Aborto terapêutico

Aborto terapêutico
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Sofrer um aborto espontâneo é muito difícil, mas ainda é preciso aceitar uma interrupção da gravidez porque é a única solução para salvar a vida da mãe ou evitar as má-formações cromossômicas do feto, que torna inevitável.

Principais causas

O aborto terapêutico é aquele que é justificado por razões médicas por alguns dos motivos abaixo:

- Para salvar a vida da mãe, quando seguir a gravidez ou o parto colocam em risco grave a sua vida;

- Para evitar o nascimento de uma criança com doença congênito ou genético grave que seja fatal ou que condene a padecer ou sofrer discapacidades muito graves

Os principais motivos que levam os médicos a ter que tomar esta decisão são:

- Feto morto: em ocasiões, quando é feito a primeira ultrasonografia e se descobre que o feto está morto, mas o corpo da mãe não o expulsou sozinho, por isso é preciso provocar o aborto

- Gravidez ectópica: acontece quando o embrião se implanta fora do útero, normalmente nas trompas de Falopio, o que põe em risco a vida da mãe, já que esta parte do corpo não está preparada para acomodar o crescimento do bebé, pode causar rasgamento e sangramentos internos muito graves

- Gravidez molar: uma gravidez molar acontece quando a placenta cresce de forma anormal durante os primeiros meses e se converte em uma massa de cistos ( chama de mole hidatidiforme) que aparece a um cacho de uvas brancas. O embrião não chega a se  formar ou se desenvolver mal, e não sobrevive, o que causa o aborto espontâneo.

Alguns conselhos para evitar que sofra um aborto

Alguns conselhos para evitar que sofra um aborto

Infelizmente existem ocasiões em que as mulheres sofrem um aborto espontâneo, acabando por perder o bebé antes de nascer. Às vezes é impossível evitar que isto aconteça, no entanto, há situações em que sim, levando a cabo uma série de hábitos saudáveis que ajudam no correcto desenvolvimento do feto. Conheça as causas e o que pode fazer para enfrentar um processo tão duro.

 

 

 

 

- Desprendimento total da placenta: quando a placenta se separa prematuramente da parede do útero, acontece uma hemorragia que pode colocar em perigo a mãe e o feto. A maioria das vezes esta situação pode ser controlada com repouso absoluto se a mulher está no começo da gravidez ou adiantando o parto se o feto já está pronto. Mas, em raras ocasiões não há remédio que não seja interromper a gestação já que a hemorragia é tão grande que o oxigênio não chega ao feto, portanto não pode fazer mais nada para salvar o bebé e a vida da mulher corre perigo.

- Má formação cromossômica: às vezes, as ultrasonografias mostram que o feto não está se formando da forma correta,  portanto é inviáve, devido as deformações que sobreviva e nem se desenvolva e é preciso interromper a gestação.

- Anencefalia: é um defeito do tubo neural, um dos mais frequentes, que ocorre normalmente netre o dia 23 e 26 da gravidez,  gerando a má formação cerebral congênito caracterizada pela ausência parcial ou total do cérebro, crâneo e coro cabeludo.


Como é feito?

Depende das semanas de gestação e a causa , o método escolhido pelo médico irá ser um ou o outro . Basicamente, eles são:

- Pastilha RU-486: É eficaz apenas entre a primeira e a terceira semana depois de um período menstrual , porque impede o desenvolvimento do embrião , privando-a de progesterona , um hormônio essencial para o crescimento.

- Sucção: Realiza-se entre a sexta e décima segunda semana

- Dilatação e curetagem (D&C): é usado no final do primeiro ou no início do segundo trimestre, quando o feto é maior.

– Aborto por prostaglandinas: É um potente fármaco que é administrado para provocar contracções violentas no útero de modo a expelir o feto prematuramente .

Consequências físicas e psicológicas

Normalmente o aborto não tem que deixar sequelas físicas na mãe, que poderá tentar outra gravidezlogo que se recuperar fisicamente e psicologicamente. No entanto,em algumas ocasiões a interrupção pode causas nas semanas seguintes:

- O sangramento vaginal

- Febre

- Dor pélvica

- Doenças gastrointestinais

- Distúrbios menstruais

Muito pior será recuperação emocional. Depois da alegria da concepção, chega o shock provocado pela notícia do médico dizendo que é preciso interromper a gravidez tão desejada. E depois,  tem superar a perda do seu futuro filho.

Sentimento de culpa, angústia, ansiedade , depressão, insônia , pesadelos, memórias dolorosas. Levará tempo virar a página e seguir a vida, ter vontade de voltar a tentar ter outra gravidez, principalmente pelo medo de acontecer de novo. No entanto, temos que olhar para o futuro com otimismo e pensar que você não é a única a passar por essa situação e que depois vieram filhos lindos e saudáveis.

 

 

Redação: Irene García


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