A maternidade alterou nos últimos anos?

A maternidade alterou nos últimos anos?
Partillhar

Como motivo da celebração do seu 25 aniversário a Philips Avent colocou em marcha, através da Consultora independente ASAP, o estudo “A mulher espanhola perante a maternidade”, dirigido para reflectir a evolução dos usos e costumes entre as mães de hoje e as de há um quarto de século. Questões tão importantes como o cuidado do bebé, a implicação do pai, a conciliação laboral ficaram claras neste estudo que mostra uma realidade muito parecida com a realidade portuguesa e brasileira…

O cuidado do bebé

Nestes últimos 25 anos a forma de ver a maternidade e o cuidado do bebé transformou-se consideravelmente. O que não supõe que as mulheres de hoje se preocupem menos com os temas que já preocupavam as suas mães (alimentação do bebé, amamentação materna, etc.) mas sim que, para além desses, juntaram outros novos temas (voltar ao trabalho, recuperar a linha, etc.). Por exemplo, uma das principais alterações é que a mãe de antigamente estava centrada no trabalho dentro de casa. A sua única missão era “atender” a sua família.

No entanto, as mães de hoje juntam o trabalho dentro de casa com o trabalho fora e apoiam-se em meios tecnológicos (telemóvel, internet, etc.) bem como humanos para chegarem ao mesmo objectivo que as suas mães: saúde, higiene e educação.

Ambos os grupos coincidem no facto das fontes de informação terem alterado: antes era uma sociedade com pouco conhecimento e muitos tabus, onde os especialistas “guardavam a informação”; hoje, no entanto, temos informação, educação e apoios facultativos.

O que não alterou foi a experiência dos avós que continuam a ser um importante guia em temas de gravidez, parto, pós-parto e cuidados com o bebé … embora já não sejam a única fonte nem a principal, são mais um suporte moral e “confidentes” para a jovem mãe que a origem da informação.

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A crise afectou a maternidade?

De acordo com o mesmo estudo a crise afectou os gastos relacionados com o bebé:

- Cerca de 17% alteraram a comida do bebé.

- Cerca de 27% reduziram os gastos com as amas.

- Cerca de 36% admitem que oferecem menos prendas a outros bebés.

As marcas brancas também são uma realidade no mundo do bebé e ainda mais nos momentos de dificuldades económicas. 

A implicação do pai

- Cerca de 86% das entrevistadas convive com o seu cônjuge e praticamente todas (94%) consideram que o homem de hoje colabora mais que o de há 25 anos atrás … mas quase metade (48%) acreditam que estes deveriam ajudar ainda mais.

- Em geral as mães de antigamente reconhecem que os pais de hoje participam muito mais que os seus maridos. Antigamente eles dedicavam-se a trabalhar fora e a “trazer dinheiro para casa”, enquanto elas deviam ficar em casa a tomar conta da família.

- Uma parte das mulheres reconhecem-se “machistas”, ou seja, confiam mais na sua mãe (a avó) no que no seu marido e reconhecem que nem sempre deixam que este ajude.

- As colaborações mais frequentes dos pais surgem na higiene e na hora de vestir (banho, mudança de fralda, etc.), nos passeios no parque, na comida e na ida das crianças ao pediatra.

- De acordo com o estudo, quando os pais de hoje começam a dar biberão aos filhos ficam nervosos e um pouco assustados, mas rapidamente percebem o truque e desfrutam dessa sensação.

- Eram as mães de antigamente que se tinham de levantar durante a noite quando a criança chorava. Hoje as mães partilham esse momento com os maridos.

Licença de paternidade

- A sociedade está a alterar muito: duas em cada três avós entrevistadas admitem que teriam ficado felizes se os seus maridos tivessem solicitado a licença de paternidade, algo que há 25 anos atrás era impensável.

- Praticamente todas conhecem o facto de hoje os pais poderem solicitar a licença de paternidade.

Quem se encarrega das crianças?

- Poder recorrer a infantários era um recurso que as mulheres não dispunham há uns anos atrás. Hoje em dia os pais confiam mais nos infantários que nas amas nas suas próprias casas.

- No entanto, grande parte das mães que têm senhoras a fazer as limpezas em casa pedem que estas também tomem conta das crianças, isto ao mesmo tempo que estão encarregues dos trabalhos domésticos.

A amamentação

A amamentação também sofreu notáveis alterações nos últimos anos e o debate de dar peito ao bebé continua em aberto. A visão das mães de antigamente é mais homogénea e favorável à amamentação materna, enquanto a das mães de hoje mostra uma maior divisão de opiniões.

- Para as mães de antigamente dar peito não era uma opção, era quase uma obrigação e era considerado “normal”. Dar peito não era apenas a alternativa mais saudável, mas também a mais barata. Dessa forma, todas preferem o leite materno.

- As mães de hoje continuam a reconhecer o valor dos nutrientes e das defesas associadas ao leite materno. Hoje em dia dar peito é uma opção desejável, mas nem sempre a mais fácil de elevar a cabo.

- Os motivos porque muitas mães tiveram de interromper a amamentação materna são: a falta de leite, a necessidade de voltar ao trabalho, conselhos do médico e o desejo do marido participar na alimentação do bebé.

- A idade também é uma condicionante. As mães mais jovens são as que abandonam mais rapidamente a amamentação.

- Uma parte das mães admitem que não dão peito ao bebé por uma razão estética ou por comodidade.



Fecha de actualización: 27-01-2010

Redacción: Irene García

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