Cerca de 50% dos rapazes e mais de 25% das raparigas reconhecem que se os pais soubessem o conteúdo de alguns jogos não os deixariam jogar com eles.

- Mais de 50% dos rapazes e quase 15% das raparigas afirmam utilizar jogos de vídeo para maiores de 18 anos.

- 40% dos rapazes e 13,6% das raparigas admitem discutir com os pais por causa do tempo que passam a jogar.

- 35% dos rapazes e 21,7% das meninas reconhecem que passam mais tempo a jogar do que a estudar.

- 17,5% dos rapazes e 12% das raparigas afirmam que estão mais tempo a jogar do que com os amigos.

- 20,9% dos meninos e 7% das meninas admitem estar viciados em jogos.

- 73,3% dos rapazes e 39,5% das raparigas utilizam jogos de vídeo violentos.

- 33,9% dos rapazes e 5,3% das meninas dizem jogar jogos de vídeo que reproduzem situações de violência contra idosos, crianças e/ou mulheres grávidas.

- 27,9% dos rapazes e 2,6% das raparigas afirmam utilizar jogos onde as personagens consomem drogas.

- 15% dos rapazes e 7% das raparigas consideram que os jogos de vídeo podem levar à violência.

As situações referidas em cima mostram bem que os pais devem informar os seus filhos dos vários jogos e do tempo que podem passar a jogar.

Regras para comprar jogos com responsabilidade

- Tenha sempre em conta a classificação por idades e a descrição dos conteúdos que aparecem nos jogos de vídeo. Esta classificação e descrição correspondem a critérios acordados internacionalmente (código PEGI).

- Estas orientações são gerais e podem não dizer respeito ao que considera melhor para o seu filho. Por isso convém tentar obter informações prévias sobre o jogo de vídeo que vai comprar.

- Lembre-se que se comprar jogos sem ter em atenção estas orientações os mesmos podem conter cenas de violência, descriminação e cenas sexuais.

- Identifique claramente o produto que quer adquirir. Existem muitos jogos com nomes parecidos. Há situações em que a etiqueta dos jogos pode variar de acordo com o espaço comercial.

- Tenha sempre em conta que em muitos estabelecimentos comerciais os jogos de vídeo estão arrumados por marcas ou temas e não por níveis de idade.

- A compra de jogos pirateados para além de ser ilegal é um risco na hora de garantir se a classificação está correcta ou não.

- Embora seja bom promover a troca de jogos de vídeo entre as crianças também é preciso que os pais verificam primeiro o tipo de jogo no computador.

- Não se esqueça que há muitos jogos de vídeo com conteúdos didáticos. Procure sempre estes produtos.

- Adopte também critérios responsáveis no que diz respeito ao tempo de uso, à postura correcta quando se está a jogar, à distância do ecrã e à alternância de jogos.

- Faça um esforço para entender o mundo dos jogos de vídeo. Procure igualmente jogar algumas vezes com as crianças. Tudo isto ajudará a compreender melhor os factores de atracção, a valorizar os aspectos positivos, a manter os critérios mais adequados na hora de comprar os jogos e a seguir uma melhor comunicação familiar.

O que é o PEGI?

PEGI é a abreviatura de Pan European Game Information. É o sistema europeu que estabelece uma classificação por idades para os jogos de vídeo e de computador.

O sistema PEGI é um sistema voluntário e as classificações são feitas por membros da própria indústria dos jogos de vídeo. Depois de analisarem o jogo é atribuída uma classificação.

De seguida, essas classificações proposta pelos editores são comprovadas pelo NICAM (Instituto Holandês de classificação de material audiovisual). Qualquer classificação 16+ ou 18+ é verificada antes de atribuída. Todas as classificações 12+ ou 3+ e 7+ são comprovadas depois de a classificação ter sido feita e atribuída. No fim de todo o processo o NICAM atribui uma licença aos jogos para poderem ser comercializados.


 


 

FONTE: Guia de jogos de vídeo para pais, desenvolvida pela organização Protégeles, pela Associação Espanhola de mães e pais internautas – AEMPI- e com a colaboração da protecção de menores da Comunidade de Madrid.


Fecha de actualización: 09-12-2009

Redacción: Irene García

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