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Cerca de 10% das mulheres sofrem de hipertensão durante a gravidez

Cerca de 10% das mulheres sofrem de hipertensão durante a gravidez

Estima-se que uma em cada dez mulheres padece de hipertensão durante a gravidez, um dos problemas médicos mais frequentes durante a gestação. Geralmente, este quadro clínico é mais comum a partir dos 35 anos, nas primeiras gravidezes ou em gravidezes múltiplas.

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Para além disso, o risco de hipertensão durante a gravidez é maior naquelas mulheres com obesidade e diabetes. Na maioria dos casos as complicações para a mãe e para o futuro bebé são mínimas sempre e quando se siga um adequado controlo. “A hipertensão não pode produzir nenhum sintoma evidente. Dessa forma, é imprescindível seguir em cada visita ao médico um adequado um acompanhamento da pressão arterial e realizar análises de urina que nos permitam detectar precocemente o aparecimento de problemas” explica a doutora Carmen Suárez, vice-presidente da Sociedade Espanhola de Hipertensão Arterial – Liga Espanhola para a luta contra a Hipertensão Arterial (SEH-LELHA).

Existem distintos tipos de hipertensão na gravidez. Cerca de 6% das grávidas desenvolvem “hipertensão gestacional” que, geralmente, não implica riscos para a mãe e para feto. A hipertensão aparece na segunda metade da gravidez e normaliza-se passado os dez dias de dar à luz. Este quadro pode repetir-se em gravidezes posteriores e apenas numa certa percentagem de mulheres apare anos depois a hipertensão essencial, ou seja, pressão arterial alta sem uma causa identificada. Noutras ocasiões trata-se de uma hipertensão prévia à gravidez que persiste durante a mesma. Nestes casos a hipertensão continuará a estar presente depois da gravidez. Finalmente, existe outro tipo de hipertensão, mais grave, que surge quando é acompanhada de perda de proteínas na urina, inchaço e por vezes convulsões. Estes quadros denominam-se de pré-eclâmpsia e eclâmpsia.

Principais riscos

Os riscos que tem a hipertensão para a mãe e para o bebé dependerão do tipo de hipertensão e da sua gravidade. Nem em todas elas surgem as mesmas situações, tudo depende dos valores da pressão arterial, da semana da gestação em que a hipertensão surge, da situação anterior da paciente grávida, etc.

A maioria das mulheres podem ter gravidezes fantásticas sem demasiadas complicações “Embora em número reduzido, os casos mais severos associam-se ao risco de morte por quadro de convulsões, coma, insuficiência hepática, renal e transtorno da coagulação. A imensa maioria dos quadros de hipertensão na gravidez, se receberem a assistência adequada, não deixam sequelas” refere a especialista.

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As sequelas para o bebé variam desde atraso no crescimento – com tendência a baixo peso ao nascer – até ao aparecimento de eventos graves como são o desprendimento da placenta, sofrimento fetal ou parto prematuro antes das 37 semanas. “Em alguns casos a finalização da gravidez adiantando o parto é a única forma de solucionar o problema e de evitar complicações para a mãe e para o bebé”, continua a doutora Suárez. “OS quadros mais severos podem supor risco de morte fetal”.
 

Muito descanso e uma alimentação saudável

O tratamento da hipertensão durante a gestação exige por parte da paciente seguir uma série de recomendações gerais. Dessa forma, os especialistas recomendam manter uma actividade moderada e aumentar os tempos de repouso. “Descansar um número de horas mínimas diárias, incluir a sesta pois ajuda a melhorar o inchaço ao diminuir a retenção de líquido. A postura durante o descanso, quando a gravidez já está avançada é importante. É recomendável deitar-se sobre o lado esquerdo, porque tanto de barriga para cima como deitada sobre o lado direito o útero comprime a veia cava e dificulta a boa circulação do sangue” explica a doutora Suárez. No que diz respeito à alimentação os especialistas aconselham a levar uma dieta variada rica em frutas e verduras.


Fecha de actualización: 13-08-2009

Redacción: Irene García

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