Medos e fobias das crianças: causas e tratamento!

Medos e fobias das crianças: causas e tratamento!
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Embora seja normal as crianças pequenas sentirem receio perante certas situações (ruídos fortes, pessoas estranhas, inicio da escola), em algumas ocasiões estes medos convertem-se em fobias que impedem o seu desenvolvimento psicológico normal. Felizmente estes medos irracionais são fáceis de tratar.

Quase todas as crianças, na sua evolução psicológica normal, atravessam uma série de etapas nas quais sentem medo perante determinadas situações ou objectos. Existem medos universais presentes no desenvolvimento normal de todas as crianças que tal como aparecem também desaparecem espontaneamente à medida que a criança vai adquirindo experiência no que diz respeito a eles.

- Nos primeiros meses de vida o bebé sente medo perante ruídos fortes e inesperados.

- Por volta dos 6 meses sente medo perante movimentos repentinos.

- Até aos 8 meses tem medo de pessoas e situações estranhas.

- Por volta dos 4 anos tem medo do escuro, de estar sozinho, de seres imaginários, de animais, de elementos da natureza, etc.

- Até aos 8 anos tem medos mais existenciais …

A idade indica-nos se o seu medo é ou não consequente com esta e quando tempo se pode esperar que dure. De todas as formas, embora esse medo seja próprio da idade, não deve ignorar-se nem ridicularizar-se. Tão pouco deve superproteger a criança, pois isso levaria a pensar que de facto existe um perigo real. Os medos mais frequentes nas crianças são:

- Medo dos animais: tanto dos maiores (cães) como dos mais pequenos (insectos).

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A musicoterapia consiste na aplicação científica do som, da música e do movimento para facilitar a comunicação, promover a expressão individual e favorecer a integração social. A nivel de estimulação, a sua utilização está a extender-se dentro dos programas educativos para facilitar a aprendizagem nas crianças.

- Medo do escuro.

- Medos dos médicos ou dos dentistas (incluindo o medo das injecções).

- Medo de dormirem sozinhas.

Medo ou fobia?

No entanto, em algumas ocasiões estes medos transformam-se em fobias, dando lugar a um estado de ansiedade e nervos que podem dificultar o desenvolvimento psicológico da criança. Para Francisco J. Mendiguchía, psicólogo especializado em crianças “quando falamos de fobias infantis referimo-nos a medos exagerados que não apresentam mecanismos adaptativos, que aparecem ou persistem em idades inadequadas (o medo dos cães é normal aos 3 anos, mas é uma fobia aos quinze), que se repetem perante a mesma situação ou objecto preciso, não cedem ao desenvolvimento, são persistentes e, sobretudo, alteram a vida familiar e social da criança e são uma fonte de sofrimento para ela”. Como resultado disso, tente evitar sistematicamente essa situação: é, nesse momento, que a situação de medo passa a ser fobia (essa é a sua estratégia, evitar).

“Numa coisa muito importante diferenciam-se os medos normais das fobias, pois se os primeiros têm muito bom prognóstico e desaparecem com o tempo, isso não acontece com as fobias que têm uma certa tendência em persistir na juventude e ainda na idade adulta, embora às vezes possam alterar de conteúdo. De todas as maneiras, existem casos que desaparecem também por completo e os ex-fóbicos apresentam uma total normalidade”, explica Mendiguchía.

Os psicólogos indicam que as causas das fobias podem encontrar-se tanto em factores genéticos como ambientais. As fobias específicas associam-se com um primeiro encontro aterrador com o objecto ou a situação que as provoca. Não obstante, ainda não está claro se esta exposição inicial que condiciona o comportamento posterior é um factor necessário ou se as fobias podem desenvolver-se em pessoas geneticamente predispostas.

Um proteccionismo excessivo, sentimentos de abandono ou ser forçado a enfrentar medos e situações para as quais a criança não está preparada, podem ajudar a que apareçam esses medos incontrolados. Também os pais podem “contagiar” os filhos com os seus próprios medos exagerados.

Existem muitos tipos de fobias: medo ao aleijar-se sozinho em casa, medo dos lugares com muita gente (demofobia), medo de ir à escola, medo de lugares fechados (claustrofobia), medo de espaços abertos (agorafobia), medo de ver sangue (hematofobia), medos dos animais (zoofobia), medo de insectos (acrofobia), medo das alturas (vertigens), medo da água (hidrofobia).

Sintomas das fobias

- Aumento da frequência cardíaca

- Sudoração excessiva

- Tremor

- Dificuldade para respirar

- Sensação de engasgamento

- Dores e desconforto no tórax

- Mal-estar estomacal

- Sensação de tontura ou desmaio

- Medo de perder o controlo ou enlouquecer

- Medo de morrer

- Aturdimento

- Arrepios ou calores súbitos

Quando se produz um ataque de pânico dão-se 4 ou 5 destes sintomas ao mesmo tempo.

Tratamento das fobias

Na maioria dos casos o tratamento dos medos irracionais nas crianças pode ter um bom resultado já que é mais fácil alterar o estilo cognitivo que aplica o pequeno sobre as coisas.

O psicólogo deverá ter em conta os elementos presentes no momento em que a criança desperta a fobia, as situações que rodeiam esse momento e que coisas fazem para que o medo se mantenha.

Existem certos fármacos que podem ajudar a tratar as fobias, embora normalmente o método escolhido seja a terapia e aprender técnicas de relaxamento. A terapia pode ser individual, cognitiva comportamental (concentrada em ajudar a criança a aprender novas formas de controlar a ansiedade e os ataques de pânico quando/se ocorrem) ou terapia familiar.

Como ajudar a criança?

- Não deve forçar a criança a enfrentar a situação que lhe causa medo, tão pouco deve superprotegê-la.

- Fale com o seu filho para saber em concreto o seu medo e saber o que se está a passar.

- Seja paciente com ele.

- Na infância são normais medos fantásticos ou que parecem ilógicos aos adultos. Por isso, nunca deve menosprezar a criança nem ridicularizá-la por sentir o que sente.

- O apoio da família perante a criança é a chave, porque nesses momentos de angústia a criança sente-se desprotegida e procura uma maior atenção na vida diária.

- Se o seu filho não gosta de cães, não cruze a estrada de propósito para evitar que se encontrem um com o outro. Este comportamento fortalecerá o pensamento de que os cães devem evitar-se. Dê-lhe apoio e demonstre-lhe protecção à medida que se aproxima do objecto ou a situação que lhe provoca medo.

- Ensine-lhe frases positivas sobre si mesmo como por exemplo “Eu sou capaz de fazer isto” e “Eu vou estar bem”, as quais pode repetir para si mesmo quando sentir ansiedade.

- Às vezes pode evitar-se que surjam situações que nos provoquem medo. Por exemplo, uma criança que tem medo dos monstros não deveria ver filmes desses antes de deitar-se, pois pode assustar-se. As crianças também não devem jantar comidas picantes nem tomar bebidas com cafeína.



 



Fecha de actualización: 14-07-2009

Redacción: Irene García

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