O iodo, um verdadeiro alimento para o cérebro

O iodo, um verdadeiro alimento para o cérebro
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Quinze dias depois da concepção as células nervosas começam a formar o órgão mais complexo do seu humano, o cérebro. O desenvolvimento deste dependerá em grande parte da alimentação da mãe, motivo pelo qual, se não lhe proporcionar nutrientes suficientes, o feto irá substituí-los por outros que podem exercer efeitos negativos sobre o seu sistema nervoso.

Como se desenvolve o cérebro do feto?

Como se desenvolve o cérebro do feto?

A partir dos 18 dias o cérebro começa a desenvolver-se formando as células nervosas que posteriormente serão os neurónios. Durante este processo, o feto produz mais células neuronais do que as que necessita quando nascer (muitas delas morrem se não são estimuladas). Por isso, cantar, falar e colocar música para o bebé quando ainda está na barriga é essencial para ajudá-lo a potenciar a sua inteligência. O correcto desenvolvimento do bebé também depende da nutrição da mãe durante a gravidez. Desta forma, as mulheres que se encontram grávidas devem prestar especial atenção à sua alimentação durante os 9 meses.

 O desenvolvimento do cérebro depende, entre outros, do subministro materno da hormona tiroideia em cuja síntese intervém o iodo. Daí a crucial importância deste micronutriente essencial no menu diário de todas as grávidas.
 
Em países como Portugal, por hábitos do consumo e por motivos geológicos, a população apresenta um défice moderado de iodo que, no caso das grávidas, tornar-se especialmente preocupante já que nas mesmas qualquer carência deste mineral pode acarretar doenças tiroideias nas mães, pode supor dessa forma o risco de que o bebé nasça com hipotiroidismo e causar lesões cerebrais na criança durante a gravidez e da amamentação.
 
No entanto, como a dieta normal não pode garantir que a grávida ingira as 250 microgramas de iodo que precisa diariamente e o consumo de sal iodado não é suficiente no caso das grávidas, os especialistas recomendam que as mulheres, sempre recomendado pelo médico, tomem um fármaco diário com 200 microgramas de iodo. A sua administração deveria começar no momento em que a mulher planeia ter um filho, já que o cérebro fetal se desenvolve nas primeiras semanas de gestação, prolongando-se a toma do suplemento durante toda a gravidez e da amamentação.
 
A Organização Mundial de Saúde (OMS) adverte para o facto de a carência de iodo no organismo ser "a principal causa mundial mais frequente, e evitável, de atraso mental e paralisia cerebral, isto para além de ocasionar outro tipo de alterações no seu desenvolvimento físico e mental".
A futura mãe deve dispor da quantidade recomendada durante toda a sua gravidez e se a ingestão começar antes ainda melhor.
 
Dessa forma é primordial ter boas reservas de iodo antes de conceber. Isto permitirá que, especialmente durante o primeiro trimestre de gravidez, cheguem ao feto as hormonas iodadas da mãe nas quantidades requeridas para a formação e amadurecimento dos tecidos. Acontece o mesmo durante o período da amamentação, já que o iodo que a mãe elimina através do leite é a única forma do bebé receber esta substância.
 
Necessidades recomendadas
 
Nas distintas etapas da vida os requerimentos de iodo variam. Desde o nascimento até aos 12 meses as necessidades mínimas são de 50 microgramas. Passa para os 90 por dia entre os 12 meses e os 6 anos de idade e para os 120 a 150 na adolescência e na idade adulta. Para uma mulher também é necessária a quantidade diária de 150 microgramas. Quantidade que aumenta no caso da mulher grávida, cuja dose há-de ser entre as 250 e as 300 microgramas diárias (as mesmas que requer uma mãe que está a dar de mamar).
 
Para obter a dose diária de iodo recomendada uma grávida necessitará de tomar 5 gramas diárias de sal iodado, 300 gramas diárias de marisco, 500 gramas diárias de peixe, três litros diários de leite de vaca ou seis quilos diários de alface.
 
Como estas quantidades são difíceis ou impossíveis de manter, sempre que o médico recomende deve suplementar-se a alimentação com produtos farmacológicos.
 
Em qualquer um dos casos procure comer quatro vezes por semana peixe do mar (não do rio nem de cativeiro) e utilize sal iodado em vez de sal comum. Para além dos peixes e mariscos, as algas e as verduras cultivadas próximo do mar são excelentes fontes de iodo.

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