Períodos de adaptação na criança

Períodos de adaptação na criança
Partillhar

Chegar pela primeira vez a um lugar novo, com caras novas, não é fácil para ninguém muito menos para as crianças. Conhecer esse lugar, torná-lo próprio, chegar a desfrutá-lo é um processo que cada criança leva o seu tempo. Quer conhecer as chaves para que o período de adaptação do seu filho seja o mais fácil e rápido possível?

Seja no infantário ou na escola, num grupo de brincadeira ou numa aula extra-curricular, a adaptação é para a criança uma experiência, um processo complexo onde se colocam em jogo uma variedade de sentimentos, não só das crianças mas também dos seus pais, dos docentes e dos funcionários.

Vínculos de confiança

No período inicial reforçam-se os laços de confiança e pertença que permitem criar o clima apropriado para as aprendizagens. E isto também leva o seu tempo … Tempo que é individual, diferente e particular para cada família, cada criança, cada docente e cada grupo.

 

Durante esse período cada família poderá ir criando vínculos de confiança com a instituição, com os docentes que cuidam dos seus filhos; e, ao fazê-lo, irão transmitindo essa confiança e segurança às crianças, favorecendo assim o despegue deles. Por isso não se pode falar da adaptação de uma maneira geral e universal, não podemos comparar a adaptação entre umas crianças e outras nem pré-estabelecer como será, quanto durará este período. Cada criança, cada família, cada grupo levará a cabo esse caminho próprio até à integração e à autonomia, aceitando os tempos particulares, internos e de grupos, os progressos e as frustrações, as dúvida, os êxitos, as inquietudes, os sucessos …

Os animais de estimação e as crianças!

Os animais de estimação e as crianças!

 

Ter um animal de estimação em casa pode ser bom tanto para as crianças como para as famílias em diferentes aspectos, mas também pode originar certos riscos, como as alergias ou as infecções. Tome nota das regras para desfrutar ao máximo da convivência com um animal de estimação.

 

 

 

Como facilitar o processo de adaptação?

Apesar de não se poder generalizar ao falar dos períodos de adaptação, pode-se sim facilitar este importante processo na vida da criança, seguindo comportamentos como os seguintes:

 

- É importante que a comunicação entre todos os integrantes, tanto da família como da escola, seja fluida e sincera. Para além disso, a comunicação oral tem que ser apoiada pelas acções. Ou seja, se ao deixar a criança, por exemplo num centro de jogos, a sua mãe lhe diz “Fica aqui tranquilo que a mãe vem buscar-te logo …”, a criança deverá ouvir uma única mensagem. Deve sentir coerência entre o que se lhe diz com as palavras e o que se lhe diz com o corpo.

 

- A criança sabe que a sua mãe a leva à escola com a intenção de deixá-la ali mas não sabe realmente quando voltará para vir buscá-la já que não dimensiona cronologicamente os tempos. Isto pode fazer com que a criança sinta que não vêm buscá-la. Por isso ajuda muito quando a docente trabalha com rotinas porque assim a criança sabe que depois das canções, por exemplo, a sua mãe virá buscá-la.

 

- Se possível, deve ser a mesma pessoa que leva e vai buscar a criança à escola durante o período de adaptação, isto facilitará o processo. Assim como que os docentes mantenham os pais informados todos os dias da conduta da criança durante a permanência na instituição.

 

- Quando o adulto tiver que permanecer na sala para que a criança se sinta segura, será o docente que indicará a localização e o que o encarregado de educação terá de fazer durante esse tempo, de modo a que este não interfira nem na tarefa nem na adaptação das outras crianças do grupo. Por este motivo, sugere-se aos pais que tenham presença corporal mas não participativa. Situação que se poderá resolver, por exemplo, lendo um livro ou actualizando a sua agenda. Isto transmitirá segurança à criança.

 

- Uma vez conseguido o estado de confiança, convém que os pais esperem fora, num sítio conhecido pela criança, até que a criança possa despedir-se sem choros e escolha ficar a brincar com os seus amigos em vez de ir com a mãe. Assim, a pouco e pouco, os pais podem ficar pela zona, transmitindo segurança à criança com frases como “Vou num instante fazer um recado”, “Fica aqui a brincar com os teus amigos que eu já volto”. É fundamental que a instituição ou a escola contem com os telefones dos pais para o caso de necessitarem de serem informados do estado dos seus filhos.

 

- Há que ter em conta que para uma criança pequena uma situação de alteração é mobilizadora, como tal, e por isso, devemos evitar fazer outras mudanças em simultâneo. Por exemplo, se a criança chega a uma escola nova é conveniente que não coincida com a passagem do berço para a cama, com a despedida do biberão ou com o deixar as fraldas. Uma boa experiência de adaptação é meio caminho andado para que outras situações de adaptação, embora diferentes, corram bem e que as crianças não tenham medo do que é novidade.

 

- De todas as maneiras nas entrevistas individuais com o pessoal da escola, prévias ao inicio deste período, haverá tempo suficiente para pautar convenientemente a programação desta adaptação e assim conjuntamente, pais e docentes, personalizar com cada família os tempos, atitudes, horários e, para além disso, detalhes importantes na vida da criança.


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