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A evolução do útero durante a gravidez

A evolução do útero durante a gravidez

Muitas vezes é difícil entender como um bebé pode encontrar espaço suficiente para crescer num lugar tão pequeno como é o útero de uma mulher. No entanto, nisto da gravidez, vai descobrir que nem tudo é uma questão de espaço, mas sim de elasticidade. O ventre da mãe é um sistema maravilhoso e complexo de suporte de vida, desenhado para albergar, na maioria das ocasiões, um feto, e noutras vezes três ou mais. Mas, sabe como é que se ransforma a casa do seu bebé durante a gravidez?

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Índice

 

Muitas vezes é difícil entender como um bebé pode encontrar espaço suficiente para crescer num lugar tão pequeno como é o útero de uma mulher. No entanto, nisto da gravidez, vai descobrir que nem tudo é uma questão de espaço, mas sim de elasticidade. O ventre da mãe é um sistema maravilhoso e complexo de suporte de vida, desenhado para albergar, na maioria das ocasiões, um feto, e noutras vezes três ou mais. Mas, sabe como é que se transforma a lar do seu bebé durante a gravidez?

 

Como se transforma o útero durante a gestação?

Durante a gravidez

A vida de um embrião começa no momento da concepção. Este, uniu-se ao útero e secreta uma hormona denominada de gonadotrofina coriônica humana (HCG), que informa aos ovários de que se produziu a gravidez e que não necessita mais ovulações, nem de proseguir com a menstruação; impede-se assim a rejeição do embrião por parte do organismo. esta hormona é aquela detectada nos testes de gravidez.

Uma das principais funções da HCG é a de administrar os factores nutricionais e estimular as quantidades necessárias de outras hormonas para manter em óptimas condições o endométrio e a cavidade uterina. Desta forma, no caso de não existir concepção ou quantidade insuficiente desta hormona, perderse-ía na forma de fluxo mentrual.

Em consequência, uma vez que o útero recebeu o embrião, vai crescendo cada dia, adaptando-se ao tamanho do novo ser que se está a desenvolver. A cavidade uterina aumentará a sua capacidade de 500 a 1000 vezes e chegará a pesar 900 ou 1000 gramas no final da gravidez.

Ás 4 ou 5 semanas as lanosidades coriónicas, os vasos sanguíneos da placenta, penetram no endométrio, dando início ao intercâmbio de nutrientes e oxigénio entre o sangue da mãe e do embrião.

Os músculos redistribuem-se, concentrando-se na parte superior. Só assim, no momento de parto, o músculo uterino será capaz de ter a força contráctil, puxando o feto até ao orifício interno do colo uterino.

Quanto ao cervix ou colo do útero, deve ser capaz de resistir ao aumento da pressão intra-uterina durante a gestação, mantendo uma barreira que impeça a entrada de bactérias ou outras substâncias do exterior para o útero; por isso produz-se uma substância mucosa, que sela o conducto endocervical.

Na semana 38 o colo do útero, inícia o processo de encurtamento e alargamento do canal que o percorre, ou seja, a dilatação. Momento no qual se expulsa o tampão mucoso. O útero entra na fase activa do parto contraindo-se cíclica e enérgicamente, impulsando o feto de cima para baixo: o parto está a começar.

 

Depois do parto

Depois do nascimento do recém-nascido, o útero ainda mantém a sua contracção para impedir que os vasos sanguíneos - abertos depois da expulsão da placenta - provoquem uma hemorragia que poderia ser muito perigosa para a mãe.

Depois do parto o útero tem uma forma redonda e é mais consistente, devido a que está a começar a contrair-se. Mede cerca de 20 cm e pesa entre 900 gramas e 1 quilo. No transcurso dos posteriores dias, o útero vai  reduzindo o seu tamanho atá alcançar o seu estado normal.

 

O que são as retortas?

As retortas são espasmos ou contracções intensas - em ocasiões dolorosas - que se originam depois do parto e podem durar até 5 dias. São uma resposta fisiológica normal para reduzir o sangue genital mediante a contracção uterina.  Desta forma conseguem-se fechar as veias que nutriam a placenta quando esta estava dentro da cavidade uterina durante a gestação e que, depois do parto, ficaram abertas. As retortas também têm como objectivo reduzir a matriz para que recupere o seu tamanho habitual. Estes desconfortos são mais potentes durante a amamentação, já que a sucção do bebé liberta uma hormona chamada oxitocina, que para além de controlar a subida do leite aos peitos, estimula as contracções uterinas.

