Fumar perto de crianças: conheça alguns dos muitos efeitos negativos!

Fumar perto de crianças: conheça alguns dos muitos efeitos negativos!
Partillhar

Infecções respiratórias, asma, problemas de sono, alergias, cáries, náuseas … são várias as patologias que aumentam nos fumadores passivos, sobretudo se falamos de crianças. Apesar disso, as estatísticas mostram que mais de metade das crianças portuguesas vivem num ambiente com fumo.

O meu filho é um fumador passivo?

Um fumador passivo é aquela pessoa que, apesar de não consumir directamente produtos derivados do tabaco, aspira as substâncias tóxicas e cancerígenas provenientes da sua combustão e propagadas pelo fumo que se desprende da mesma.

Há muito anos pensava-se que apenas as pessoas fumadoras eram prejudicadas por este tipo de substâncias nocivas, no entanto nos, os últimos estudos demonstraram que todo aquele que se encontre em contacto com elas pode ser afectado. Tudo isto levou à criação de leis mais rígidas no que diz respeito à regulamentação do consumo de tabaco nos locais públicos (hospitais, empregos, transportes públicos, etc.). No entanto, ainda existe muito por fazer.

Polémicas à parte, está cientificamente comprovado que ser fumador passivo é tremendamente prejudicial para a saúde, em especial para a dos bebés e crianças em processo de desenvolvimento e de crescimento. Evitar este prejuízo começa pela atitude que os pais e familiares próximos tomem quando estão ao pé de pessoas que fumam (sobretudo se são os mesmo pais e educadores que o fazem).

Riscos para a saúde

No te puedes perder ...

Dermatite atópica, conheça os tratamentos e cuidados!

Dermatite atópica, conheça os tratamentos e cuidados!

Nos últimos anos a dermatite atópica triplicou a sua presença nos países desenvolvidos. Esta doença, muito comum entre os lactentes, não pode desaparecer com a medicação até que o paciente chegue à idade adulta, mas com um tratamento adequado e seguindo uma série de conselhos é possível prevenir o aparecimento de surtos e aliviar os seus sintomas.

O fumo dos cigarros contém mil partículas químicas que podem ocasionar cancro e outras doenças.

Estudos recentes demonstram que as crianças expostas desde pequenas ao fumo do tabaco têm maior propensão a contraírem doenças respiratórias tais como infecções nos pulmões (bronquites e neumonia), asma e otites. Exactamente, padecem cerca de 70% mais de infecções respiratórias e catarros que as crianças não expostas ao fumo do tabaco. Estes problemas de saúde podem chegar a ser crónicos ou recorrentes, algumas vezes necessitando até de cirurgia, por exemplo para controlar as frequentes infecções nos ouvidos com acumulação de líquido (mastoidite).

O ser fumador passivo também leva a padecer de mais dores de cabeça, de laringe, de olhos irritados, tonturas, náuseas, falta de energia, cáries e irritabilidade.

Apesar de já há muito tempo se ter ganho consciência de que fumar grávida é péssimo para o feto, publicou-se um trabalho que indica que cerca de 30% das mulheres grávidas não deixam de fumar. Das que deixam de fumar cerca de 50% voltam a fazê-lo depois do parto, mais tarde ou mais cedo. Fumar durante a gestação (embora se reduza ao mínimo a ingestão de fumo) aumenta o risco de parto prematuro, baixo peso, retarda o crescimento … e uma vez que o bebé nasceu, respirar ar contaminado aumenta as possibilidades de morte súbita do bebé, assim como de padecer de algumas doenças em cima mencionadas.

Últimos estudos

- O Instituto Karolinska de Estocolmo chegou à conclusão de que uma criança tem maior propensão a gerar alergias se os seus pais fumam ao seu lado durante o seu crescimento. Analisaram mais de 4000 famílias com crianças nascidas no período compreendido entre 1994 e 1996, os investigadores avaliaram os costumes dos pais destas famílias tomando em conta se tinham ou não fumado durante os primeiros 4 anos dos seus filhos. Quando cumpriram quatro anos estas crianças foram submetidas a exames de exposição a alérgenos como os pêlos dos gatos, ácaros, pó e alguns alimentos. A conclusão foi que as crianças que tinham sido fumadores passivos tinham cerca de 28% mais de probabilidade de sofrerem de reacções alérgicas que o resto das crianças da amostra que não tinham sido fumadores passivos.

