Infecções urinárias, saiba porque são mais frequentes na gravidez

Infecções urinárias, saiba porque são mais frequentes na gravidez
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As infecções urinárias são mais frequentes nas mulheres que nos homens e esta tendência acentua-se durante a gravidez pelo aumento das hormonas ou do peso que o útero exerce sobre a bexiga. Para controlar o aparecimento destas infecções fazem-se análises à urina em todas as consultas ginecológicas, já que este tipo de doença pode ocasionar partos prematuros.

Tipo de infecções urinárias

A infecção do aparelho urinário é uma infecção causada por bactérias que se apresentam na bexiga, nos rins e na uretra. As mais frequentes são:

- Bacteriuria Assintomática: trata-se de umas bactérias que se apresentam na urina mas que não têm sintomas, pelo que se descobrem e diagnosticam com os exames pertinentes, já que a mulher não tem consciência da infecção. Esta bacteriuria assintomática não tratada desenvolve cistite sintomática em cerca de 30% dos casos, que pode desenvolver pielonefrite em 50%. Esta infecção pode dar lugar a um atraso do crescimento intra-uterino e a recém-nascidos com baixo peso ao nascer, anemia, eclâmpsia e infecção do líquido amniótico.

- Cistite: é uma infecção da bexiga que faz com que se vá constantemente à casa de banho e que ao fazê-lo produz ardor, dor leve e até arrepios. Também é possível que apareça algum sangue, embora não seja frequente.

- Infecção dos rins: é a mais perigosa das infecções urinárias. Conhece-se com o nome de Pielonefrite e faz com que a gestante se sinta se sinta verdadeiramente doente. Para além dessa incomodas idas à casa de banho e do ardor que a urina produz no caso da cistite, a infecção dos rins apresenta arrepios, febre, dor na parte inferior das costas, vómitos, etc.

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Porque é que as mulheres têm mais infecções urinárias?

As infecções urinárias, em geral, são mais frequentes nas mulheres que nos homens. Cerca de 20% das mulheres já sofreram de infecções urinárias ao longo da sua vida. Para além disso, as infecções urinárias femininas podem repetir-se. Esta tendência tem várias explicações:

- A uretra feminina é muito mais curta que a dos rapazes.

- Esta próxima da vagina, que pode estar colonizada por vários germes.

- Está próxima do ânus, com o seu conteúdo séptico.

- Aumenta-se a susceptibilidade em determinadas condições como a diabetes, prolapsos (saída de algum órgão como a bexiga para o exterior do corpo), gravidez, cicatrizes de partos, incontinência urinária, etc.

Causas das infecções durante a gravidez

Entre 2 a 4 por cento das grávidas desenvolvem uma infecção urinária. Os médicos supõem que a causa disto se encontra nas alterações hormonais e da posição anatómica do aparelho urinário durante a gravidez, que facilitam que as bactérias viajem através dos ureteres até aos rins. Por esta razão recomenda-se fazer análises periódicas á urina durante a gravidez.

- Os rins aumentam de tamanho pelo aumento do fluxo sanguíneo que devem filtrar e, dessa forma, aumenta a longitude renal.

- A bexiga é deslocada do seu sítio habitual pelo crescimento do feto.

- O aumento da hormona progesterona produz o relaxamento da musculatura da bexiga e dos ureteres, o que torna o fluxo da urina mais lento.

- O útero comprime os ureteres, especialmente o do lado direito, acumulando-se nos ureteres até 200 ml de urina. Este estancamento urinário favorece o aparecimento das bactérias.

- O pH da urina altera e torna-se mais alcalino.

Sintomas de uma infecção urinária

Nem todas as grávidas têm sintomas, mas a maioria tem alguns destes:

- Dor e sensação de ardor ao urinar.

- Necessidade de urinar frequentemente.

- Depois de urinar continua-se com o desejo de urinar um pouco mais.

- Sangue ou muco na urina.

- Dor ou contracções na parte baixa do ventre.

- Dor durante o acto sexual.

- Arrepios, febre, suores, incontinencia.

- Alteração na quantidade de urina, quer seja para mais ou para menos.

- A urina tem um aspecto turvo, cheira mal ou o odor é muito concentrado.

- Dor, sensação de pressão ou sensibilidade extrema na zona da bexiga.

- Quando a bactéria de dissemina nos rins, pode-se ter dor na parte baixa das costas, arrepios, febre, náuseas e vómitos.

Tratamento contra as infecções

O tratamento normal na maioria dos casos consiste na administração de antibióticos para evitar que a infecção se torne mais perigosa, já que durante a gravidez o risco de que a infecção se transforme em pielonefrite aumenta de 1,4% para 28%. Para além da importância intrínseca que tem uma infecção urinária, na grávida aumenta a frequência de anemia, eclâmpsia, partos prematuros, infecção amniótica e recém-nascidos de baixo peso. A infecção das vias urinárias causada por estreptococos Beta hemolítico é a causa da ruptura de membranas e parto prematuro.

Dessa forma, o diagnóstico e tratamento precoce são essências para evitar males maiores. A eleição do medicamento dependerá do germe que a cause, do momento da gravidez, da saúde da mãe e dos efeitos potenciais que pode ter no bebé. Uma vez terminada a administração do antibiótico, realizam-se outras análises para se ter a certeza de que a infecção está curada.

Prevenção das infecções urinárias

- Beber entre 6 a 8 copos de água diariamente.

- Eliminar as comidas refinadas, os sumos de fruta, a cafeína, o álcool e o açúcar.

- Tomar vitamina C.

- Desenvolver o hábito de urinar no momento em que tem vontade e esvaziar completamente a sua bexiga.

- Urinar antes e depois das relações sexuais.

- Evitar as relações sexuais durante o tratamento de uma infecção urinária.

- Depois de urinar, secar-se sem friccionar e manter a área genital limpa. Assegura-se de que se limpa sempre da frente para trás.

- Evitar usar sabonetes fortes, cremes anti-sépticos e pós de higiene feminina.

- Trocar diariamente a roupa interior e procurar que seja de algodão.

- Evitar usar calças demasiado apertadas.



Fecha de actualización: 29-01-2008

Redacción: Irene García

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