Gravidez na adolescência: números baixaram em 2009

Gravidez na adolescência: números baixaram em 2009
Partillhar

Por descuido, por falta de informação ou até por problemas de acesso a métodos contraceptivos, são vários os factores que levam muitas adolescentes a serem mães precocemente. No entanto, dados mais recentes relativos a esta situação mostram que o número de mães adolescentes está a diminuir.

Desde 1970 que não se registava um declínio no número de mães adolescentes. No entanto, segundo os dados da ONU de 2009, isto relativo a 2007, este número baixou em Portugal, embora o nosso país continue a ter um índice de fertilidade em adolescentes elevado no que diz respeito a outros países da Europa.

Com uma taxa de fertilidade em adolescentes de 16,5%, Portugal encontra-se assim em 8º lugar. Já o primeiro lugar corresponde à Bulgária com uma taxa de 42,2% de nascimentos de mães adolescentes.

Para muitos esta diminuição está relacionada com uma maior prevenção por parte dos jovens. A maior e mais facilitada informação sobre métodos contraceptivos, o uso do preservativo e da pílula, encontram-se entre os muitos factores que têm contribuído significativamente para estes resultados animadores.  

Uma gravidez na adolescência associa-se a maiores taxas de morbilidade e mortalidade, tanto para a mãe como para a criança. Para além destes problemas existem outros não menos importantes: a falta de apoio e incompreensão por parte da família ou pessoas próximas. São jovens que, na maior parte dos casos, por estarem grávidas se vêem obrigadas a abandonar a escola e a contarem com elas próprias.

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Foi factos como estes que levaram Eva Diniz a realizar uma pesquisa sobre a gravidez na adolescência no Brasil e em Portugal. Eva chegou à conclusão que existem muitos factores que contribuem para a diminuição do número de gravidezes em adolescentes: o aumento da escolaridade, a perspectiva das mulheres em construírem uma carreira e não uma perspectiva tão vincada na maternidade.

Apesar de ser um problema que também afecta famílias mais abastadas, Eva revela ainda que está maioritariamente presente em famílias com certas carências e faltas de oportunidades o que faz com estas raparigas procurem no facto de serem mães um projecto para a vida.


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