Meio ambiente e saúde infantil: os riscos que as crianças correm!

Meio ambiente e saúde infantil: os riscos que as crianças correm!
Partillhar

Todos os anos morrem mais de três milhões de crianças com menos de cinco anos devido a infecções relacionadas com o meio ambiente. A industrialização, o crescimento da população urbana, as alterações climáticas, a utilização cada vez maior de produtos químicos e a degradação do meio ambiente expõem as crianças a riscos que há uns anos nem sequer se imaginava.

Contaminação desde a barriga da mãe

A poluição, a água contaminada, a falta de saneamento adequado, os riscos de toxicidade, a radiação ultravioleta e os ecossistemas degradados são factores ambientais de risco importantes para as crianças e, na maior parte dos casos, também para as suas mães.

Actualmente existem mais de 600 milhões de crianças com menos de cinco anos no mundo que representam o futuro do planeta e um potencial humano ilimitado. No entanto, apenas as mães que gozam de boa saúde e que estão em condições de oferecer um ambiente saudável, limpo e seguro podem proteger o direito dos seus filhos à vida.

A exposição a riscos ambientais prejudiciais para a saúde pode começar antes do nascimento. O sistema reprodutivo das mulheres grávidas é especialmente vulnerável a substâncias nocivas presentes no meio ambiente. Cada passo do processo reprodutivo pode ser alterado por substâncias tóxicas provenientes do ambiente e aumentar os riscos de aborto, defeitos congénitos, atraso do crescimento fetal e morte perinatal.

A exposição das mulheres a pesticidas, dissolventes e contaminantes orgânicos persistentes pode afectar a saúde do feto. Na realidade, essas influências ambientais podem até ser anteriores, já que tanto os óvulos como o esperma podem ser alterados por radiações ou contaminantes químicos.

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Anselmo García de Polavieja - Muralista de Pintura Infantil

Anselmo García de Polavieja - Muralista de Pintura Infantil

Muralista de Pintura Infantil

Apaixonado pelo desenho desde pequeno, há muitos anos que começou a direcionar a sua actividade na pintura mural para crianças, decorando com a sua arte hospitais, escolas e casas particulares. Com os seus desenhos cria um ambiente mais relaxante e alegre que ajuda no desenvolvimento da criança e a melhorar o seu estado anímico. "Trago alegria a todas as pessoas às quais altero o espaço no qual se vão desenvolver os seus filhos, tornando-o mais à sua medida, como espaço físico mas também emocionalmente".

Para além disso, como a nutrição do feto é totalmente dependente da sua mãe, os factores mais importantes que o afectam são os que influenciam a nutrição e a saúde materna. Apesar de a placenta ser uma barreira efectiva contra a passagem de muitas substâncias, alguns tóxicos atravessam-na e penetram no sangue do feto e, em alguns casos, alcançam nele uma maior concentração que no sangue da mãe. Observou-se inclusivo que algumas destas substâncias podem afectar o bebé e não a mãe.

Demonstrou-se, por exemplo, que nas primeiras duas semanas depois da concepção o feto pode ser letalmente susceptível aos efeitos tóxicos de várias substâncias, tais como o benzeno, o chumbo e o metil mercúrio. Dado que a gravidez normalmente é detectada depois da terceira semana de gravidez, a morte do feto antes desse momento pode passar despercebida.

A exposição a substâncias tóxicas entre a terceira e a nona semana de gravidez pode provocar uma severa má-formação dos órgãos, que nesta etapa começaram a diferenciar-se. Pelo menos em cerca de 3% dos nascimentos ocorrem defeitos congénitos e destes entre 10 a 15% são provocados por factores ambientais químicos, radiações, vírus e medicamentos.

A exposição das grávidas a doses de radiações excessivas, por exemplo de raios X, também pode acarretar consequências graves sobre o feto, principalmente quando essa exposição acontece entre a oitava e a décima quinta semana de gravidez. Nesse período o córtex cerebral está em formação e é particularmente vulnerável a este tipo de factores que podem dar lugar a casos severos de atraso mental.

Atlas sobre a saúde infantil e o meio ambiente

As crianças pequenas, cujos corpos se desenvolvem com rapidez, são especialmente vulneráveis e, em alguns casos, os efeitos na saúde apenas se manifestam alguns anos mais tarde.

Para ilustrar o impacto do meio ambiente na saúde das crianças a Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou em 2004 o primeiro “Atlas sobre a saúde infantil e o meio ambiente”. A obra reúne uma série de dados sobre os efeitos dos riscos ambientais na saúde das crianças que, observados em conjunto oferecem uma imagem gráfica dos perigos que todos enfrentamos e das razões pelas quais todos os anos morrem mais de três milhões de crianças com menos de cinco anos em todo o mundo.

Entende-se por meio ambiente o conjunto de condições físicas, químicas, biológicas, sociais, culturais e económicas com as quais os seres humanos interagem. Nas últimas décadas aumentou de forma notável o interesse e o grau de conhecimento meio ambiente e os distintos modos em que este pode influenciar sobre a saúde das crianças. Isso é o resultado da informação nova e mais acessível e de investigações que mostram que apesar de em certas circunstâncias o meio ambiente ter um efeito negativo sobre a saúde, esse mesmo efeito, em muitos casos, pode reduzir-se ou prevenir-se quando se tomam as medidas adequadas.

