A quarentena depois do parto

A quarentena depois do parto
Partillhar

Como o nome já diz, dura quarenta dias depois de dar a luz e é o período de recuperação logo após o parto, já que embora a maioria das mulheres recuperem a forma física antes, o ajuste emocional leva um um pouco mais de tempo.

Depressão pós-parto

Quase todas a mães padecem da “tristeza pós-parto”, um período de uns 10 dias aproximadamente de duração que se caracteriza por certa instabilidade emocional onde há alteração de humor.  A irritabilidade ou a sensação de medo provocada pelo medo de não saber como será a maternidade são somente alguns sintomas  mais habituais. Na maioria dos casos, esta “tristeza pós-parto” passa de maneira espontânea depois de alguns dias. Agora, se os sintomas se agravarem em intensidade e se prolongarem por mais tempo, a mãe pode entrar em uma “depressão pós parto” que deve ser reconhecida e tratada por um especialista.

A gravidez, o parto e a fase puerperal representam um período particularmente sensível para os sintomas de ansiedade-depressão ocorrem em pai e mãe , que podem levar a efeitos negativos sobre o desenvolvimento infantil , principalmente por três razões:

- O efeito direto sobre as crianças expostas à desordem mental dos pais .

- O impacto indireto da desordem parental nas relações interpessoais.

- A presença de adversidades comumente associada com transtornos psiquiátricos

Um recente estudo sugere a incidência da depressão durante a gravidez está entre 7.4% no primeiro trismestre e 12.8% no segundo. Depois do parto, quase 80% das novas mães atravessam alguma fase de cansaço, unindo a nova responsabilidade, medo e uma sensação de tristeza, que gera um alto nível de estresse que pode minar a resistência física e psicológica da nova mãe que  já está enfraquecida.

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Assusta-lhe a recta final da gravidez, a aproximação do momento do parto, o facto de não estar preparada ou de não saber se o teu filho vai mesmo nascer? Por vezes as grávidas têm certas dores do parto que são “falsas”, as chamadas contracções de Braxton Hicks, que podem fazer crer que o grande momento chegou. Aprenda a distingui-las.

Agora, se essas sensações  se prolongam, se a vontade de chorar ocupa a maior parte do tempo, e dormir começa a ser uma utopia ou, contrário, se tem muito sono, o apetite já não é mais o mesmo ( para mais ou para menos), se aparecem sentimento de inutilidade e culpa, preocupação, irritabilidade, falta de confiança nas suas habilidades com o bebé, então sim estamos frente a um caso de depressão pós parto. Todos estes sintomas se manifestam com uma intensidade que interfere de maneira significativa no dia a dia, impedindo que se possa render como se faz necessário com o bebé. Assim começa um círculo vicioso difícil de romper sozinha.

 

O mais importante é não se sentir envergonhada  ao perceber que a gravidez te afetou desta maneira e ter consciência de que, embora seja um caso normal, pode envoluir o suficiente para pedir ajuda a um profissional. É importante pedir apoio, conselhos e toda a informação necessária, para que esta atuação permita que a crise cumpra seu papel verdadeiro: fazer as mães mais fortes, maduras e preparadas. Além disso, conhecer a raiz do problema proporcionará alivio e cetro grau de descanso.

 

A maternidade proporciona sentimentos, emoções e experiências muito intensas e gratificantes, mas também exige um esforço de adaptação, uma disposição e ânimo para afrontar a nova situação de maneira positiva e saudável.  Não somente por parte dos novos pais, mas também da família.

O que fazer?

Aqui temos algumas sugestões para lidar melhor com este período. Se apesar disso a sensação de tristeza se prolonga, não hesite em buscar ajuda de um especialista.

- Não tenha pretenção em fazer tudo sozinha: as “superwoman” estão para o cinema. Deixe que seu companheiro e sua família te ajudem

- Imponha-se alguns momentos de descanso das crianças

- Não se descuide de sua alimentação e procure as comidas que não requerem muito preparo

- Entenda que o centro das atenções agora é o bebé, mas não se esqueá de reclamar a sua parte

- Não se auto critique, nem tão pouco o seu companheiro: seja compreensiva com ambos

- O bebé é seu, siga seus instintos ao invés de escutar as “opniões” de todo mundo. Sempre orientada pelo seu pediatra.

- Não se culpe. Bebés não veem com manual de instrução.

- Lembre-se, os  as mudanças em seu corpo são temporárias, não definitivos. Esteja sempre bonita, como sempre.

Conselhos para o pai

Para o novo papai a situação também requer uma fase de adaptação, saber ser pai e cuidar do bebé não é fácil para ninguém, mas a tristeza da mãe é algo novo e não sabe como lidar com isso.

- Aumente a sua compreensão e paciência

- Não se esqueça  de elogiar a sua parceira. Um beijo, um abraço e um carinho faz milagres

- Nomeie um portavoz da sua família, tenha em conta que sua parceira está muito cansada para isso

- Apoie as mães em suas decisões

- Tenta limitar as visitas, são inevitáveis, mas podem ser cansativas.

- Tenha cuidado para que a falta de descanso não gere discussões que seriam fáceis de evitar

- O bebé precisa de atenção, mas a mãe também

- Busque tempo para vocês dois juntos,  sem o bebé e nenhuma outra responsabilidad. Não permita que o papel de pais elimine o de marido e mulher.

 

 

 

Fontes: Juan Pedro Valencia, psicólogo. Gemma Ruiz, matrona.

Redação: Irene García



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