Exercício físico: maioria das crianças não pratica exercício.

Exercício físico: maioria das crianças não pratica exercício.
Partillhar

Com o objectivo de conhecer a percepção dos pais e da população em geral sobre a importância da prática de exercício físico e da alimentação equilibrada das crianças, uma fundação espanhola levou a cabo, recentemente, um estudo sobre Hábitos de Estilos de Vida Saudáveis. A sondagem realizada em Espanha aproxima-se muito da realidade vivida em Portugal.

Segundo a investigação, cerca de 97% dos pais espanhóis consideram muito importante ou importante que os seus filhos realizem exercício físico, mas 4 em cada 10 reconhecem que os seus filhos não praticam exercício. Este dado está muito longe das recomendações das instituições europeias e americanas de referência que estimam em uma hora o tempo diário de exercício necessário para que as crianças e adolescentes consigam benefícios para a saúde de forma a prevenirem e combaterem os efeitos negativos do sedentarismo.

Fora do horário lectivo, cerca de 48% dos pais acreditam que é entre os 6 e os 12 anos de idade que os seus filhos realizam mais actividade física, cerca de 28% consideram que é entre os 0 e os 5, 19% entre os 13 e os 17 e apenas 5% entre os 18 e os 23 anos.

O estudo também revela que a actividade física se reduz ao mesmo tempo que as crianças crescem. Por idades, enquanto a percentagem de crianças dos 5 aos 12 anos que não realizam actividade física diária é de 44%, segundo os seus pais, esta ascende para os 53% quando se trata de crianças entre os 13 e os 17 anos, até chegar aos 65% no caso de jovens de 18 aos 23 anos.

Por outro lado, a percentagem de pais que afirmam que os seus filhos não realizam actividade física diária é 6 valores superior no caso dos pais com filhas (51%) que nos pais com filhos (45%).

Os animais de estimação e as crianças!

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As principais causas que os pais argumentam ao serem questionados pelo reduzido nível de actividade física dos seus filhos são: o acesso a formas de lazer passivo (39%), o facto de terem começado a sair com os amigos nos tempos livres (26%), a escassa oferta de actividades escolares e extra-escolares regradas e a dificuldade ou a impossibilidade de realizar exercício físico fora do horário escolar (ambas com 22%) e para terminar o facto de terminarem os estudos na escola ou num colégio e, dessa forma, acabarem as aulas de educação física (16%).

Em relação a este facto, tanto a maioria dos pais portugueses como os pais espanhóis afirmam que os jogos de antigamente eram mais saudáveis que as formas de entretenimento das crianças de hoje.

Benefícios para a saúde

Questionados sobre as causas do aumento dos índices do excesso de peso e da obesidade em crianças e jovens, cerca de 43% dos entrevistados considera que o motivo principal é a vida cada vez mais sedentária dos mais pequenos e a diminuição da actividade física. Já 28% consideram que se trata de um problema multifuncional. Apenas 2 em cada 10 pais consideram que tal se deve à ingestão excessiva de calorias.

Para a professora e doutora Marcela González-Gross, a prática regular de actividade física aporta, juntamente à prevenção deste aumento do excesso de peso e da obesidade, “benefícios imediatos como melhorias no crescimento e fortalecimento dos ossos nas destrezas e habilidades físicas, nas capacidades cognitivas como a atenção, a memória e a tomada de decisões e na canalização das situações de stress”. Neste sentido, González-Gross assegura também que o exercício físico “ajuda a manter hábitos saudáveis e a prevenir outros nocivos”.


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