Gravidez precoce: maternidade prematura

Gravidez precoce: maternidade prematura
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Embora a média da idade para se ter um filho se situe por volta dos 30 anos nas mulheres, o certo é que cada ano aumentam as gravidezes de raparigas com menos de 19 anos. A falta de aulas de educação sexual e os problemas para aceder aos anticonceptivos estão nas causas deste aumento. Uma gravidez não desejada é sempre difícil de assimilar, sobretudo, se há bem pouco tempo deixou a infância.

 

Aumento das grávidas adolescentes

De acordo com a ONU, cerca de 15 milhões de adolescentes do mundo inteiro, com idades compreendidas entre os 15 e os 19 anos, têm filhos e 4,4 milhões submetem-se a um aborto. Apenas 17% dos adolescentes, de acordo com dados da ONU, dizem manter relações sexuais usando preservativo.

Com dados assim não é de estranhar que nos últimos anos se tenha registado um aumento considerável das gravidezes de adolescentes.

Segundo alguns especialistas, este aumento deve-se à falta de aulas de educação sexual nas escolas. De facto, está comprovado que a taxa de gravidezes adolescentes é menor em países onde essas aulas são leccionadas. Outra causa é a dificuldade no acesso aos anticonceptivos. “São idades críticas nas quais não se está a dar a formação necessária neste sentido”, explica Pedro Font, director de um Instituto espanhol de estudos sobre a sexualidade.

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Gravidez ectópica, sintomas e tratamento!

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Embora a maioria das gravidezes se desenvolvam sem nenhuma complicação séria, existem ocasiões nas quais as coisas não correm como previsto. Por exemplo, quando o óvulo já fecundado se implanta fora da cavidade endometrial, produzindo o que a medicina chama de uma gravidez ectópica, ou seja, uma gravidez fora do lugar.

 

Desta forma, nos últimos anos aumentaram os Centros de Planificação Familiar nos quais se ajuda os jovens a resolverem as dúvidas que têm sobre a sexualidade, os anticonceptivos, as doenças sexualmente transmissíveis, etc. Também já existem números de telefone para os quais os adolescentes podem ligar para obterem informações sobre a sexualidade.

Enfrentar uma gravidez não esperada

Se não está a pensar ficar grávida e um dia se dá conta de que o período está atrasado, e ao fazer o teste de gravidez dá positivo, o mais provável é que esta noticia lhe cause um profundo choque (maior quanto mais nova for e menos preparada se encontre).

Ter um filho é uma grande responsabilidade e requer muito esforço, afecto e também dinheiro. Se há bem pouco tempo brincava com bonecas, agora terá de preocupar-se em comprá-las para a criança. O primeiro passo é aceitar a gravidez e decidir o que fazer. Uma vez tomada a decisão (nada fácil) vem o momento de comunicar a situação à sua família e amigos. Uns vão pensar que está louca ao ter um filho, no entanto, a maioria das pessoas vão apoiá-la em tudo o que for necessário.

Muitas jovens também necessitam de ajuda psicológica para tomarem a melhor decisão e para levá-la a cabo. Em Portugal existem várias instituições que estão encarregues desse trabalho, para isso basta que as grávidas adolescentes façam um telefonema ou se dirijam pessoalmente à instituição. A família e o pai do bebé são o apoio principal, mas nem sempre se tem a sorte de poder contar com eles. De facto, na maioria dos casos de gravidezes adolescentes o futuro pai opta por afastar-se do assunto.

O dia-a-dia de uma mãe jovem

De acordo com vários especialistas, uma grávida adolescente deve procurar ajuda no seio familiar e procurar, sobretudo, que a adolescência não se descole do mundo juvenil que a rodeia. “Apesar de ser mãe a jovem deve encontrar tempo para continuar com as suas actividades e para poder continuar o seu desenvolvimento. Por si só uma gravidez gera altos níveis de stress, então se for uma gravidez não planeada na adolescência ainda pior. Desta forma, a jovem grávida deve tentar procurar um equilíbrio e tentar acabar os estudos” refere Pedro Font.

No entanto, são muitas as coisas que se alteram na vida de uma grávida. A gravidez afectará os seus estudos, as suas saídas, tem de procurar trabalho, etc.

Riscos e complicações

Uma gravidez na adolescência associa-se a maiores taxas de morbilidade e mortalidade, tanto para a mãe como para a criança.

As adolescentes grávidas têm um risco muito maior de morrer ou sofrer complicações médicas graves, como hipertensão induzida pela gravidez, anemias graves, partos prematuros ou placentas prévias.

Os filhos de mães adolescentes têm uma probabilidade de 2 a 6 vezes mais de terem um baixo peso ao nascerem. A principal causa disto é que a grande parte dos bebés nascem prematuros.

Para além disso, pelo facto de ainda serem adolescentes, estas raparigas têm mais probabilidades de levarem a cabo comportamentos pouco saudáveis, como fumar, beber, ir a festas, o que faz com que o bebé possa apresentar um crescimento inadequado, infecções ou dependência de substâncias químicas.


Embora não se possa generalizar, já que nem sempre é assim e também existem raparigas que, apesar da adolescência, são responsáveis durante a gravidez.

Onde recorrer

 

Ajuda de Mãe

Tel.21 793 32 09

 

Casa de Santa Isabel 

Tel. 21 8821553

Tel. Grátis - 800 20 80 90


Ajuda de Berço

Av. de Ceuta, nº51, r/c, Lisboa  
Tel. 21 362 82 74 / 76
Email: ajudadeberco@mail.telepac.pt
WWW: http://www.jazzcidadania.org/colo/

 

Vida Sim

Apartado 156, 2710-999 Sintra

Tel.: 21 924 4257 (24h)
Email: vidasim@mail.telepac.pt   


 



Fecha de actualización: 08-02-2008

Redacción: Irene García

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