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Medo do parto

Medo do parto

Um dos medos mais comuns é o que temos perante o desconhecido. Não existe nada mais desconhecido e aterrorizante para as mulheres que vão ser mães pela primeira vez do que o momento do parto. Obter toda a informação sobre o que se vai passar no parto é a ferramenta essencial para combater o medo. A tranquilidade nesse momento ajudará a quebrar o círculo vicioso da ansiedade-dor-maior ansiedade.

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Sentir medo é algo natural no ser humano, uma ferramenta que cumpre um papel essencial na sobrevivência, já que graças ao medo reagimos perante um sinal de perigo.

De acordo com Juan Pedro Valencia, psicólogo espanhol, “O problema surge quando se trata de um possível perigo imaginário. Aqui, perante os sentimentos, as ideias ou imagens que temos na nossa mente podemos chegar a experimentar o medo incluso, embora o perigo não seja real e não tenhamos que enfrentá-lo fisicamente. Por exemplo, o medo de falar em público. Ou seja, o medo produz-se adiantando a situação temida, sentindo-a antes de esta estar presente. Tanto o medo de alguma coisa real, como o medo de alguma coisa que apenas está na nossa imaginação produz alterações fisiológicas importantes. Entre outras, aumenta o metabolismo celular e a pressão arterial, acelerando, dessa forma, o ritmo cardíaco. Tudo isto para preparar o corpo para reagir adequadamente perante uma situação concreta”.

O medo do parto

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Recuperar a forma depois do parto

Recuperar a forma depois do parto

Depois do nascimento do bebé, a recém estreada mamã sofre uma série de alterações emocionais, para além de um processo de recuperação físico, embora por vezes não seja tão fácil como gostaria. O cansaço provocado depois de nove meses de gravidez, o parto e a actual tarefa como mãe fazem com que não exista tempo para si. No entanto, a vontade de recuperar a figura anterior convertem os escassos minutos disponíveis por dia num valioso tempo para oferecê-lo ao seu corpo e à sua saúde.

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Um destes medos, mais ou menos imaginário (já que em principio ao dar à luz uma mulher não está em perigo), é o medo do parto. Todas as mulheres sentem um certo medo perante a gravidez, que aumenta quando se trata de uma primeira gestação.
 

Desta forma, Juan Pedro Valencia explica que:

“Um dos medos mais comuns é o que temos perante o desconhecido. No caso das mulheres que vão ser mães pela primeira vez, o parto entra nesta categoria, já que é algo que nunca experimentaram pessoalmente, embora tenham informação sobre ele. Para além disso, o parto inclui-se na categoria dos medos que temos connosco, como o medo da morte e, neste caso concreto, o medo da dor.

Assim, o medo do desconhecido apresenta-se porque não sabemos como é que vai ser o parto. A comprovação desta afirmação faz com que nos partos posteriores esse medo seja muito menor ou até mesmo nulo. Isto à excepção do primeiro parto ter sido muito traumático.

O medo da morte e da dor, neste caso concreto o medo do primeiro parto, vê-se aumentado por toda a informação que obtemos, uma parte através dos filmes (onde tudo é sempre exagerado) e por outra parte do que nos contam as amigas ou familiares sobre a dor das contracções. É, portanto, um medo que se “aprende”.

É esse próprio medo que faz com que, no momento do parto, se sinta mais dor do que aquela que realmente se está a experimentar: forma-se um ciclo vicioso composto pelo medo, a tensão que se gera e a dor, o que volta a aumentar o medo ao ter-se a percepção de que, efectivamente, tudo se produz tal e qual “como tinham contado”. É por isso que é muito importante que as mulheres grávidas estejam correctamente informadas acerca do parto para “desaprenderem” esse medo”.


De facto, um estudo acaba de desvendar que o factor mais influente nas dores durante o nascimento é o medo da mulher no momento do parto”.

Que fazer para combater esse medo?

Evitar o medo é algo impossível, já que se tem ou não se tem. Contudo, pode-se controlar para que os seus efeitos sobre o corpo não influenciem o desenvolvimento normal do parto.

- Recolha toda a informação possível sobre o momento do parto e as suas opções: o que acontece, quando, como combater a dor (epidural, técnicas de respiração, massagens, etc.). O melhor é recolher toda a informação verdadeira e real sobre o tema e não ficar limitada às coisas que vê na televisão.