 

Da fecundação ao parto

Formado por um tecido muscular elástico, o útero consegue dilatar-se para dar lugar a um bebé (ou mais) e voltar ao seu tamanho original em pouco tempo. Mas, como é o processo de evolução e involução da matriz antes e depois do parto?

Desde o momento da concepção, o útero, de apenas um palmo de longitude, começará  a crescer adaptándo-se ao tamanho do embrião.

1. Nas 8 semanas de gestação o útero já aumentou a sua dimensão e apresenta-se com o tamanho de uma laranja.

2. Na semana 12 a matriz supera a pelvis e chega ao abdómen. No geral. já se pode apalpar a parte inferior.

3. Na semana 20 já é visível desde o exterior. O ventre é prominente e alcança a altura do umbigo. Pode dizer-se que se divide em duas partes por uma linha imaginária (linea alba ou linha nigra) que vai do umbigo ao pubis.

4. A partir da semana 37 o útero começa a descer, mais ou menos por debaixo da zona do apêndice.

Uma vez que já aconteceu o parto, o útero inícia quase automaticamente a sua redução, recuperando o seu tamanho natural. Processo que durará cerca de um mês, até chegar ao total restablecimento.

5. Depois do parto, a matriz ainda mantem o tamanho adquirido na gravidez, mas agora é um espaço vazio.

6. Passada uma semana desde o dia de nascimento, o tamanho do útero será mais pequeno, devido às contracções ou retortas.

7. Quando o bebé celebre o seu primeiro mês de vida, o útero já terá o seu tamanho normal original e as paredes vaginais estarão totalmente recuperadas da dilatação da gravidez.

 

Como se desenvolve o bebé dentro da mãe?

O ultra-som diagnóstico, ou mais conhecido como ecografía, permitiu conhecer como cresce e se desenvolve o futuro bebé dentro do ventre materno, graças à captura de imagens em duas dimensões. No entanto, estas não brindam muita informação sobre o comportamento fetal. Contúdo, graças às ecografias 4D, pode-se observar facilmente os movimentos do feto em tempo real. A aportação mais revolucionária desta técnica é sem dúvida, a possibilidade de poder ver o feto no seu meio natural. Deste modo podem-se apreciar simultâneamente os movimentos da cabeça, das extremidades e do corpo a três dimensões. A maioria dos padrões de movimento fetal têm lugar entre as semanas 7 e 15, , mesmo que a mãe não comece a sentir-los, até alcançar a semaan 20 ou 24 de gestação.

Entre as semanas 11 e 12 o bebé bate e move as perninhas numa espécie de acto reflexo.

A partir da semana 13 ou 15 podem observar-se prácticamente todos os padrões: salta, da pontapés, estica, sorri, succiona, bosceja, roda sobre si mesmo, etc. Estes movimentos vão-se tornando mais complexos à medida que avance a gravidez.

Na semana 18, o feto é capaz de abrir os olhos, contra a crença de que permaneciam fechados até ao final da gravidez.

Ás 24 semanas para além de abrir e fechar os olhos, é capaz de por a língua de fora e podem-se vislumbrar as suas primeiras expressões faciais.

Na semana 26 comporta-se quase como um bebé: ri, chora, coça-se, succiona, espernea...

Até ao final da gravidez os movimentos serão menos frequentes, mas mais definidos e percéptiveis pela mãe. O bebé apenas encontra sitio para mover-se e necessita uma nova casa. Já está preparado para nascer.


Glosario

Tampão mucoso

Definição:

O tampão mucoso é uma substância especialmente espessa e de coloração castanha secretada pelas glândulas existentes no canal cervical que bloqueia a entrada ao útero pelo colo deste. Serve assim de protecção ao feto frente a todos os gérmes que colonizam a vagina, evitando a infecção das membranas amnióticas.

Sintomas:

Não se trata de um sintoma de parto iminente, mas serve para alertarmos de que o momento está próximo, talvez umas horas ou uns dias como muito mais tempo. Muitas mulheres não se dão conta de que perderam o tapão, pois confundem-no com o aumento do fluxo característico das últimas semanas. Pode ser más viscoso e, em certas ocasiões, acompanhado de algumas gotas de sangue.

Tratamento:

Nenhum.

National Geographic.

Instituto Universitário Dexeus.

Fecha de actualización: 12-04-2021

Redacción: Lola García-Amado

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