Felicidade, ensine o seu filho a ser feliz!

Felicidade, ensine o seu filho a ser feliz!
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A felicidade é, provavelmente, o desejo máximo que todos os pais querem para os seus filhos. Supomos que a infância é a etapa mais feliz e alegre da vida de uma pessoa, mas nem sempre é assim. Muitas crianças são propensas à tristeza, à ansiedade ou à irritabilidade. No entanto, a felicidade também se aprende. São vários os factores que contribuem para que uma criança seja feliz. A educação tem um contributo de cerca de 40%.

Este é um dos motivos que impulsionou uma iniciativa realizada em Espanha. O “Projecto Felicidade” tem como objectivo descobrir quais são as chaves da felicidade na infância.

Para colocar em prática as resoluções da investigação foram realizados vários workshops para pais que se dominaram “Comando Felicidade”, um grupo de monitores que explicam, adaptando-se a cada idade e necessidade concreta, quais são as facetas a potenciar na educação da criança.

Com estes workshops, adianta Mónica Pinto, responsável do Comando “não queremos ensinar os pais a educar os seus filhos, mas sim dar-lhes essas chaves que fazem uma criança feliz. Em algumas ocasiões os pais não dão importância a actuações ou conversas isoladas, mas as crianças interiorizam detalhes incrivelmente pequenos que podem afectar o seu carácter e o seu desenvolvimento no futuro. Os pais são os pilares da criança e muitas vezes encontram-se no dilema de não saberem o que fazer em acontecimentos no dia-a-dia dos mais pequenos. Daí que algumas das chaves que se oferecem nos workshops da felicidade sejam úteis na hora de educar em termos de felicidade. Em algumas ocasiões os pais utilizam uma linguagem com os seus filhos com boa intenção, mas sem saber que no seu subconsciente estão a condicionar a sua maneira de ser e de se expressarem no futuro”.

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As 8 chaves da felicidade infantil

- Dizer obrigado: as crianças que desenvolvem a sua atitude de reconhecimento e de gratidão perante as coisas que possuem, entendem o habitual como uma prenda que, para além disso, favorece a estabilidade mental e enriquece o seu crescimento no seio familiar. Quando se mostra respeito pelas coisas que fazem por nós, valorizamos também o importante que somos para o grupo gerando um sentimento de ligação e de segurança dentro da sociedade.

- Positivismo: as crianças educadas numa interpretação positiva do mundo são mais seguras e acreditam mais em si mesmas. As pessoas positivas têm um maior controlo da sua mente e as interpretações que estas fazem da realidade são fundamentais para definir a qualidade de vida percebida e alcançar a plena felicidade. Na idade adulta o positivismo ajuda a encontrar oportunidades (a nível pessoal e profissional) e soluções de uma maneira mais directa e simples. Para além disso, podem ser pessoas generosas, persistentes e responsáveis que se deprimem menos e que tendem a ser muitíssimo apreciadas nos seus círculos sociais devido à empatia e à energia que esta atitude gera.

- Não “rotular”: os rótulos limitam e prejudicam o desenvolvimento da identidade da criança. “Eras um menino mau” ou “que menina mais chorona” são descrições que se utilizam quando os mais pequenos reiteram as suas atitudes e que predispõem a criança a moldar a sua atitude para encaixar neste perfil. A melhor maneira de desenvolver a felicidade na infância é tratar as crianças como se fossem o que deveriam ser para convertê-las no que potencialmente podem ser: não devemos cometer erros de rotular as crianças como se o ser mau fosse algo inerente nas crianças e que não se podem alterar. Desta forma, apenas conseguiremos que a criança se habitue ao adjectivo e que o viva como”eu sou assim e, portanto, não vou mudar”. Podemos estabelecer como alternativa: “Eras uma criança boa, mas agora estás a portar-te mal”, focalizando até a actividade concreta que está a fazer mal.

- Não dramatizar: quando se começa a educar as crianças para que dêem o devido valor às coisas, o melhor é diferenciar e aprenderem a distinguir os traços realmente importantes da vida. Em algumas ocasiões vê-se como existem pais que dramatizam porque os seus filhos chumbaram num exame, quando há uma recuperação posterior onde as crianças podem superar-se a si mesmas, e, por outro lado, não dão a devida importância a comportamentos que devem desaparecer, como bater nos irmãos ou noutras crianças, insultar ou faltar ao respeito.