- Escute o seu ginecologista. É a melhor fonte para resolver todas as suas dúvidas e para esclarecer qualquer ideia falsa ou exagerada que possa ter.

- Prepare-se para esse momento. Assista a aulas de preparação, elabore o seu plano do parto, etc.

- Não se deixe influenciar por histórias de nascimentos horríveis e traumáticos. Cada pessoa é um mundo e também existem mulheres que tiveram partos maravilhosos (dentro do possível, claro).

 

O círculo Vicioso

Há pouco tempo foi publicado um estudo sobre a sensibilidade à ansiedade, ou seja, o medo que gera ansiedade perante situações previsíveis. Os autores deste estudo observaram como é que estas expectativas acentuam a preocupação pelas respostas fisiológicas perante a ansiedade, o que leva a condutas que apenas exageram essas reacções (medo, excessiva limitação de actividades, pensamentos catastróficos, etc.)
 

Estes especialistas descrevem um caso extremo para explicar a situação. “Pense numa mulher grávida pela primeira vez com um alto grau de sensibilidade à ansiedade. Ouviu histórias de terror sobre a dor durante o parto. De facto, a sua própria mãe e amigos já lhe disseram o que se sofre. Qualquer informação que suponha detalhes específicos sobre o parto recorda-lhe essas histórias, o que ocasiona mais respostas fisiológicas, como palpitações e pensamentos catastróficos. Estas respostas levam a condutas evasivas. Por exemplo, a mulher não quer recorrer a aulas de preparação porque aumenta a sua ansiedade. Quando começa a dar à luz, embora as dores e o desconforto associados às primeiras contracções não sejam insuportáveis, a mulher antecipa as futuras contracções e começa a experimentar uma maior ansiedade e medo. O seu sistema nervoso simpático responde e o seu ritmo cardíaco acelera, começa a suar, a sua respiração altera-se e sente-se tonta. Cada contracção começa a ser mais dolorosa”.

Os autores estudaram 35 mulheres que, quando estavam grávidas de umas 17 semanas, realizaram um teste com perguntas para determinar a sensibilidade à ansiedade. Depois de terem dado à luz, responderam a outro sobre como foi o parto e as dores ou desconforto que tiveram.

Outros factores que se avaliaram foram: se este era o primeiro filho, o uso de anestesia, o estado conjugal, se o casal estava a tentar uma gravidez e a duração do parto.  

Ambos os testes concluíram que a educação e as estratégias de exposição (ou seja, colocar a mulher grávida em situações que vão gerar respostas fisiológicas, como fazer exercício) durante a gestação podem ser benéficas para reduzir o medo e levar a resultados de maior êxito para as mulheres grávidas com uma grande sensibilidade à ansiedade.

O que é que o seu marido pode fazer?

Juan Pedro Valencia deixa alguns conselhos para o futuro pai:

- É fundamental que o homem não acompanhe apenas a mulher às visitas e às aulas de preparação, mas que esteja totalmente implicado no parto. Isto para a mulher sentir que o parto é dos dois, embora o homem não possa estar fisicamente implícito nesse momento.

- Que saiba tudo sobre o parto tal e qual como a mulher. É importante que esteja sempre com a grávida, desde o início da gravidez até ao final (incluindo entrar na sala de partos).

- Tentar criar a todo o instante um bom ambiente para a grávida, que participe activamente nos exercícios de relaxamento e respiração: se o homem também os aprender será mais fácil ajudar a mulher na altura de dar uso a esses mesmos exercícios. O homem deve fazer ver à mulher que durante o parto estará ali com ela fazendo os possíveis para que a dor seja menor. Se a mulher ficar a saber que tem alguém de total confiança durante o parto a tranquilidade aumenta. Isto são elementos fundamentais para se conseguir uma menor percepção da dor.

- Resumindo, trata-se de que ambos aprendam, em conjunto, as técnicas de relaxamento e respiração, que discutam e comprovem as informações erradas sobre o parto e que tenham cuidado com os conselhos e opiniões de terceiros. Tudo para criar um ambiente de segurança absoluta que faça a mulher acreditar que não está sozinha nesta maravilhosa fase que é ter um filho.


Fecha de actualización: 05-05-2008

Redacción: Irene García

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