Riscos tradicionais (relacionados directamente com a pobreza e com o desenvolvimento insuficiente):

- Falta de acesso a água potável.

- Eliminação inadequada de excreções.

- Insalubridade na vivência e na comunidade.

- Contaminação do ar em casa devido ao pó, fungos e pelo uso de carvão ou outros combustíveis biológicos para cozinhar ou aquecer.

- Contaminação dos alimentos com agentes patogénicos.

- Contaminação da água de consumo por água servidas.

- Desastres naturais, incluindo secas, inundações e terramotos.

- Contaminação da casa por chumbo nas cerâmicas e pinturas.

- Acidentes e doenças ocupacionais na agricultura, na industria e no sector informal do trabalho.

Riscos modernos:

- Acumulação de resíduos sólidos perigosos.

- Contaminação urbana do ar por emissões de indústrias e veículos.

- Contaminação de recursos hídricos pelas indústrias, pela agricultura e pelos esgotos de centros urbanos.

- Uso indevido de substâncias químicas ou radioactivas vinculadas a novas tecnologias para a agricultura e para a indústria.

- Acidentes de tráfego.

- Doenças infecciosas emergentes.

- Alterações climáticas e atmosféricas, como o buraco do ozono e o efeito de estufa.

- Violência e efeitos psico-sociais do meio ambiente urbano.

- Tabagismo e drogas.

Uma característica particular dos denominados riscos modernos radica no tempo de manifestação dos efeitos nocivos depois de um período de tempo relativamente largo desde o momento da exposição. Algumas substâncias presentes nos pesticidas que podem causar cancro, por exemplo, provocam sintomas ao fim de vários anos e, ainda assim, podem passar várias décadas até que produzam um tumor de um tamanho apreciável.

Principais complicações

- Os pesticidas representam um perigo para a saúde das crianças quando se utilizam e armazenam em casa. Para além disso, o uso massivo dos pesticidas nos cultivos que consumimos afecta a nossa saúde, mas as crianças absorvem proporcionalmente maiores quantidades desse tipo de substâncias devido à maior ingestão de frutas e vegetais contaminados relativos ao seu peso corporal. Os disruptores endócrinos, que se podem encontrar nos pesticidas e nos produtos sintéticos, entre outros, afectam o equilíbrio hormonal, pelo que as manifestações podem não aparecer até ao amadurecimento do indivíduo. As crianças, para além disso, podem manifestar reacções alérgicas a substâncias químicas tóxicas, assim como hiperactividade como consequências de colorantes ou outras substancias misturadas nos alimentos.

- As casas onde a preparação de alimentos se faz utilizando combustíveis biológicos têm para as crianças o risco adicional da contaminação do ar interior.

- O aumento do número de crianças que apresentam problemas respiratórios, asma e alergias é devido, principalmente, à contaminação do ambiente. Segundo um novo estudo dirigido por investigadores da Universidade do Sul da Califórnia, contaminação e pais stressados aumentam significativamente o risco de asma infantil. A contaminação atmosférica pode promover respostas inflamatórias nas vias respiratórias do pulmão.

- Os compostos organoclorados, cuja principal via de ingestão é a alimentação, o ar e a água de consumo, associam-se ao crescimento e ao desenvolvimento motor e ao posterior desenvolvimento cognitivo.

- A maioria dos compostos químicos provoca problemas cutâneos e conjuntivites oculares se não se protegem frente à sua exposição. A contaminação atmosférica também produz reacções alérgicas muito graves na pele, entre as quais se podem diferenciar a dermatite irritante, a dermatite alérgica por contacto e a dermatite fotosensível. Dessa forma, a redução da camada do ozono sobre o Árctico, no hemisfério norte, facilita que chegue à superfície da terra uma maior quantidade de radiação ultravioleta, aumentando a incidência do cancro da pele.

- Outro perigo ambiental é o chumbo, cujas partículas quando estão suspensas no ar podem ser absorvidas no sangue e até concentrações relativamente baixas podem ter um efeito negativo no desenvolvimento mental das crianças, no seu crescimento … Os países industrializados diminuíram drasticamente ou eliminaram o consumo de gasolina com chumbo, o que se reflectiu claramente nos níveis de chumbo no sangue da população em geral. Muitos países em desenvolvimento, pelo contrário, continuam a usar gasolina com este aditivo.  

- Os acidentes, especialmente entre veículos, assumem cada vez uma maior importância como problema de saúde publica. Já a violência converteu-se numa causa cada vez mais significativa de mortalidade.

Soluções a longo prazo

Entre as condições necessárias para que exista um meio ambiente saudável encontra-se: o ar limpo, a água potável em quantidade suficiente e um ecossistema global adequado para os seres humanos. Para isso é preciso a ajuda de todos nós. Se cada um fizer um pouco, poderemos melhor o nosso mundo e ensinar as crianças que são o futuro de amanhã.



Fecha de actualización: 30-09-2009

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