Gravidez: os medos mais frequentes das mães

Gravidez: os medos mais frequentes das mães
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Como a maioria das mães sabem, uma gravidez pode converter-se numa etapa de muito stress. As hormonas revolucionam-se, a nossa vida altera-se e surgem muitas preocupações: medos relacionados com a saúde do bebé, medo do novo papel maternal, medo do parto, etc. Se lhe serve de consolo, fique a saber que estes medos assolam todas as grávidas. Mais à frente mostramos-lhe quais são os medos mais habituais e como enfrentá-los.

Posso sofrer um aborto?

Não é habitual. A maioria das gravidezes corre com normalidade. O risco de padecer de um aborto não chega a 20%. De qualquer forma, lembre-se que quase todos os abortos acontecem nas primeiras semanas de gestação, quando muitas mulheres nem sequer sabem que estão grávidas. A partir da oitava semana o risco diminui. As probabilidades de ter um segundo aborto são muito baixas, cerca de 3%.

O que pode provocar um aborto?

A maioria dos casos não está relacionada com nenhum hábito incorrecto por parte da mulher. Geralmente, os abortos espontâneos devem-se a gravidezes geneticamente anormais. Uma alteração cromossómica pode levar à morte fetal devido ao facto do embrião não ser viável. Não se culpe. Apesar disto, pode minimizar o risco de sofrer um aborto não fumando, não bebendo álcool e reduzindo ao máximo o consumo de cafeína.

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Será que a origem étnica de uma mulher afecta a gravidez?

Será que a origem étnica de uma mulher afecta a gravidez?

Em comparação com outros países, em Portugal existem poucos casais inter-raciais (apesar da população imigrante ter aumentado consideravelmente nos últimos anos). Já nos Estados Unidos – onde as estas uniões são muito habituais – são comuns os estudos sobre se o facto de o pai e da mãe serem de diferentes origens étnicas pode influenciar na gravidez ou se umas raças são mais propensas que outras a contraírem determinadas doenças gestacionais.

As náuseas matinais não me deixam comer e tenho medo que o meu bebé não esteja a ser bem alimentado.

Um bebé, valha a comparação, é um excelente parasita. Beneficia-se do corpo da mãe absorvendo todos os nutrientes necessários dos alimentos que lhe chegam. Em princípio ter náuseas e vómitos não deve ser motivo de preocupação a não ser que chegue ao extremo de não comer nada. Se acha que pode sofrer de uma desidratação consulte o seu médico. O seu médico poderá indicar-lhe algum tratamento para o bebé. Habitue-se a comer frequentemente e em pequenas quantidades. As náuseas podem aparecer quando o estômago está vazio, no entanto, comer muito também não ajuda, já que terá ainda mais vómitos.

Comi alimentos proibidos e bebi álcool. Irá prejudicar o bebé?

Actualmente as mulheres estão submetidas a uma grande pressão sobre o que devem ou não fazer enquanto estão grávidas. Evidentemente é aconselhável vigiar a sua alimentação durante os nove meses, contudo, não fique obcecada com essa ideia. Será o seu médico a dizer-lhe o que deve evitar e a recomendar-lhe certos alimentos ou suplementos. A possibilidade de que o seu filho contraia uma das doenças associadas à alimentação é muito pequena, se bem que essa probabilidade existe. Desta forma, é dever do seu médico informá-la sobre tudo. Seguindo uma alimentação equilibrada e levando a cabo os conselhos do seu ginecologista não terá com o que se preocupar.

E se o meu bebé tem algum problema de nascimento ou de saúde?

Como a maioria das futuras mães, aguarda sempre ansiosamente pelas ecografias para perceber se o seu filho é uma criança saudável e com o desenvolvimento normal. Recorde-se de que a possibilidade de o seu bebé ter alguma má-formação é de apenas 4%. A melhor forma de proteger o seu filho é tomando suplementos vitamínicos com ácido fólico, antes e durante a gravidez, para prevenir as deficiências do tubo neural. O seu médico também lhe dará toda a informação sobre os possíveis riscos, estudando o seu historial clínico. Para além disso, os problemas relacionados com a anatomia do bebé ou com o seu normal desenvolvimento são identificados na primeira fase da gravidez de maneira a que quanto mais tempo passar sem detectar-se algum problema, mais segura pode sentir-se. Se no nono mês de gestação sente o seu bebé a movimentar-se e se fez todas as revisões regulares, existem 99% de probabilidades do seu filho nascer perfeito.

Risco do bebé nascer prematuro

 

É lógico que a ideia de dar à luz na 37ª semana a inquieta. O número de partos prematuros aumentou consideravelmente na última década (cerca de 43%). A maioria dos bebés prematuros nasce entre a 34ª e a 36ª semana. Se um bebé prematuro pesa entre 1 a 1,500 quilos, o índice de sobrevivência é muito alto. Se nos primeiros dias de vida um bebé prematuro não tiver nenhum problema, a sua evolução será similar à de qualquer outra criança.

Apesar disto, deverá ter em mente certas coisas para evitar dar à luz antes do tempo: não fumar, não beber álcool, realizar todos os exames, tomar suplementos de ácido fólico, etc.

Nunca perderei o peso ganho!

