Gravidez ectópica, sintomas e tratamento!

Gravidez ectópica, sintomas e tratamento!
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Embora a maioria das gravidezes se desenvolvam sem nenhuma complicação séria, existem ocasiões nas quais as coisas não correm como previsto. Por exemplo, quando o óvulo já fecundado se implanta fora da cavidade endometrial, produzindo o que a medicina chama de uma gravidez ectópica, ou seja, uma gravidez fora do lugar.

 

Porque é que se produz?

Depois da concepção o óvulo, que deveria viajar pela trompa de Falópio até ao útero, por alguma circunstância não segue o seu caminho e desloca-se mais lentamente, razão pela qual se implanta fora da cavidade uterina, geralmente na trompa onde foi fecundado. Apesar de ser mais raro, também pode fazê-lo dentro do abdómen da mulher, na cavidade pélvica, no ovário e no colo do útero.

Em muitas ocasiões estas gestações passam despercebidas, já que o embrião morre em pouco tempo e é absorvido antes da primeira falta de menstruação, pelo que pode ser confundido com um aborto espontâneo. No entanto, pode ocorrer que o embrião não morra e que evolua para outro lugar, como faria se estivesse no útero. Se o faz numa das trompas, a parede desta alarga-se para albergar o futuro feto e à medida que a gravidez avança acaba por colocar em risco a vida da mãe. As gravidezes ectópicas não podem avançar, pelo que é imprescindível a retirada cirúrgica do embrião em desenvolvimento.

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Varizes durante a gravidez: prevenção e tratamento!

Varizes durante a gravidez: prevenção e tratamento!

As alterações hormonais que se produzem durante a gravidez provocam o aparecimento de numerosas e anti-estéticas varizes. No entanto, prevenir o seu aparecimento é possível seguindo uma dieta equilibrada, praticando exercício diário, tomando duches de água fria, etc. Se apesar de seguir estes conselhos as varizes entram na sua vida, fique tranquila! A maioria delas desaparecem depois do parto e as que persistem podem ser eliminadas de forma simples com diversos tratamentos.

Factores de risco

De acordo com a Associação Endometriose de Espanha, uma em cada 100 ou 200 gravidezes são ectópicas. Número que, infelizmente, tem vindo a aumentar nas últimas décadas devido a diversos factores de risco entre a população dos países desenvolvidos:

- Antecedentes de doença inflamatória pélvica: infecções de origem sexual que produzem inflamação das trompas e que, por sua vez, levam a um mau funcionamento das mesmas.

- Falhos em métodos anticonceptivos: pacientes submetidas a laqueação das trompas, bem como as que já tomaram a pílula do dia seguinte.

- Tratamentos de esterilidade: tanto de induções da ovulação como na fecundação in vitro.

- Cirurgia tubárica prévia.

- Endometriose

- Antecedentes de esterilidade ou infertilidade e gravidez ectópica prévia.

Qualquer uma das técnicas que se realizam habitualmente na prática clínica eleva o risco de gravidezes ectópicas. No caso da indução da ovulação parece que as alterações hormonais (estrógeneo em altas doses) alteram a função das trompas e dificultam a migração do embrião até ao útero. Também se pode observar o que se conhece como gestação heterotópica, isto é, a aparição de uma gravidez dupla, intra e extra-uterina.

Na fertilização in vitro também se contempla esta tendência, tanto por causas hormonais como pelo aumento da contractibilidade uterina secundária na transferência embrionária.

Sintomas

Habitualmente este tipo de gravidez detecta-se quando se manifestam os primeiros sintomas, entre a quarta e a sexta semana. No entanto, em alguns casos estes sintomas podem não aparecer ou variar de uma mulher para outra, dependendo também da fase da gravidez em que se encontram.

A principal característica de uma gravidez ectópica é a dor abdominal, o sangramento genital e o teste de gravidez positivo ou a amenorreia (atraso menstrual), pelo que perante a aparição de pelo menos dois destes sintomas deve recorrer ao seu médico. “Há que ter em conta que em algumas ocasiões produzem-se sangramentos no início da gestação, similares à menstruação, que podem levá-la a pensar que não está grávida” adverte o Dr. Regojo Balboa.

O que pode fazer para evitar?

Como a maior parte das gravidezes ectópicas são de origem desconhecida, as medidas preventivas não são demasiado efectivas. No entanto, o Dr. Regojo Balboa aconselha “como primeira medida, diminuir a incidência de doenças inflamatórias pélvicas que causaram o aumento de casos desta patologia nos últimos anos. Todas as medidas oportunas para diminuir a incidência das doenças de transmissão sexual produzirão uma diminuição no risco desta afectação. Outra medida importante é não esquecer o uso correcto dos métodos anticonceptivos e evitar o uso da pílula do dia seguinte”.

Posso ficar grávida de novo?

Um diagnóstico precoce é essencial nesta patologia. Quanto mais cedo intervir, menor serão os danos sofridos e maior será a probabilidade de levar outra gravidez para a frente. Mesmo que tenha perdido uma das trompas pode ter uma gravidez normal. A percentagem de êxito de gravidezes saudáveis é elevada, embora exista um pequeno risco, entre 7 e 15%, de a situação se repetir.

Se a gravidez for detectada antes da trompa se romper, as possibilidades de ter uma gravidez normal são as mesmas que as de qualquer outra mulher, dependendo da idade fértil e do estado de saúde. Antes de tentar ter outro bebé, os médicos recomendam que passem pelo menos três meses, isto para você ter tempo de recuperar física e emocionalmente

Como enfrentar a perda

Depois de uma experiência tão dura como esta, sobretudo se o bebé era desejado, vai passar dias difíceis. Primeiro terá que recuperar da operação, superar a perda e pensar que a qualquer momento pode surgir outra gravidez.

Os seus sentimentos serão diferentes, dependem do momento em que se encontra. Pode sentir-se aliviada e agradecida por estar viva ou pode estar tremendamente triste e sentir-se culpada por ter perdido o seu bebé. É muito importante que tenha bem claro que as gravidezes ectópicas são muito difíceis de evitar e que se produzem por causas alheias aos nossos hábitos de vida. Não tente encontrar sempre uma razão para isso ter acontecido.

O mais importante para recuperarem esta perda juntos e para poderem pensar numa gravidez mais à frente é a comunicação. Sentimentos guardados fazem mais danos e não ajudam o tempo a passar. Principalmente no que diz respeito a uma nova gestação, é muito importante que, como casal, sejam claros e que estejam de acordo sobre o melhor momento para voltarem a tentar, sem pressões nem agonias.



Fecha de actualización: 01-06-2007

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