Alimentação para conceber!

Alimentação para conceber!
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 Depois de pensar em ter um filho é importante que penses também em toda a preparação que tem de ter para as exigências posteriores de uma gravidez: uma delas é, sem dúvida, a alimentação. Quando estás a tentar engravidar existem vários nutrientes importantes, tanto para a qualidade do óvulo e do esperma como para a implantação do embrião e do desenvolvimento do feto.

   

A dieta e a fertilidade são dois factores que se juntam, pelo que é preciso conhecer que alimentos contribuem para aumentar as possibilidades de conceber um bebé. Pelo contrário, existem outros que podem diminuir as probabilidades de conseguir engravidar. Descubra quais são:

Alimentos para conceber

Uma dieta adequada é a chave para optimizar a fertilidade. O menu diário deve ser equilibrado e conter alimentos de todos os grupos alimentares.

Antioxidantes: certos nutrientes, como as vitaminas A e C, o zinco, o magnésio ou o cobre actuam como antioxidantes, protegendo as células dos danos causados pelos radicais livres. Estes atacam as células prejudicando o ADN e as mitocondrias. São um produto secundário natural do nosso metabolismo, no entanto, também são produzidos por agentes externos, como fumar, comida queimada, beber álcool, etc. Em pequenas quantidades e equilibrados com uma dieta rica em antioxidantes não têm porque resultar num problema, contudo, a exposição às toxinas é habitual e se a alimentação não é a adequada então pode afectar a fertilidade.

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Durante a época de calor as nossas necessidades alimentares alteram-se. O calor faz com que suemos mais e, consequentemente, que necessitemos de mais água, seja em forma de líquidos ou de alimentos que a contenham, como a fruta e as verduras. Para além disso, deve-se prestar uma maior atenção à higiene da comida e à nutrição das crianças.

O nosso corpo fabrica, de forma natural, alguns antioxidantes, contudo, deve acrescentar outros à alimentação. A recomendação de cinco peças de fruta por dia e verdura é uma excelente maneira de assegurar uma ingestão adequada de antioxidantes que contribuem para contrastar com os efeitos negativos dos agentes externos, como a poluição, o sol, o tabaco, etc.

Que alimentos os contêm: as laranjas, os limões, os kiwis, o melão, as fresas, os frutos secos, o alho, as couves de bruxelas, os brócolos, os pimentos, etc.

Uma advertência: se está a pensar ficar grávida evite tomar suplementos de vitamina A, já que um excesso pode provocar danos do feto.

Vitaminas do grupo B: todas as vitaminas deste grupo são fundamentais para a ovulação e implantação. Para além disso, são ainda importantes para o controlo hormonal e para o desenvolvimento fetal. No entanto, como são hidrosoluvéis perdem-se com facilidade e alguns aspectos do estilo de vida, como o stress e o álcool, podem esgotar as reservas.

- Ácido fólico: é uma vitamina que ajuda a prevenir os defeitos do tubo neural, ou seja, a medula espinal e do cérebro. Isto tem lugar no primeiro mês de gestação, pelo que deve assegurar uma quantidade suficiente antes de conceber e deve fazê-lo durante toda a gravidez. Para além disso, o ácido fólico encarrega-se de estimular o desenvolvimento das hormonas sexuais femininas.

Que alimentos o contêm: cereais, legumes, sementes, sardinhas, etc.

Cálcio: a maior parte das células do organismo empregam cálcio. Não só mantêm os ossos e os dentes fortes e saudáveis como também ajuda a manter os músculos e os sistemas nervoso e circulatório em perfeitas condições. Se o organismo não obtém a quantidade necessária de cálcio da alimentação, vai acabar por extrai-lo dos ossos, o que pode enfraquecê-los.

Que alimentos o contêm: produtos lácteos, espinafres, crustáceos, figos, sementes de sésamo, etc.

