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O iodo, um verdadeiro alimento para o cérebro

O iodo, um verdadeiro alimento para o cérebro

Quinze dias depois da concepção, as células nervosas começam a formar o órgão mais complexo de uma pessoa, o cérebro. O desenvolvimento deste dependerá em grande parte da alimentação da mãe, motivo pelo qual, se não toma os nutrientes suficientes, o feto irá substituí-los por outros que podem exercer efeitos negativos sobre o seu sistema nervoso.

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Índice

 

Importância do iodo no desenvolvimento do bebé

O desenvolvimento do cérebro depende, entre outros, do subministro materno da hormona tiroideia em cuja síntese intervém o iodo. Daí a crucial importância deste micronutriente essencial no menu diário de todas as grávidas.

Em países como Portugal, por hábitos do consumo e por motivos geológicos, a população apresenta um défice moderado de iodo que, no caso das grávidas, pode tornar-se especialmente preocupante já que nas mesmas, a carência deste mineral pode acarretar doenças tiroideias nas mães, enão poderia ser que o risco de que o bebé nasça com hipotiroidismo e tennha lesões cerebrais.

No entanto, como a dieta normal não pode garantir que a grávida ingira as 250 microgramas de iodo que precisa diariamente e o consumo de sal iodado, os especialistas recomendam que as mulheres grávidas tomem um suplemento diário de 200 microgramas de iodo. A sua administração deveria começar no momento em que a mulher planeia ter um filho, já que o cérebro fetal se desenvolve nas primeiras semanas de gestação, prolongando-se a toma do suplemento durante toda a gravidez e amamentação.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) adverte para o facto de a carência de iodo no organismo ser "a principal causa mundial mais frequente, e evitável, de atraso mental e paralisia cerebral, isto para além de ocasionar outro tipo de alterações no desenvolvimento físico e mental da criança".

A futura mãe deve dispor da quantidade recomendada durante toda a sua gravidez e se a ingestão começar antes de engravidar, ainda melhor.

Dessa forma é primordial ter boas reservas de iodo antes de conceber. Isto permitirá que, especialmente durante o primeiro trimestre de gravidez, cheguem ao feto as hormonas iodadas da mãe nas quantidades requeridas para a formação e amadurecimento dos tecidos. Acontece o mesmo durante o período da amamentação, já que o iodo que a mãe elimina através do leite é a única forma de que o bebé receba esta substância.

 

Necessidades recomendadas de iodo

Nas distintas etapas da vida os requerimentos de iodo variam. Desde o nascimento até aos 12 meses as necessidades mínimas são de 50 microgramas. Passa para os 90 por dia entre os 12 meses e os 6 anos de idade e para os 120 a 150 na adolescência e na idade adulta. Para uma mulher também é necessária a quantidade diária de 150 microgramas. Quantidade que aumenta no caso da mulher grávida, cuja dose há de ser entre as 250 e as 300 microgramas diárias (as mesmas que requer uma mãe que está a dar o peito).

Para obter a dose diária de iodo recomendada uma grávida necessitará de tomar 5 gramas diárias de sal iodado, 300 gramas diárias de marisco, 500 gramas diárias de peixe, três litros diários de leite de vaca ou seis quilos diários de alface.

Como estas quantidades são difíceis ou impossíveis de manter, sempre que o médico recomende deve suplementar-se a alimentação com produtos farmacológicos.

Em qualquer um dos casos procure comer quatro vezes por semana peixe do mar (não do rio nem de cativeiro) e utilize sal iodado em vez de sal comum. Para além dos peixes e mariscos, as algas e as verduras cultivadas próximas do mar são excelentes fontes de iodo.


Glosario

Paralisia

Definição:

Perda total da força muscular que produz incapacidade para realizar movimentos nos sectores afectados. Pode produzir-se por doença neurológica, muscular, tóxica, metabólica ou ser uma combinação das mesmas.

Sintomas:

Incapacidade para realizar movimentos nos sectores afectados.

Tratamento:

Alguns tipos de paralisia são passageiros, outros não têm cura.

Ministério de Saúde e Consumo do Governo de Espanha.  

Instituto de Investigações Biomédicas do CSIC de Espanha.

Fecha de actualización: 26-04-2021

Redacción: Irene García

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