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Hiperactividade: conheça o TDAH

Hiperactividade: conheça o TDAH

A maioria dos pais e professores definem-nos como ruidosos, mal-educados e inquietos, no entanto desconhecem a verdadeira causa deste comportamento. O Transtorno por Deficiência de Atenção e Hiperactividade (TDAH), o mais frequente nas crianças, é um transtorno do neuro-desenvolvimento que prejudica a qualidade de vida das crianças e a sua relação com o meio envolvente. Fique a saber mais sobre este problema!

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Foi considerado pela primeira vez numa reunião científica em Londres, em 1902, onde o Doutor George Still o definiu como o Défice de Controlo Moral, considerando-o um problema próprio da infância.

Hoje em dia entende-se mais como uma forma de ser ou de actuar que como um défice. Este transtorno leva à impossibilidade de manter a atenção numa situação durante um período de tempo razoavelmente prolongado, em alguns casos as crianças juntam a esta reacção movimentos das mãos e das pernas sem que exista uma razão clara.

Características e sintomas

A professora Patrícia Díaz-Caneja destaca que no período pré-escolar as crianças com Défice de Atenção e Hiperactividade podem ser detectadas pela sua inquietude, por não serem tão autónomas como as outras, por serem um pouco desobedientes e por dormirem pouco. Para além disso, a professora afirma que “podem comer mal e não têm consciência das normas. Não têm autocontrolo e são imaturas, tanto física como emocionalmente, o que as leva a sofrerem acidentes, a serem irritáveis e caprichosas. Podemos descrever estas crianças como inquietas, insuportáveis, imaturas, temperamentais, inconscientes, intrometidas, com desejos de serem o centro das atenções e arranjarem confusões com os colegas. São a típica criança que é difícil, tanto em casa como no colégio. Durante muitos anos não se entendia estas crianças, o que trouxe consequências muito prejudiciais para elas. Daí a importância de um diagnóstico precoce e, sobretudo, de um tratamento especializado”.

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Sinusite, sintomas e tratamento!

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A obstrução nasal permanente, a tosse ou as dores de cabeças são alguns dos principais sintomas desta doença bastante frequente nas crianças e que pode chegar a ser muito desconfortável e difícil de curar se se tornar crónica. Não obstante, actualmente existem múltiplas alternativas para o seu tratamento eficaz: fármacos, aerossóis, duches nasais, fitoterapia ou cirurgia ajudam a eliminar este problema.

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Na hora de detectar um TDAH tem de se ter em conta os seguintes critérios, segundo as três variantes deste transtorno: as crianças que apontam a um excesso de impulsividade, a uma falta de atenção e a um excesso de actividade motora.

Sintomas de hiperactividade motriz:

- Movimentos constantes de pés e mãos

- Levantam-se constantemente e correm por todo o lado

- As crianças têm dificuldade em praticar actividades tranquilas. São activas como se tivessem um motor

- Falam em excesso

Sintomas de falta de atenção

- Não terminam as tarefas que começam e cometem muitos erros

- Não se concentram nas brincadeiras, distraem-se com qualquer coisa

- Muitas vezes parecem não escutar quando têm uma conversa directa

- Têm dificuldades em organizarem-se

- Evitam as tarefas que requerem muito esforço

- Perdem as coisas frequentemente

- São muito descuidadas nas suas actividades

Sintomas de excesso de impulsividade

- Precipitam-se em responder antes de as pessoas acabarem as perguntas

- Têm dificuldades em guardar um segredo

- Interrompem e intrometem-se nas actividades dos outros

Embora este transtorno apareça no primeiro ano de vida, segundo Pedro Valencia, psicólogo especializado em ansiedade, medos e problemas de conduta, até aos 3-4 anos não se pode confirmar o diagnóstico “por isso, considera-se que a sua causa é biológica sem que possa relacionar-se, no que se refere à mesma, com factores ambientais, alimentares ou de uma educação inadequada, embora se possa perceber que diversos factores do ambiente da criança (sociais, laborais, familiares) podem fazer com que o transtorno se apresente ou não com maior frequência ou intensidade”.

Entre as causas de TDAH destacam-se os factores ambientais e, sobretudo, os genéticos. Estudos de análises familiares revelam que os filhos de pais com TDAH têm um risco de 2 a 8 vezes maior de sofrerem também deste transtorno. Tradicionalmente atribuíram-se também outras causas, como os factores infecciosos, traumáticos, tóxicos, etc.

Qual é o tratamento para as crianças que têm TDAH?

O tratamento requer um complexo programa onde devem estar incluídos os pais, os professores, os médicos e os psicólogos. Deve coordenar os seguintes aspectos:

- Um tratamento psicológico que implica tanto a terapia individual para a criança como para a família. Na psicoterapia pode ensinar-se as crianças a controlarem-se, a observarem e a identificarem as suas actividades consideradas inapropriadas e assim tentarem reduzi-las. Já na psico-educação para pais mostra-se os escassos limites, mas estáveis, que devem marcar a criança.  

- É necessária uma intervenção psicopedagogica e escolar para apoiar e ajudar a criança nas actividades nas quais esteja mais necessitado.

- O tratamento farmacológico aplicado ao TDAH baseia-se principalmente em estimulantes e não estimulantes. O metilfenidato é um estimulante, derivado das anfetaminas. Apesar de ser eficaz em cerca de 60 a 75% das crianças, pode produzir medo nos pais ao ser um psico-estimulante. A atomoxetina, pelo contrário, é um novo fármaco não anfetamínico que demonstrou também a sua eficácia neste transtorno.

O papel dos pais

Marta é mãe de uma criança de 7 anos a quem foi diagnosticado sintomas de Hiperactividade ADH e Défice de Atenção ADD. Marta recorda o complicado que foi o começo da escolaridade do seu filho “Recebia queixas da professora continuamente: que perturbava as aulas, que refilava com a professora, que não parava quieto, etc. Graças a Deus encontramos um centro onde recorrer. Aí informaram-no do que se passava com o nosso filho, conhecemos outras famílias com o mesmo problema. Agora, com tempo e paciência o meu filho está a acabar a escola com uma atitude muitíssimo melhor, não só a nível educativo, mas também social, lúdico, etc.”.

Juan Pedro Valencia afirma que devido à desinformação sobre este problema, muitos pais consideram que os seus filhos são “maus” nos seus comportamentos. “Assim, utilizam um número de castigos e reprovações maiores que noutros casos, o que leva a uma tensão emocional nas crianças, a uma grande ansiedade nos pais e a um possível défice de auto-estima na criança. É importante formar os pais através de cursos, de programas educativos, etc.”

 

Para mais informações sobre este assunto pode sempre consultar o site da Associação portuguesa da Criança Hiperactiva:

 http://www.apdch.net/index.html

 


Fecha de actualización: 08-08-2008

Redacción: Irene García

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