Exames de gravidez: o Triple Teste no primeiro trimestre

Exames de gravidez: o Triple Teste no primeiro trimestre
Partillhar

Ao longo da gravidez irá realizar uma série de exames para saber se o seu estado e o do bebé estão correctos. O triplo teste, em concreto, permitir-lhe-á conhecer, sem nenhum tipo de risco, se existe alguma anomalia cromossómica ou uma má-formação, à parte da idade gestacional do feto.

O “triplo teste” (também chamado de exame de prova de detecção tripla ou triplo screening) consiste numa análise ao sangue materno graças à qual se realiza a quantificação bioquímica de hormonas como a gonadotrofina coriônica (hGC), a alfa-fetoproteína (AFP) e o estriol não conjugado (uE3). A alteração de alguma destas hormonas relaciona-se com um maior risco de más-formações fetais. De facto, o resultado deste exame e outros dados, como a idade gestacional e a idade fetal, permitem diagnosticar gravidezes com síndrome de Down.

Não se assuste se a monitorização do triplo teste parecer indicar alguma anomalia; entre 95 e 98% das mulheres que se submetem ao triplo teste e que obtêm um resultado positivo dão à luz bebés sem más-formações. Não se deixe levar pelo pânico. Geralmente, um resultado anormal apenas significa que, para estar segura de que tudo está bem, pode precisar de fazer mais exames, como uma ecografia detalhada ou uma amniocentese.

Quando e como se realiza este estudo?

Aumento de peso no primeiro trimestre de gravidez

Aumento de peso no primeiro trimestre de gravidez

Ao longo da gravidez, cada mulher ganhará mais ou menos quilos segundo seu peso antes de ficar grávida, sua altura, se o parto é multiplo ou não. Sabe qual é seu peso ideal?  Quanto deve engordar a cada trimestre para ter o controle adequado?

Geralmente realiza-se entre as semanas 15 e 20 da gravidez, mas o melhor momento é entre as semanas 16 e 18 (quando os níveis hormonais são mais constantes). Tira-se uma amostra de sangue envia-se para um laboratório para análise. O laboratório analisa os níveis de AFP, hCG e uE3 no sangue e determina se se encontram numa proporção “normal” para esta etapa da gravidez, tendo em conta a idade, peso, raça e outros factores (como se a mãe tem diabetes ou não).

Um resultado positivo ou anormal é aquele que apresenta demasiada ou muito pouca quantidade destas substâncias no sangue. Geralmente, os resultados estão disponíveis entre uma a duas semanas.

O que significa exactamente os resultados?

Os níveis destas substâncias consideram-se individualmente e em conjunto para determinar se você e o seu bebé podem ter certos problemas. Os resultados indicam a possibilidade do seu bebé ter algum tipo de anomalia congénita. 

Por exemplo, em média uma mulher de 35 anos em 300 tem 1 possibilidade de ter um bebé com síndrome de Down. Se o resultado demonstra que a possibilidade de ter um filho com alguma das anomalias analisadas é mais alta que a média para a sua idade, quem sabe se quer considerar a possibilidade de realizar mais estudos.

Um nível alto de AFP pode significar várias coisas, por exemplo que está à espera de mais de um bebé ou que este tem mais semanas das que o seu médico calculou. Mas, em alguns casos, é uma indicação da existência de uma abertura anómala na coluna do bebé (espinha bífida), na cabeça ou na parede abdominal, que está a permitir que mais AFP do que o normal entre na corrente sanguínea. Em raras ocasiões, também pode indicar um problema nos rins do bebé. E em alguns casos não significa nada.

Um baixo nível de AFP e de estriol e um nível alto de BHCG associam-se a um maior risco de síndrome de Down (três cromossomas no par 21). Os níveis baixos destas três substâncias indicam que o bebé corre um maior risco de ter trissomia 18, uma anomalia dos cromossomas mais grave e menos comum.

Alguns resultados também podem significar que corre um maior risco de sofrer complicações como a pré-eclâmpsia, ter um parto prematuro ou um aborto espontâneo. Conhecer estas probabilidades permite que tanto você como o seu médico estejam atentos aos possíveis indícios de um problema.

Que fazer se o resultado é anormal?

O mais provável se se dá este caso é que o médico lhe recomende fazer uma série de exames extra para tirar as dúvidas. Entre outros, uma ecografia mais detalhada que lhe possa proporcionar informação detalhada. Por exemplo, se a ecografia mostra que o bebé é maior do que as semanas que lhe correspondem, irá repetir as análises de acordo com estes novos dados sobre a possível data de concepção.

Outra possibilidade para descartar se são gémeos, é realizar uma ecografia de nível II, que confirmará a idade do bebé e se é uma gravidez múltipla ou não, e permitirá que o médico verifique que não existem anomalias na coluna e noutras partes do corpo do feto. Se se descobre que o bebé tem espinha bífida e se decide continuar com a gravidez, a equipa médica pode vigiar o seu estado e fazer-lhe uma cirurgia quando o bebé nascer.

Se tem um nível baixo de AFP, a ecografia de nível II permitirá verificar a existência ou não de certos “marcadores subtis” que podem sugerir a existência do síndrome de Down e outros transtornos cromóssomicos. Estes marcadores subtis: quistos numa área particular do cérebro, cálcio extra em determinados músculos do coração, uma afectação nos rins, uma prega grossa na nuca, um fémur mais curto do que o normal e um intestino de aspecto claro.

Quando se encontra dois ou mais destes marcadores, a possibilidade de que o bebé sofra uma anomalia cromóssomica é bastante alta. Dessa forma, deve fazer uma amniocentese, a melhor maneira de tirar todas as dúvidas.

E o “triple screening” apresenta algum risco?

Não, é uma simples análise de sangue que em nenhum caso pode prejudicar o feto ou a mãe. O único mal é que surja um resultado positivo que a preocupe até que confirma que está tudo bem e que era apenas um falso alarme. No entanto, é melhor prevenir que remediar. Se não quer sofrer pode optar por fazer o triple screening com uma ecografia de nível II. Se ambos os resultados são normais, não será necessário que faça uma amniocentese.

Por outro lado, apresenta múltiplas vantagens em relação a outros exames já que não comporta nenhum risco de aborto espontâneo.

Antes de fazer estes exames é importante que fale com o seu marido sobre qual a decisão que irão tomar no caso de se confirmar alguma anormalidade. Os exames genéticos proporcionam toda a informação que a ajudará a preparar-se para ter um bebé com uma anomalia nos cromossomas ou até para interromper a gravidez.


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