Os produtos lácteos como o leite, o iogurte e o queijo são boas fontes deste mineral, se bem que contêm gorduras saturadas, as quais devem ser consumidas com moderação. Opte pelas verduras e pelo peixe rico em cálcio que não contêm tanta quantidade de gordura.

DHA: é um componente essencial do cérebro, dos olhos e dos neurónios. O DHA é um ácido essencial ómega-3. Estes são fundamentais para o equilíbrio hormonal, para o sistema e para a saúde dos ovários, dos óvulos e do esperma. No entanto, o nosso corpo é incapaz de fabricá-lo e é difícil adquiri-lo através da alimentação.

Oito em cada dez mulheres têm um défice de ácidos gordos essenciais e são necessários três meses para acumular reservas no organismo. Uns óvulos saudáveis necessitam de DHA para crescer e desenvolverem-se, para além disso também ajudam a baixar a pressão sanguínea da mãe, a prolongar a gestação e a assegurar o crescimento do feto.

Que alimentos os contêm: marisco, salmão, sardinhas, atum, cavala, algas, verduras, etc.

Ferro: níveis insuficientes de ferro no início da gravidez podem incrementar o risco de desenvolver anemia pós-parto, reduzindo, entre outras coisas, a energia da futura mãe.

Que alimentos o contêm: carne magra, peixe, frango, algas, brócolos, cereais enriquecidos, etc.

Fibra: ajuda a estimular o funcionamento do seu organismo e a conseguir a concepção e o futuro desenvolvimento fetal. Segundo especialistas, uma dieta rica em fibras, baixa em gorduras e em açúcar ajuda a reduzir os riscos de na idade adulta sofrer do síndrome de quistos nos ovários (que pode afectar a fertilidade das mulheres).

Que alimentos as contêm: cereais, figos, amendoins, etc.
 

Zinco: este mineral contribui para a divisão celular que se leva a cabo durante a gravidez. A sua carência pode diminuir a produção de óvulos saudáveis. O zinco é o único mineral que consegue aumentar as taxas de fertilidade.

Que alimentos o contêm: carne magra, frango, marisco, ovos, sementes de girassol, cereais, etc.
 

Água: outra questão importante na hora de engravidar é a ingestão de grandes quantidades de líquidos, já que necessita de estar hidratada. Desta forma, é aconselhável duplicar a ingestão diária de líquidos (pelo menos 8 copos de água por dia).

Alimentos a evitar

Reduza os alimentos que contêm conservantes e outras substâncias edulcorantes. Não são recomendadas, por isso, bebidas gaseificadas, especialmente as que contam ainda com cafeína. Esta deverá ser limitada, uma vez que pode contrair os vasos sanguíneos, reduzir o fluxo de sangue e impedir os óvulos de aderirem às paredes uterinas.

O álcool também não deve ser tomado pois pode afectar a produção de leite.

Uma dieta desequilibrada, pobre em determinados nutrientes pode também influenciar negativamente a possibilidade de ter um filho. As dietas prolongadas e sem controlo médico podem ser uma das causas de infertilidade feminina, já que podem excluir algum tipo de alimento acabando por privar o organismo de certos nutrientes básicos necessários para o bom funcionamento do aparelho reprodutor feminino.

A fertilidade masculina

Dado que a concepção não é só da mulher devemos ter em atenção também a dieta do homem, já que existem nutrientes fundamentais para garantir a saúde do esperma.

Zinco: favorece a produção dos espermatozóides, é necessário para construir a capa externa e cauda dos mesmos. Este mineral perde-se em cada ejaculação, pelo que uma vida sexual activa e uma dieta pobre em zinco podem ser a causa de infertilidade em muitos homens.

Vitamina C: favorece a produção de antioxidantes que podem melhorar a mobilidade do esperma.

DHA: o sémen contém grandes quantidades de DHA, necessárias para vigorizar o esperma e aumentar a sua mobilidade.

Vitamina B12: é necessária para manter a fertilidade.

 

 

Fuentes:

Comadronas.org.

El cuidado del bebé antes del nacimiento, Zita West.

Redacción: Lola García-Amado



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