A infertilidade e os seus tratamentos

A infertilidade e os seus tratamentos
Partillhar

Esterilidade e infertilidade são dois termos que muita gente percebe por igual, no entanto, têm significados diferentes. Falamos de esterilidade quando um casal não consegue uma gravidez depois de manter relações sexuais sem usar anticonceptivos durante dois anos. Quando nos referimos a infertilidade estamos a falar da incapacidade de dar à luz um bebé saudável.
 

Entre as principais causas do aumento da infertilidade destacam-se, por um lado, as alterações no estilo de vida e o atraso da maternidade motivado, em grande parte, pela incorporação da mulher no mundo laboral. Dessa forma, a partir dos 35 anos a fertilidade da mulher começa a diminuir e a partir dos 40 anos a probabilidade de sofrer um aborto são de 40 a 45%.

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), estatisticamente as causas da infertilidade ou da esterilidade correspondem na mesma proporção nos homens e nas mulheres. A OMS adianta ainda que em cerca de 40% dos casais estéreis o problema é das mulheres. Em 20% dos casais o problema é de ambos. Apesar destes dados, vários estudos revelam que a percentagem de homens com este tipo de problemas está a crescer, uma vez que os seus espermatozóides estão a sofrer uma diminuição da qualidade.


CAUSAS DA INFERTILIDADE

Infertilidade masculina

Transtornos do esperma: os problemas relacionados com a produção e o amadurecimento do esperma são as causas mais comuns da infertilidade masculina. O esperma pode ter uma forma anormal ou ser incapaz de movimentar-se adequadamente. Também pode acontecer que o esperma normal se produza em quantidades muito baixas ou que aparentemente não se produza. Muitas condições diferentes podem causar este problema, incluindo as seguintes:

- Doenças infecciosas

- Doenças hormonais ou endócrinas

- Transtornos imunológicos

- Factores ambientais;

- Doenças genéticas.

Anomalia dos cromossomas: Existem homens que têm um cromossoma sexual X adicional, pelo que não produzem esperma ou produzem mas em poucas quantidades.

Anomalias anatómicas: As obstruções do tracto genital podem causar infertilidade ou bloquear parcial, ou totalmente, o fluxo do líquido seminal. Algumas destas anomalias podem ser de origem congénita ou o resultado de um defeito genético. Outras podem ocorrer devido a uma infecção do tracto urogenital.

Infertilidade feminina

Factor ovulatório: Problemas na ovulação, por ser irregular ou até mesmo pela sua ausência. O melhor tratamento para este problema é tomar medicamentos que ajudem na realização da ovulação ou recorrer a alguma técnica de fertilização assistida de alta complexidade.

Factor tubário: As alterações das trompas de Falópio, como obstruções ou lesões, fazem com que o óvulo não consiga chegar ao útero, impedindo assim a concepção. Nestes casos o tratamento é cirúrgico e o seu êxito dependerá do grau de afectamento das trompas. Se não obtiver nenhum êxito com a cirurgia pode sempre recorrer à fecundação in vitro.

Factor uterino: Más-formações congénitas do útero ou miomas. Em qualquer um dos casos o tratamento é cirúrgico.

Factor peritoneal: está relacionado com focos de endometriose fora do útero. Também aqui o tratamento é feito através de uma cirurgia.

Exames e análises

A avaliação da fertilidade começa com testes para se assegurar que o esperma é normal, que a mulher está a ovular e que as trompas de Falópio estão abertas. Quase metade dos problemas de infertilidade é causada por dificuldades na produção de esperma. A avaliação do factor de infertilidade masculina baseia-se em análises de uma amostra de esperma que se recolhe depois de dois ou três dias de abstinência sexual. Este exame serve para determinar o volume e a viscosidade do sémen, bem como a quantidade de espermatozóides, a mobilidade, a velocidade e a forma dos mesmos.

Na mulher, a primeira coisa que se analisa é o ciclo da ovulação. Depois fazem-se análises ao sangue para comprovar os níveis hormonais. Um dos exames mais informativo baseia-se no nível da hormona estimuladora do folículo ao terceiro dia da menstruação.

Se o esperma do homem é normal e a ovulação também, há que procurar outras causas. O seu ginecologista realizará outros exames que avaliem o útero e as trompas de Falópio.

Outros exames possíveis são a histeroscopia (introdução de uma lente através do colo do útero para se examinar a cavidade uterina) ou a laparoscopia (introdução de um instrumento óptico através de uma pequena incisão no abdómen que permite examinar o útero, os ovários e as trompas). Também se podem examinar as alterações do muco cervical ao longo do ciclo menstrual e a interacção entre os espermatozóides e o muco cervical através de umas análises do mesmo muco. Por fim, também pode ser feito um exame pélvico à mulher para observar se existem quistos nos ovários.

TRATAMENTOS

Ovulação induzida: se o problema está no ciclo menstrual, a primeira coisa que se tenta é a estimulação dos ovários com pílulas fertilizantes. Se não funcionar, passa-se a uma combinação de injecções de hormonas e à fertilização assistida. Normalmente, estas injecções podem ser administradas em casa e o apenas hospital vigia a sua produção ovárica com ecografias frequentes.

Inseminação artificial: É uma técnica de menor complexidade, onde o sémen do homem (previamente enriquecido em laboratório) é inserido directamente no corpo do útero. Antes disto estimula-se a ovulação da mulher para aumentar as possibilidades de êxito.

No entanto, se estas técnicas não funcionarem pode sempre recorrer à adopção. Desta forma, evitará todo o stress e demora destas técnicas de fertilidade.

 


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