 

Embora muitas pessoas digam que a gravidez é o melhor estado da mulher, recuperar a linha depois de se dar à luz é algo que preocupa quase todas as mães. Todas as grávidas sentiram, em algum momento, a angústia por causa desse assunto. Ver nas revistas como é que as mães famosas mostram as suas silhuetas esculturais depois de cinco dias de saírem da sala de partos não é o melhor remédio para levantar o ânimo.

O certo é que de acordo com dados estatísticos, cerca de 20% das mulheres mantêm o peso adquirido durante a gravidez, no entanto, existem muitas formas de perder de vista os quilos a mais. Em primeiro lugar siga as directrizes do seu ginecologista no que diz respeito à alimentação para não ganhar mais peso do que o normal durante a gravidez.

Se engordar mais do que deve será muito mais complicado voltar ao seu peso anterior. Depois do parto amamentar o seu bebé também ajudará a perder peso. Se o seu médico autorizar não deixe de fazer um pouco de desporto. Está comprovado que fazer exercício depois de ter o primeiro filho é mais eficaz que diminuir calorias na comida. Para além disso, enquanto a amamentação durar deverá ter alguma preocupação com as dietas hipocalóricas, já que nesta altura precisa de mais calorias para procurar dar uma alimentação correcta ao seu filho.

Tenho medo de sofrer de alguma doença

 

Existem algumas doenças associadas à gravidez, como a pré-eclâmpsia ou os diabetes gestacionais.

A pré-eclâmpsia apresenta-se numa percentagem baixa de gravidezes, entre 5 a 15%. É mais comum nas primeiras gravidezes, nas mulheres com menos de 18 anos ou maiores de 35, nos partos múltiplos, com antecedentes de hipertensão, etc. As causas exactas não são conhecidas, no entanto, existem numerosas teorias não comprovadas que incluem factores genéticos, alimentares, vasculares e autoimunes. Mas no caso de você pertencer a algum grupo de risco o seu ginecologista fará um controlo exaustivo da sua gravidez desde o início da mesma. Avise o seu médico ao mínimo sintoma: visão distorcida, inchaço repentino das mãos e da cara, aumento súbito do peso, dores de cabeça, desmaios, dores abdominais, etc. Assim poderá ser detectada a tempo.

No que diz respeito aos diabetes gestacionais, cerca de 2 a 4% das mulheres padecem deste problema. É uma doença temporária que raramente apresenta sintomas. Estes diabetes são diagnosticados através dos exames de rotina que habitualmente são feitos à 24ª e à 28ª semana de gestação. No grupo de risco estão as mulheres com mais de 25 anos, com obesidade ou com antecedentes familiares de diabetes gestacionais. Se sofrer desta patologia deverá seguir uma dieta saudável, sem gorduras animais, rica em hidratos de carbono, em verduras e frutas frescas. Para além disso, terá de medir com frequência os níveis de glucose no sangue.

 

As relações sexuais nunca mais voltaram a ser iguais

Não se preocupe, apenas tem de dar tempo ao seu corpo para que este recupere e para que a libido volte ao normal. Tendo em conta que a amamentação pode “apagar” o seu apetite sexual, se lhe juntar o cansaço das primeiras semanas de certeza que o que mais deseja é ir para a cama com um único objectivo: dormir. Quando o médico lhe der luz verde para voltar a ter relações sexuais, faça-o com calma. Ao princípio pode ser um pouco desconfortável, desta forma, opte por abraços prolongados, beijos, massagens, carícias, etc. Em poucos meses comprovará a assombrosa capacidade de recuperação do seu organismo.

O parto será doloroso

Vai levar toda a gravidez a pensar nos nomes, na decoração do quarto, etc. Mas nas últimas semanas pensa que o seu bebé tem de sair por algum lado. Começam os medos … Vai doer muito? Quanto tempo dura o parto? O que vai acontecer? Primeiro que tudo tente ficar calma e, por um momento, pense na quantidade de mulheres que já deram à luz ao longo da história (sem epidural!). É normal sentir medo do desconhecido. Se achar que a acalma, recolha toda a informação possível. Participe em aulas de preparação para o parto, leia livros especializados, faça perguntas a outras mães, etc. Se por outro lado é daquelas mulheres que pensa “olhos que não veem coração que não sente” e quanto mais informação maior ansiedade, peça ao seu médico que lhe dê as quatro coisas básicas que deve saber para estar preparada para o parto.

E se necessito de uma cesariana!

Embora um terço dos nascimentos ocorram através de uma cesariana, a maior parte delas decidem-se durante o processo do parto. Outras são planificadas, se a criança não está na posição correcta, se é muito grande ou se existem problemas na placenta. Pense que a maioria das mulheres que fazem uma cesariana repete a maternidade.

Será que vou ser uma boa mãe!

O facto de questionar a sua capacidade para exercer a função de mãe é um bom sintoma, já que demonstra que quer fazer um bom trabalho. Primeiro que tudo tem de confiar em si! Todas as mães sabem como alimentar e cuidar dos seus bebés de forma instintiva. De certeza que vai cuidar do seu filho muito melhor do que imaginava.

 

 



Fecha de actualización: 16-10-2008

Redacción: Irene García

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