- Sucesso profissional: as crianças são 49% mais felizes se atingem os seus objectivos por mérito próprio. Os psicólogos utilizam o princípio da Restrição de Privilégios (computador, telemóvel), para provocarem a reacção de normalização por parte da criança “consentimento”, que aparece após as primeiras reacções de raiva da criança e de resistência dos pais perante a eliminação de objectos quotidianos, muitos pais o verbalizam como “há tanto tempo que não via o meu filho tão tranquilo”. Desde que são bebés até à adolescência, as crianças sofrem de maneira crescente nos últimos anos do “o síndrome de criança insaciável”, onde as suas atitudes geram problemas de personalidade e comportamentos, provocando isolamento, marginalidade e insatisfação pessoal.

“Cada vez as crianças tem mais coisas e não é por isso que podemos afirmar que são mais felizes. Podemos sim afirmar que quando lhes faltam certas coisas que chegaram a considerar imprescindíveis, como o telemóvel ou o computador, as suas reacções de raiva são intensas. Para além disso, geralmente quantas mais coisas as crianças têm, mais coisas querem pela progressão insaciável que supõe o facto de terem à frente a grande oferta que existe hoje em dia. E chega um momento em que os pais se encontram incapazes de proporcionar mais satisfação. Os pais não se sentem mais satisfeitos porque vêm que não diminuem o grau de exigência nos filhos, aumenta o grau de inconformismo e diminui a dedicação a actividades que requerem esforço e que, que sabe, são menos gratificantes a curto prazo, como estudar ou ajudar em tarefas próprias da casa”, afirma uma colaboradora do Comando.

- Autonomia: as crianças desenvolvem a sua independência do seio paterno conforme vão crescendo e isto potência a auto-estima e a confiança em si mesmas. Deixar que brinquem sozinhas ou que realizem algumas tarefas simples em casa também é uma maneira de educar em igualdade. Trata-se de favorecer uma correcta autonomia na criança que a faça mais feliz e mais segura. Também é bom deixar que as crianças estejam em “apuros” nalgumas situações. Os pais tendem a “salvar” os seus filhos de qualquer sofrimento, mas isto limita a sua independência e a capacidade de experimentarem os seus sentimentos. Não é propriamente mau que as crianças se sintam tristes de vez em quando.

- Inteligência emocional: é muito importante educar a criança para que desenvolva estas habilidades, isto é, para que aprenda a controlar e a regular as suas emoções para resolver os problemas de uma maneira pacífica. Isto gera tranquilidade e harmonia no carácter dos mais pequenos: as emoções são boas e as crianças reagem de uma forma física perante elas, isto através de elementos bioquímicos gerados pelo cérebro que ajudam a detectar se existe perigo, a proteger do mal, a superar os nossos medos, etc. Adequando a cada idade para saber que habilidades há que desenvolver em cada etapa, as crianças desenvolvem o seu conhecimento individual, a sua identidade, a sua auto-estima e determina em grande medida o êxito na vida adulta. 

Por idades

- Desde o nascimento até aos 2 anos: as experiências infantis impregnadas de afecto passam a fazer parte da personalidade através da memória. A criança aprende a andar e a falar e o seu mundo expande-se.

- Desde os 2 anos: entram no seu mundo o mundo exterior, gostam de ser olhados com carinho. A partir de agora cobra grande força educativa a satisfação perante o elogio ou perante as amostras de aprovação daqueles a quem ele aprecia.

- Até aos 7/8 anos convertem-se em actores e juízes: reflexão e liberdade. E aparecem o orgulho e a vergonha embora não exista publico.

- Até aos 10 anos podem integrar sentimentos opostos. Começam a perceber que os sentimentos devem ser controlados.

A felicidade é algo subjectivo que tem duas componentes: a afectiva (a experiência de experimentar emoções positivas) e a cognitiva (sentirem-se satisfeitos com a própria vida).

Apenas 10% da felicidade depende das circunstâncias externas e, embora a capacidade para se ser feliz seja algo inato, está na nossa mão incrementá-la. Possuímos um incrível potencial de melhorar a felicidade e o bem-estar que depende exclusivamente dos nossos actos e pensamentos. Dessa forma, podemos trabalhar com as crianças para que aprendam a ser mais felizes desde pequenas.

Factores que influenciam a felicidade

Exteriores: tudo aquilo que nos rodeia e tem a ver com as necessidades reais e fictícias das pessoas, as compras, os caprichos, etc. Também tem a ver com o trabalho, com a saúde e com o amor.

Genéticos: até cerca de 50% da nossa predisposição para sermos felizes é herdada.

A própria pessoa: cerca de 40% da felicidade depende de nós próprios. Desde a infância ao amadurecimento podemos aprender a ser felizes desenvolvendo uma série de aptidões.

 

  



Fecha de actualización: 26-05-2010

Redacción: Irene García

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