Gravidez e álcool, uma combinação perigosa para o seu bebé

Gravidez e álcool, uma combinação perigosa para o seu bebé
Partillhar

Todos os anos nascem milhares de crianças com danos cerebrais como consequência do consumo de álcool das suas mães durante o período de gestação. Embora a maioria das mulheres tenham consciência de que o abuso das bebidas alcoólicas é prejudicial para o bebé, o que muitas não sabem é que uma quantidade muito baixa de álcool também pode prejudicar o feto.

Os problemas mais graves relacionados com o abuso de álcool durante a gravidez são o risco de aborto espontâneo e que o bebé nasça com o síndrome alcoólico fetal, doença com consequências dramáticas.

O consumo de álcool durante a gravidez aumenta o risco de padecer abortos espontâneos, de que o bebé nasça morto ou com baixo peso. A grávida que bebe álcool em grandes quantidades é entre 2 a 4 vezes mais propensa de sofrer abortos espontâneos entre o 4º e o 6º mês de gestação.

Por sua vez o síndrome alcoólico fetal, mais conhecido como FAS (pelas suas siglas em inglês) é uma das causas mais conhecidas de atraso mental e a única que se pode prevenir por completo. Quando uma grávida bebe álcool, este atravessa rápido e livremente a placenta, chegando ao feto, que em pleno desenvolvimento dos seus órgãos pode desenvolver sérios problemas relacionados com esta acção. O FAS afecta aproximadamente 50% dos bebés nascidos de mães que beberam em excesso durante a gravidez. Apesar disto, não há dados que determinem um nível seguro do consumo de álcool durante o período de gestação, pelo que se recomenda a sua abstinência.

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Antes de os bebés nascerem em hospitais e dos ginecologistas controlarem todo o processo de uma gravidez era a rede de mulheres que rodeavam a grávida (mães, amigas, vizinhas, etc.) que lhe davam toda a informação e conhecimentos necessários, principalmente na base das experiências vividas. Na sociedade actual, esta transmissão perdeu-se e as mulheres enfrentam a maternidade sozinhas e sem grandes referências. Desta forma, surgiu a figura da doula: mulheres que acompanham durante a gravidez, o parto e o pós-parto.

 

O período mais perigoso de afectação do feto é o primeiro trimestre da gravidez, já que o cérebro e os principais órgãos do bebé começam a desenvolver-se por volta da terceira semana de gestação.

Se está a tentar engravidar ou se suspeita de que já está grávida o melhor é que se abstenha de consumir álcool. Se optar por continuar a beber, recomendamos-lhe que não o faça diariamente mas apenas em ocasiões muito especiais. Tente evitar ir a festas e lugares onde as pessoas bebem muito álcool, já que será mais difícil restringir o seu consumo. Se lhe custa deixar de beber bebidas alcoólicas, vá ao médico para que este a aconselhe e ajude.

Problemas causados pelo síndrome alcoólico fetal

- Deficiente crescimento do feto e do bebé.

- Deformações faciais, entre as quais se pode encontrar a microcefalia ou a frente estreita, anomalias máximo-bucais como hipoplasias ou desenvolvimento incompleto do lábio superior.

- Deficiência mental.

- Mau-funcionamento do sistema nervoso, como problemas de memória, de concentração e de atenção.

- Anomalias nos sentidos, especialmente na vista e no ouvido. Possível desenvolvimento de surdez e alterações da linguagem.

- Associação com outros tipos de anomalias, sobretudo de carácter cardíaco, esquelético e genital.

Geralmente o FAS aparece nos filhos de mães com antecedentes de alcoolismo prévio ao período de gestação e que continuam a beber durante a gravidez. Para além disso, a nutrição das pessoas que consomem álcool em excesso também se vê afectada pelo défice de nutrientes essenciais. Por exemplo, a falta de alguns minerais como o zinco aumenta os riscos do bebé no desenvolvimento.

Várias investigações coincidem no facto do consumo de álcool ser prejudicial durante a gravidez e que o mesmo provoca um aumento no risco de se apresentar problemas sobre a conduta infantil, incluindo comportamentos inaceitáveis e agressivos.

Um estudo realizado pela Wayne State University de Detriot demonstra que as crianças de mães que consumiram álcool durante a gravidez, inclusivo em quantidades moderadas, têm mais possibilidades de desenvolver condutas agressivas e inaceitáveis, assim como problemas de atenção, concentração e memória. De acordo com este estudo, tomar uma média de uma bebida por semana durante a gravidez, triplica o risco de que as crianças desenvolvam comportamentos delinquentes.

Outras investigações sobre este tema incluem dentro dos problemas de comportamento das crianças de mães que beberam álcool durante a gravidez a hiperactividade, impulsividade excessiva, más atitudes sociais e comunicativas e um índice superior de consumo de drogas e álcool ao chegarem à adolescência.

O consumo de álcool do pai

O abuso de álcool no homem pode produzir uma menor fertilidade, já que o etanol diminui o nível de testosterona, a hormona masculina, o que prejudica tanto a quantidade como a qualidade dos espermatozóides. Mas uma vez que o óvulo é fecundado, o consumo de álcool por parte do pai não tem nenhuma influência sobre o bom desenvolvimento do bebé.


 



Fecha de actualización: 27-09-2005

Redacción: Irene García

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