- O tabaco não só agrava os sintomas respiratórios dos pacientes com asmas como também lhes pode provocar dificuldades para dormir, segundo sugere uma recente investigação. Os autores deste trabalho, dirigidos por Kimberly Yolton do Hospital Pediátrico de Cincinnati (Estados Unidos) realizaram um seguimento a 219 crianças asmáticas de idades compreendidas entre os 6 e os 10 anos que viviam em casas onde existia pelo menos um fumador.

Através de vários questionários os investigadores mediram o grau do tabagismo passivo dos pequenos para depois avaliarem os seus dados no laboratório. Para além disso, e com a ajuda dos pais estes cientistas estudaram os padrões de sono das crianças com o objectivo de determinar se sofriam de algum tipo de alteração enquanto estavam a dormir.

Os resultados do seu trabalho mostraram uma associação significativa entre a exposição ao fumo do tabaco e a possibilidade de se padecer de problemas de sono. “Á medida que a presença de fumo aumentava os pais assinalavam maiores atrasos no inicio do sono, maior frequência de insónias (comportamentos anormais, como o sonambulismo), problemas respiratórios, uma elevada sonolência durante o dia e, em geral, mais alterações do sino”, afirmam os autores.

- Um estudo apresentado nas Sessões Cientificas da Associação Americana do Coração 2009 confirma que o fumo secundário (o que aspiram os fumadores passivos) faz estragos na saúde das crianças mais pequenas, sobretudo se são obesas.

Tal como explica John Anthony Bauer, um dos autores deste trabalho, “o fumo secundário aspirado pelas crianças não é só mau para os problemas respiratórios, como foi descrito previamente por outros investigadores. Os nossos dados apoiam a opinião de que os efeitos cardiovasculares do fumo secundário nas crianças são importantes, em especial para aquelas que são muito pequenas e para os obesos”.

Os investigadores contaram com uma amostra de 52 meninos e meninas entre os dois e os cinco anos e com 107 adolescentes com idades compreendidas entre os nove e os dezoito anos. Entre as principais descobertas encontrou-se uma conexão entre a exposição ao fumo secundário e um marcador de lesões vasculares nas crianças. A sua incidência duplicou-se no caso das crianças que eram obesas.

Para além disso, as crianças entre os dois e os cinco anos registavam uma concentração de nicotina quatro vezes maior que os adolescentes apesar de viverem em níveis de exposição similares nas suas casas.

“As nossas descobertas reflectem a importância de eliminar o tabaco e a exposição ao mesmo, especialmente nas crianças”, concluiu Bauer.

Embora cada vez exista mais informação sobre o tema, mais de metade das crianças portuguesas vive num ambiente de tabagismo. Este dado vem a ser coincidente com os resultados do último estudo europeu Eurobarometer dedicado às atitudes dos europeus perante o tabaco.

Estas informações reflectem dados alarmantes: o risco de neumonia em filhos de pais fumadores é quatro vezes maior que nas crianças de pais que não fumam. Cerca de 42% das crianças que padecem de doenças respiratórias crónicas são fumadores passivos. Têm se comprovou que os filhos de mães fumadores são aqueles que mais recorrem às urgências com problemas de bronquites e neumonia. Para além disto, vários estudos mostram que o fumo do tabaco apenas agrava a asma infantil.

Outra das fatais consequências que derivam do forte impacto do tabagismo passivo no estado físico das crianças é o absentismo escolar, que é muito maior que nas outras crianças.

Segundo alguns especialistas do comité anti-tabaco, a situação descrita relaciona-se com um maior risco de desenvolvimento de cancro, tanto nos primeiros cinco anos de vida como na idade adulta.



Fecha de actualización: 31-05-2010

Redacción: Irene García

TodoPapás es una web de divulgación e información. Como tal, todos los artículos son redactados y revisados concienzudamente pero es posible que puedan contener algún error o que no recojan todos los enfoques sobre una materia. Por ello, la web no sustituye una opinión o prescripción médica. Ante cualquier duda sobre tu salud o la de tu familia es recomendable acudir a una consulta médica para que pueda evaluar la situación en particular y, eventualmente, prescribir el tratamiento que sea preciso. Señalar a todos los efectos legales que la información recogida en la web podría ser incompleta, errónea o incorrecta, y en ningún caso supone ninguna relación contractual ni de ninguna índole.

×


×
×
×
*/?>