Adopção Internacional

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“É uma prenda que a vida te dá, não uma obra de caridade”

A China recebe cerca de dezasseis mil solicitações de adopção por ano. Uma destas foi a Lola. Finalmente decidiu adoptar. “Vi as pessoas à minha volta a adoptarem crianças e pensei, porque não eu?"


 

Lola tinha 49 anos quando recebeu a melhor prenda que a vida lhe podia dar, a sua filha Lucía. Estão há um ano e meio juntas e já têm um vínculo tão forte a uni-las como o de qualquer mãe biológica. “Muitas pessoas dizem-me que a Lucía teve muita sorte, mas eu acho que a sorte é minha, é uma criança maravilhosa”.

O processo burocrático: passos a seguir

A adopção começa por um processo burocrático longo e difícil em algumas ocasiões, mas quando por fim tem a criança em casa, esquece tudo o que se passou. “Comigo foi tudo muito bem, embora conheça pessoas que tenham passado por processos mais duros”, conta-nos Lola, que fez a primeira chamada para o Instituto do Menor e da Família da Comunidade de Madrid para iniciar o seu processo de adopção em 2000. “A primeira coisa que lhe dizem é que tem que ir a uma reunião informativa onde lhe pintam a realidade de uma maneira muito duro, para que se dê conta do que pode vir a enfrentar. É o primeiro passo para conseguir o Certificado de Idoneidade”.

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Já lá vai o tempo em que a gravidez era tratada como uma doença. Agora que o parto é considerado uma parte do processo natural da vida e não uma patologia, excepto em algumas excepções, a permanência no hospital depois de se dar à luz converteu-se numa excelente oportunidade para repousar do esforço, descansar e aprender como cuidar do seu filho que acaba de chegar ao mundo.

Uma adopção não é um capricho, é uma decisão muito séria, por isso as autoridades têm que seguir uma série de passos para que o futuro da criança em Espanha seja o melhor possível. Em Espanha são as Comunidades Autónomas que têm competências na matéria de menores, gerindo as adopções.

O primeiro passo é conseguir o Certificado de Idoneidade. Depois da primeira reunião informativa há um processo no qual os futuros pais são submetidos a um estudo psicológico e social. Consiste numa série de entrevistas, visitas ao domicílio dos solicitantes e realização de uns exames psicológicos. Tudo isto juntamente com a creditação das circunstâncias pessoais, familiares, económicas e sociais. Documentos que para serem válidos devem estar certificados pelas respectivas escolas profissionais. Quando se considera que as condições da família são as adequadas para a integração de um menor, avalia-se o informe final de maneira “favorável”.

Apesar da valorização favorável do estudo psicossocial seja favorável não leva à imediata obtenção do Certificado de Idoneidade, é apenas o primeiro passo para a Unidade de Adopções da Comunidade de residência emitir o certificado correspondente. Em Madrid o tempo de espera, desde a primeira chamada até receber o certificado de Idoneidade, é de aproximadamente 12 meses.

História da Lucía

Quando a Lola acolheu a sua filha o orfanato deu-lhe a história da menina:

“Jin Jia Jie foi descoberta num canto do segundo piso do nº3 do edifício 18 de Shiliu Yuan a 13 de Março de 2001. Foi ingressada na Instituição pela Comissária de Dongshe, Shantou. Como não encontrámos a família biológica o seu ingresso oficial na nossa instituição foi o dia 15 de Março de 2001. Quando ingressou media 48 cm e pesava cerca de 3 quilos e 400 gramas. Quando a encontrámos ela tinha junto dela uma nota com a sua data de nascimento.

Colocámos-lhe o nome Jin porque foi encontrada no distrito de Jinyuan, Shantou. Jia significa belo e bom e Jie simboliza um cargo oficial da mulher durante a dinastia Han. Jia Jie representa os nossos melhores desejos para esta menina. Carinhosamente chamamos-lhe Ajie

Tem um carácter caldo e tranquilo, chora quando vê estranhos. Saúda com um sorriso e movimenta o seu corpo goste de olhar as crianças maiores a correr pela sala e gosta que as educadoras brinquem com ela. Quando lhe cantamos uma canção ela olha fixamente, sem pestanejar e depois sorri. Prefere os brinquedos de pano e os que têm sons.”

Geralmente as crianças adoptadas adaptam-se muito rápido aos novos costumes do país. Lucía começou a dizer algumas palavras em espanhol às 4-5 semanas da sua chegada. E hoje, um ano e meio depois, fala como qualquer criança da sua idade.

Gema Theus, psicóloga, conta-nos o que se vive a cada dia no seu centro onde se podem encontrar crianças procedentes de adopções internacionais indianas, peruanas, russas, etc. “Há uma adopção muito boa e muito rápida por parte das crianças adoptadas, às vezes, melhor que a das crianças de pais biológicos”. Para além disso realça que são crianças muito saudáveis, “os únicos problemas que podem ter são de desnutrição e de pouca coordenação, realizam movimentos muito lentos porque estão acostumadas a moverem-se pouco e a brincarem em espaços pequenos, mas depois de chegarem evoluem muito favoravelmente”. As reacções destas crianças, sobretudo se chegam a partir dos 12 ou 18 meses, estão bastante bipolarizadas, uns adoptam atitudes muito mais carinhosas com as educadoras. Por outro lado, estão as crianças que são carinhosas com os seus pais, mas com as educadoras têm uma postura fria e distante”.

No que diz respeito aos cuidados adoptados, Gema Theus acredita que cada criança precisa de uma atenção especial e um cuidado adaptado às suas características, quer seja adoptado ou filho biológico.



Fecha de actualización: 14-09-2005

Redacción: Irene García

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