Desidratação, o que fazer para ajudar o meu filho?

Desidratação, o que fazer para ajudar o meu filho?
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Durante o Verão as oscilações de temperatura são muito frequentes e favorecem as infecções, pelo que os casos de gastroenterites aumentam (especialmente entre a população infantil). Este tipo de infecções deve ser tratado imediatamente seguindo as recomendações pediátricas e actuando com uma importante hidratação para restabelecer o equilíbrio hídrico e electrolítico do organismo.

De acordo com a Dra. Ângela Mª Daza “As causas da desidratação podem ser várias. Uma das mais frequentes nas nossas sociedades, onde não há escassez de alimentos nem de água, é a gastroenterite: uma inflamação da mucosa gástrica e intestinal frequentemente de origem infecciosa, como vírus, bactérias ou parasitas. Os segmentos mais vulneráveis da população, as crianças e os idosos, têm um maior risco de sofrerem de desidratação”.

Como detectar?

O início da gastroenterite dá-se de forma muito rápida. Segundo a Dra. Daza, o seu principal sintoma e visível é a diarreia, o que leva a uma perda de electrólitos e de água, ao aumento do número de deposições diárias e à diminuição da consistência das fezes. Por outro lado, pode ser acompanhada de febre, vómitos e dores abdominais.

Saiba o que fazer para ajudar o seu filho a deixar as fraldas!

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Imagine que tem muita comichão no braço e dizem-lhe que não se pode coçar até chegar a casa, já que só ali o pode fazer. Agora multiplique isto por 4 ou 5 vezes durante o dia. Assim é como se sentem as crianças quando têm vontade de urinar e devem aguentar até chegarem à casa de banho. É normal que ao princípio não entendam porque não o podem fazer no momento em que queiram.
 

Quando o corpo fica desidratado como consequência disso, os sintomas que apresenta são: sede, mucosas secas, olhos secos, choro sem lágrimas, elasticidades cutânea diminuída, redução da quantidade de urina, respiração acelerada e afectação geral de mais ou menos intensidade segundo o grau de desidratação. A duração da gastroenterite é variável, mas pode ser de menos de uma semana em adultos e até duas semanas em crianças.

Como actuar?

A Dra. Ângela Daza adianta ainda que as gastroenterites podem acabar em episódios graves se não forem tratadas adequadamente. Dessa forma, é importante actuar de maneira imediata e seguir as recomendações pediátricas. Para além disso, existem no mercado soluções adequadas para tratar a desidratação, como soros orais que podemos encontrar numa farmácia. Estas soluções aportam fundamentalmente água e substâncias como o sódio, potássio, citrato e glicose, que são as que o nosso corpo perde ao sofrer uma gastroenterite.

Estes soros orais para crianças ajudam a estabelecer o equilíbrio hídrico e electrolítico, ou seja, a hidratação com água, glicose e electrólitos que ajuda a manter o equilíbrio dos fluidos nas células para que estas funcionem correctamente e o balanço ácido-base dentro do nosso corpo.

Tratar gastroenterites

As gastroenterites têm como principal efeito a desidratação que, se se torna aguda, pode ser perigosa (sobretudo para bebés e crianças muito pequenas). O que fazer para prevenir ou para tratar?

- As soluções de reidratação oral são as melhores para prevenir o curar a desidratação, mas deve estar atenta e verificar se cumprem as recomendações das Autoridades Sanitárias.

- Manter a alimentação durante a diarreia, inclusivo a amamentação. A dieta deve ser à base de alimentos fervidos e sem gordura.

- Não administrar medicamentos sem consultar um médico (especialmente em crianças pequenas), nem alimentos muito açucarados ou sumos de fruta.


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